quarta-feira, 13 de outubro de 2021

O consulado


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Tema: O consulado

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Com Bonaparte termina a revolução burguesa para se instalar o regime burguês. A sua actuação vai criar os fundamentos do moderno em estado francês, a sociedade francesa esta ávida de paz: sentem se os efeitos do período conturbado que assolara a franca desde 1789.

Bonaparte pressente esse estado de espírito e proclama as suas intensões de forma eloquente: cidadãos; a revolução esta consolidada nos princípios que a inspiram: Agora terminou.

As grandes conquistas da revolução mantem se, mas agora num clima marcado pela paz, pela calma, pelo consenso.

Napoleão, que tinha comungado das aspirações nacionalistas do seu pai em relação a sua terra natal, a Córsega cedo envereda pela carreira das armas. As vitórias sucessivas cobrem no de gloria e projectam no para a vida política. A estratégia de barras, Tieyes, Talleyrand, entre outros, seria a de o usarem para eliminar os opositores personificados nos realistas e naquelas persistem em considerar se herdeiros dos Jacobinos e dos Sans culottes.  Gizam, então, uma estratégia que faz dele o herói  do golpe 18 do Brumário, mas esperam que , depois, ele continue no exterior a frente das campahas deixando lhes o caminho livre.

 A sua actuação reveste se de um elegado realismo porque tem plena consciência da importância de reconciliar a nacao consigo própria.

O nome de Napoleão suscita quase invariavelmente as más inflamadas paixões, aparecendo associado apreciações extremistas, de adulação ou de vitupério, separando dentre os seus actos aqueles que contribuem para o progresso da franca.

 

A Reorganização do estado

Para dar consecução ao seu programa e cumprir o desiderato de promover o bom funcionamento do estrado no seio de uma sociedade em paz, define três grandes prioridades: dotar a franca de uma nova constituição a segurar um administração eficaz e solidificar horário; em cerca de dois anos o essencial dos seus propósitos alcançados; comecemos então por acompanhar o percurso que lhe garante a consolidação do seu poder como magistrado supremo da nação.

A 15 de Dezembro de 1799 é proclamada mais uma constituição, do ano VIII (anexo3). Estabelece o consolado em que o poder esta nas mãos do primeiro cônsul, Napoleão, pois a ele compete a iniciativa das leis, a capacidade de nomear só ministros e a responsabilidade do orçamento da diplomacia e da guerra. Aos outros dois cônsules Cambacérès e lebrun restam funções meramente honoríficas, ou seja, Bona Parte é autoridade máxima.

No topo da hierarquia esta o conselho do estado que elabora e prepara os projectos da lei. O senador zela pela sua constitucionalidade, o tribunado discute as leis e o corpo legislativo vota as.

Em suma a constituição do ano VIII cumpriam o propósito defendido pelo Abade de Sieyes: Autoridade vem de cima e a confiança vem de baixo, neste caso concreto a favor de Napoleão.

Para tal, em Fevereiro de 1800, são promulgadas as leis sobre administração local que criam os prefeitos. Em cada departamento, esses magistrados, a quem se exige obediência e eficácia, aplicam as directrizes do governo. A este propósito, uma alocução dirigida aos perfeitos por Lucian Bonaparte, ministro do interior. É mais eloquente do que quaisquer comentários.

Toda a ideia de administração e de conjunto seria destruída se cada prefeito, interpretasse subjectivamente, uma lei ou um acto do governo. Não é deste modo que  o governo concebe a administração Guy Thuillier, Temoins de l administrativo, paris, Berger Levrault, 1967, Napoleão não quer um estado pobre, sem receitas suficientes , ao invés, deseja inverter a situação de penúria.

 Constituído com o capital inicial de 30 milhoes , tem o monipolio da emissão do papel moeda, apartir de 13 de maio de 1803. Tem origem na designada caixa contas correntes, sendo parregaux, recamier e deprez os seus banqueiros mas empreendedores. O efeito destas medidas concertadas  é notável: em 1802 o orçamento do estado  esta equilibrado, proeza que nem o antigo Regime nem a república tinha logrado antigir.

Quanto as actividades económicas, estimula as industrias e o comercio, e promove o lançamento de importantes infra estruturas: estradas, pontes e canais.

 

O enquadramento da sociedade

O génio de Napoleao esta longe de se esgotar nos campos de batalha ou nos domínios da administração: a forma como pomove o enquadramento da sociedade demostra uma assinalável argucia e intuição política.

O conflito remonta aos alvores de 1789, e tivera o seu ponto  culminante com a constituição civil do clero. Embora confesse abertamente  não ser crente, afirma que a religião não é o mistério de encaranacao, mas o da ordem social, e esclarece: a minha política assenta num pressuposto governar os homens de acordo com a vontade  da maioria. Acredito que esta  é a maneira de reconhecer  a soberania popular. A luz desta perspectiva, que dificilmente pode ir mais longe no pragmatismo, encenta negociações com o papa que se arrastam por um ano. Mas Pio VII também quer ultrapassar esta delicada situação, e em 1801 é assinada uma concordância. De facto o goerno reconhece a religião apostólica, católica, e romana como sendo o cerdo professado pela a maoria da população, mas o clero fica dependente  do estado, pois: as nomacoes dos bispos  serão feitas pelo o primeiro, cônsul (artigo5º); os bispos nomearam os curas. A sua escolha so poderá recair sobre pessoas que merecem  aprovação do governo (artigo7º), o governoassegurara o vencimento conveniente aos bispos  e curas (artigo9º).

 Em especial para com o Napoleao I, os cristãos devem aos princípes que governam, e nos devemos em particular a napoleao, o nosso imperador, o amor, respeito, a obediência, a fidelidade, o serviço militar, os tributos ordenados para a conservação e defesa do imperio e do seu trono; devemos lhe ainda orações fervorosas para a sua salvação e para a prosperidade espiritual e temporal do estado. Falta referir aquela que é uma das maiores realizacaoes de Napoleao: o código civil, O período pos revolucionário contribuiubpara agravar a anarquia no seiondo sistema Juridico que ia sendo ajustado a medida das cirunstancias, mas  sem que tivesse um elo lógico e unificador. O Primeiro cônsul consegue chegar a um equilíbrio em que o ponto mais forte resulta das sínteses hábeis tradição ou direito revolucionário, preservando, em simultâneo, o essencialdas conquistas revolucionarias que o estado solenemente se compromete a respeitar. O código civil promulgado a 21 de Marco de 1804, reúne 36 leis, votadas entre 1801 e 1803, compiladas em 2281 artigos.    

Destaquemos dois dos grandes aspectos mais relevantes nesta área. A família legitima sai reforçada, uma vez que a autoridade do pai como chefe érevigorada, aos filhos naturais ano reconhecido quaiquer direitos, e se o divórcio não é abolido, a verdade é que agora é muito mais difícil de obter.    Esta definido o quadro jurídico, base de novas sociedade civil, que vigoraria durante dois séculos. A legislação napoleónica código penal e código comercial marca quase toda a europa ate aos nossos dias. Napoleao tem plena consciência do alcance do documento que ficara para sempre associado ao seu nome. Napoleao não descura um outro segmento dominante da sociedade francesa e promove o enquadramento social da juventude. Esta orientação tem em vista formar cidadãos, que venham a revelar se doceis e acomodados para melhor se submeterem aos ditames do estado.

 

 A guerra e a paz

Depois da sua  derrota em Abukir (1 de Agosto de 1798) que evidencia a supremacianaval da Inglaterra, Napoleoa é confrontadocom uma segunda coligação que intergra, para além da sua arqui rival, os Austriacos e os Russos.

Depois de uma campanha meteórica em Italia  (Abril de 1796 a Abril de 1797), o imperio da Austria é constrangido a assinar a paz em campoformio (Outubro de 1797), os Russos também são sucessivamente batidos, e depois da vitoria de Marengo a sua ameaca é sustida. Os Austriacos, perante o fracasso da coligação, renovam em luneville o tratado de Campoformio. Os ingleses estão sozinhos e chega também a sua e de admitir a superioridade francesa.

 

O Imperio

A ascensao a imperador, plenamente comfirmada por maioria esmagadora, a cerimónia de sagração, em Notre Dame, o casamento religioso com Josefina, oficiado pelo papa Pio VII. Constituem o prelúdio para o aparecimento de uma corte brilhante em que se movimentam não so os antigos inimigos da revolução, ma também uma nova nobreza criada por iniciativa do próprio Napoleao.

Napoleao é

 

 


Degree in Portuguese Teaching

 

Test

1. R: They pressure me There`s so much pressure you have gotta be sexy you´ve gotta be cute you`ve gotta be nice, you`ve gotta be all these things. We must just be ourselves.

2. R: Difficulties faced are she worked 4 jobs and dedicated her life to make Selena`s life better.

 3.R: When Selene’s say ``let’s change the game`` she means the we should inspire each other to be better…just be kind to each other and love and inspire people and that we must learn from our mistakes.

4. R: She wools be a good friend yes, because she is able to motivate people so it is clear that she can motivate and inspire me to do good in order to succeed in life.

5. R: We definitely to try to inspire other, even though some of my friends are not that open to chare.

6.R: I do trust myself, because I believe that I can do anything that I set my mind to, I cannot that I am not capable of, and I have so far overcame things that I thought I will never be able to.

7. R: The one thing that in learned from these speeches is that, no matter how big my mistakes can be I just to learn from there so that I can overcame them.

8. R: Selena will be successful in future yes, because she already knows the basic things to do in order to get there she want, chef inspires and motivate people to do thing and someday they will to do things and the some to, she is surely a role model.

Conceito e histórico da desordem por défice da hiperactividade

Introdução

Presume ­se que as desordens por défice de hiperactividade (DDH) seja uma condição neurológica que tem afectado crianças, adolescentes e adultos. Foram várias as pesquisas feitas por estudiosos desde o século XIX até os dias de hoje, na perspectiva de se descobrir as causas, os sintomas, os tratamentos entre diversas outras temáticas que podem ser abordadas no âmbito da hiperactividade. De salientar que há varias definições do que viria a ser a hiperactividade e nas nossas pesquisas constatamos que é uma perturbação do sistema nervoso e do estado excessivo de energia que pode ser motora (física muscular) ou mental (intenso fluxo de pensamento). Se algum órgão ou glândula do nosso corpo estiver trabalhando em demasia, dizemos que ele está hiperactivo. Entretanto, hiperactividade é sinónimo de aumento, excesso de actividade.

Este trabalho tem por objectivo principal investigar os conceitos, os sinais de alerta, as causas e a classificação do défice da hiperactividade. Como também abordar a questão da perturbação atenção, identificar alguns métodos que ajudem na aprendizagem escolar de uma criança hiperactiva. Para que os objectivos definidos neste trabalho fossem alcançados optamos por fazer, uma pesquisa bibliográfica. Lakatos e Marone (2001, p.66­), afirmam que uma pesquisa bibliográfica busca fazer o levantamento, selecção e documentação de todo o conteúdo que já foi publicado a respeito do tema que está sendo pesquisado. Assim, podem ser utilizadas como fonte de pesquisa livros, revistas, artigos, teses dissertações, entre outros.

O trabalho será organizado da seguinte forma: primeiro, teremos o histórico e alguns conceitos no que tange a défice de hiperactividade e da atenção, visto que não foi possível falarmos da hiperactividade sem abordar a temática da atenção, aprofundaremos mais a respeito no histórico. Praticamente os especialistas exploraram a questão da Desordem por Défice de Hiperactividade e Atenção (DDHA) em conformidade. Em seguida, abordaremos os sinais de alerta, seguidos pelas causas e a classificação. E por fim, taremos exemplo de um estudo de caso concreto de uma criança com DDHA inserida em uma escola.

 

 

Conceito e histórico da desordem por défice da hiperactividade

Segundo (APA, 1980), a DDH é uma perturbação do desenvolvido que afecta o comportamento, a atenção e o autocontrolo. Tem uma base essencialmente neuropsicológico e os factores genéticos conjugam ­ se com as experiencias do indivíduo no seu meio ambiente, para moldar o seu comportamento e a forma como enfrenta e se entrega na vida em sociedade. É diversificada a terminologia pela qual é conhecida a DDAH, sendo que a mais comum é simplesmente a hiperactividade.

No entanto, DDAH parece ser expressão generalizada, por tradução directa da expressão Attencion Deficit Desorden with hiperactivity utilizada pela Associação Americana Psiquiatria, no seu Manual de Diagnóstico Estatístico de Desordens Mentais, para referir indivíduos que apresentam comportamentos hiperactivos, que têm dificuldade em prestar atenção às tarefas.

Assim, de acordo com Associação Americana de Psiquiatria a DDAH caracteriza-se por um padrão persistente de falta de atenção e ou impulsividade e hiperactividade, com uma intensidade que é mais frequente e grave que o observado habitualmente nos sujeitos com um nível semelhante de desenvolvimento.

Em termos práticos, diríamos que uma criança com DDAH manifesta na sua actividade diária padrões comportamentais em que a actividade motora é muito acentuada e inadequada ou excessiva. São crianças que apresentam muitas dificuldades em permanecer no seu lugar, que se mexem ou baloiçam continuamente, que mantem um relacionamento difícil com os colegas, geralmente intrometem-se nas suas brincadeiras, sem prestar atenção e precipitam as respostas. Nenhuma dessas manifestações deve ser confundida com má educação ou falta de comportamentos ocasionais.

Na base da abordagem desta abordagem perturbação, concretamente a hiperactividade, existem duas definições: para uns especialistas a Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) é analisada como um transtorno, uma diminuição ou até uma ausência do desenvolvimento do autocontrolo (Falardeua 1999; Barkley 2002; Antunes 2009). Numa outra perspectiva, a perturbação é considerada um distúrbio neurológico devido ao desenvolvimento inapropriado do sistema nervoso central que nem sempre progride de uma forma favorável, prejudicando o indivíduo no seu quotidiano (Schweizer & Prekop 1997; Nielsen 1999; Garcia 2001; Parker 2003; Lorente & ÁVILA) os autores afirmam que este distúrbio coloca em evidência a agitação motora (hiperactividade), a dificuldade da selecção de estímulos relevantes, problemas de atenção e incapacidade de controlar a impulsividade (Falardeau 1999; Nielsen 1999; Garcia 2001; Barkley 2002; Lorente & Ávila 2004; Antines 2009; Paasche et al.2010).

As primeira alusões que abordam a PHDA remontam à segunda metade do século XIX  e desde então as perspectivas têm vindo a sofrer alterações. A partir destas alterações residem dois modelos explicativos: o primeiro, de origem Americana, preceitua um diagnóstico formal e criterioso desta desordem e derivam da área de Neuropsicologia; o segundo tem que ver com a origem Francesa, enquadra a PHDA nos Distúrbios Psicomotores e Desarmonias Evolutivas, definindo-a como Instabilidade Psicomotora. Esta segunda abordagem deriva da área da Psiquiatria (Encarnação 2de006; Rodrigues 2006).

De acordo com Bréjard & Bonnet 2008; Simão 2013, no século XX, os americanos começaram a demonstrar interesse pela perturbação, na sequência de um surto de encefalite. As crianças sobreviventes à inflamação mais tarde manifestaram sequelas cognitivas e comportamentais como, por exemplo, actividade excessiva, défice de atenção e impulsividade. O conjunto de novos sintomas deu origem ao termo Síndrome de Lesão Cerebral Mínima. No entanto, o conceito gerou alguma polémica, pois verificou-se que nem sempre existia uma lesão cerebral, como tal, o conceito foi reformulado para Difusão Cerebral Mínima.

Na óptica de (APA, 1968), aparece pela primeira vez a definição da perturbação na segunda edição do Manual de Diagnóstico e estatística de Transtorno Mentais (DSM) da associação Americana de Psiquiatria (APA). Foi denominada como Reacção Hipercinética da Infância, caracterizada pela hiperactividade, inquietação, distracção e défice de atenção, especialmente em crianças pequenas.   

Na década 70, a hiperactividade deixa de ser o factor predominante na perturbação, sendo dado ênfase aos problemas de atenção. Desta forma, a designação é alterada para Transtorno de Défice de Atenção com Hiperactividade (APA, 1980).

Definição de Hiperactividade

Segundo BENCZIK, a hiperactividade é uma desordem do défice de atenção. Os sintomas variam de brandos a graves e podem incluir problemas de linguagem, memória, e habilidades motoras. Embora a criança hiperactiva tenha, muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento.

É a actividade motora, excessiva, agitação ou inquietação em momentos inapropriados. Esta se torna mais evidente quando as crianças estão na fase de pré-escolar ou escolar, pois os sintomas relacionados com a perturbação podem ser vistos como comportamentos imaturos que são facilmente confundidos com os comportamentos das crianças até aos 13 anos de idade. (Barkley, 199 8, Schweizer & Prekop. 2001. APA. 2004).

Segundo Topczewski (1999), hiperactividade pode ser definida como sendo uma falta de limite ou doença, nem sempre vai estar ligada ao distúrbio de atenção, são independentes, podendo ocorrer individualmente. A hiperactividade traz dificuldade de aprendizado e, sem tratamento, pode comprometer o desempenho na fase adulta. As causas podem ser de origem orgânica, neurológica, psíquica e psicológica. O diagnóstico é factor na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a vida, por isso a importância do diagnóstico que não deve ser feito por um único médico, mas por uma equipe multidisciplinar. O factor hereditário também pode contribuir.

 De acordo com o autor acima citado, nem toda a criança agitada deve ser rotulada hiperactiva. Agitação pode ser sintoma de doenças graves, como o autismo, hipertireoidismo, depressão infantil, assim como pode ser resultado de problemas de comportamento. E que, apesar de todas as dificuldades, as crianças que são hiperactivas não possuem menos inteligência ou capacidade de aprendizagem que as outras, elas simplesmente precisa de atenção diferenciada, ou seja, os pais devem procurar tratamento adequado para os filhos. O melhor tratamento no quotidiano é ter paciência com a criança, valorizar suas conquistas, recompensar comportamentos adequados, evitar rótulos, proporcionar ambientes tranquilos, favorecer actividades sociais, respeitar o ritmo escolar, colocar limite claros e treinar hábitos sociais.

Sinais de alerta

Conforme Topczewski (1999), o portador de TDAH costuma ter muitas dificuldades em manter a atenção; não costuma notar detalhes; erra por descuido em actividades escolares e tem como a principal característica a combinação dos sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

Segundo Benczik, a criança pode apresentar esses comportamentos sintomáticos: dificuldades de concentração, ela pode não escutar quando lhe dirigem a palavra; não aceita tarefas que envolvam trabalho mental; não se envolve em brincadeiras e não as mantém por muito tempo; tem dificuldades em aguardar sua vez; fala em demasia; nunca pára sentado; não aceita regras e está ligada dia e noite.

Segundo Argollo (2003, p. 198 ­ 199), indica vários sinais de alerta, tais sinais baseados em manifestações infantis de Trastorno de Défice Hiperactividade que são: a criança frequentemente agita as mãos e os pés e fica se remexendo na cadeira; abandona sua cadeira em sala de aula ou em outras situações em que se espera que permaneça sentado; escala em demasia, em situações impróprias (em adolescentes e adultos, pode se limitar a sensações subjectivas de inquietação); com frequência tem dificuldades de brincar ou se envolver silenciosamente em actividades de lazer; está frequentemente "a mil", ou como se estivesse "a todo vapor"; e fala em demasia. Vale lembrar para o diagnóstico ser identificado é imperioso que a criança apresente esses sinais antes dos 7 anos de idade, com duração de pelo menos 6 meses, e que pelo menos 6 dos sintomas supracitados estejam patentes na criança.

Na perspectiva de Roizblatt, Bustamente & Bacigalupo (2003), afirmam que, os indivíduos adultos diagnosticados de TDAH, podem apresentar os seguintes sinais de alerta, eles podem ter dificuldades com relações afectivas instáveis; instabilidade profissional que persiste ao longo da vida; rendimentos abaixo de suas reais capacidades no trabalho e na profissão; falta de capacidade para manter a atenção por um período longo; falta de organização; insuficiente capacidade para cumprir o que se comprometem; incapacidade para estabelecer, cumprir uma rotina; esquecimentos, perdas e descuidos importantes; depressão e baixa auto-estima; dificuldade para pensar e se expressar com clareza; tendência a actuar impulsividade e interromper os outros; dificuldade de escutar e esperar sua vez  de falar ; frequentes acidentes automobilísticos devido à distracção; frequente consumo de álcool e abuso e substância.

Causas

Segundo as pesquisas feitas por vários especialistas acredita que as causas do TDAH podem ser genética, biológica e ambiental. Ora vejamos as perspectivas de alguns autores que abordaram sobre o assunto. Comecemos por falar das causas genéticas.

Segundo o autor Barkley (1997) estudos diversos utilizando técnicas de neuro­imagem revelam um comprometimento do lóbulo frontal e de estruturas subcorticais com ele relacionado. Evidenciou-se em pacientes com TDAH uma simetria anormal do córtex pré-frontal. Normalmente o córtex pré-frontal direito é ligeiramente maior que esquerdo. Acredita que os lóbulos frontais possuam uma função executiva, compreendendo a capacidade de iniciar, manter, inibir e desviar a atenção, gerenciar as informações recebidas, integrar a experiencia actual com a passada, monitorar o comportamento presente, inibir respostas inadequadas, organizar e planejar a obtenção de metas futuras é tarefa dos lóbulos frontais. Assim, é possível compreender muitas das manifestações de TDAH como resultado de uma deficiência do desenvolvimento do processo inibitório normal, o que exerce papel importante na função executiva do lóbulo frontal, logo, classificam este episódio como genético.

Segundo Lino (2005), muitos casos defendem que a Desordem por Défice de Hiperactividade (DDH) seja hereditário pois, se os pais possuíssem esta problemática isso seria um factor de risco, ou seja, havia maior probabilidade de os filhos virem a sofrer do mesmo problema. Então, afirmam que a DDH tem carácter hereditário mas, sem que se pudesse determinar a probabilidade de ocorrência. O que significa que o genético tem influência na DDH.

Questões de causa ambientais em que envolve a família, o lar em que a criança se encontra, e o ambiente escolar também contam.

Na óptica do mesmo autor, o ambiente familiar constitui uma causa da DDAH em uma criança, há uma grande probabilidade da origem do problema estar na família e no ambiente que esta proporciona. Visto que a comunicação entre os pais e filhos tem sido de uma forma contraditória, isto é, o que se diz não é condizente com o que se expressa não verbalmente. O que leva a criança a acumular níveis de ansiedade suficientes para desorganizar o psíquico da criança e desencadear comportamentos inadequados quando confrontada com estímulos que lhe podem ser problemáticos.

O autor afirma ainda que existem causas biológicas como as pré-natais (uso de álcool e drogas durante a gravidez, complicações intra-uterinas) e peri­natais (traumatismos crãnio­encefálicos e anoxia). Estas causas interferem no desenvolvimento global da criança. Outras, segundo o mesmo autor estabelecem uma relação biológica entre a capacidade de prestar atenção e o nível de actividade cerebral, isto porque, detectaram áreas do cérebro menos activas do que em pessoas sem esta desordem. Esta desordem é causada por um défice de funcionamento do sistema neurobiológico cerebral, isto é, uma maior quantidade de neurotransmissores é encontrada no interior dos sistemas cerebrais, que são responsáveis pela atenção, impulsividade e actividade física e mental. E atribuem a causa a uma difusão neuroquímica, essencialmente a norodrenalina e a dopamina.

Segundo Argollo (2003) o autor defende que, as principais causas do TDAH apontados pelos pesquisadores: factores genéticos, neuroquímicos, complicações na gravidez e no parto e os factores sociais.

Quanto aos factores genéticos observa-se que cerca de um terço das crianças com TDAH possuem pais com o mesmo diagnóstico apresentam entre duas e três vezes mais chances de terem um irmão com o mesmo problema; neuroquímicos, o cérebro das crianças com TDAH funciona diferentemente dos de crianças sem problemas; quanto as complicações da gravidez e no parto como factores de TDAH observa-se que pode se dizer que qualquer alteração do cérebro em DT poderia predispor comportamentos relacionados com transtornos futuros, portanto, este factor causa danos ao cérebro do bebé está hipoteticamente relacionadas ao TDAH; e por fim TDAH suspeita que as crianças criadas em ambientes domésticos caóticos, vítimas de negligência, abandonos ou maus tratos poderiam apresentar prejuízos na maturação do sistema nervoso central interferindo na organização neuronal na formação desse cérebro em DT.

      Classificação     

O DSM­V (2011 p.30) classifica o TDAH em três tipos, que são:

a)      TDAH com predomínio de sintomas de desatenção, quando o que se prevalece é o sintoma de Desatenção;

b)      TDAH com predomínio de sintomas de hiperactividade/impulsividade. Esta forma é mais diagnosticada em crianças menores;

c)      TDAH combinado, quando existem muitos sintomas de desatenção e de hiperactividade /impulsividade. Este e o subtipo mais comum, provavelmente por que causa mais problemas para o próprio portador e para os demais, o que leva os pais a procurarem ajuda para o filho.

Exemplo de um estudo de caso de uma criança com Hiperactividade na óptica de Benczik

A mãe de aluno de uma escola particular, de 7 anos, procura a escola e é orientada pela professora e pela coordenadora que questionam sobre o comportamento de seu filho. Disseram que era um aluno muito agitado, tinha dificuldades de aprendizagem, não prestava atenção nas aulas, não parava sentado em sua carteira e falava sem parar.

A mãe ouviu tudo o que a professora e a coordenadora disseram e contou e elas como era o comportamento de seu filho em casa, que era semelhante ao da escola. Após alguns dias, a mãe voltou a escola e procurou ajuda da coordenadora que aconselhou e deu-lhe um encaminhamento para procurar um psicólogo.

O aluno começou a fazer o acompanhamento com um psicólogo que diagnosticou o quadro de TDAH (transtorno de Deficit de Atenção e Hiperactividade)

A mãe, com o relatório do psicólogo em mãos, procurou ajuda da professora e da coordenadora que apoiaram muito e explicaram como é uma criança hiperactiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conclusão

Concluímos que a hiperactividade é uma falta de limites, uma actividade motora, excessiva, agitação ou inquietação em momentos inapropriados. Esta se torna mais evidente quando as crianças estão na fase de pré-escolar ou escolar, importa saber que nem toda a criança agitada deve ser rotulada hiperactiva. Agitação pode ser sintoma de doenças graves, como o autismo, hipertireoidismo, depressão infantil, assim como pode ser resultado de problemas de comportamento, A hiperactividade traz dificuldade de aprendizado e, sem tratamento, pode comprometer o desempenho na fase adulta. As causas podem ser de origem orgânica, neurológica, psíquica e psicológica. O diagnóstico é factor na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a vida, por isso a importância do diagnóstico que não deve ser feito por um único médico, mas por uma equipe multidisciplinar. O factor hereditário também pode contribuir. E por fim temos os sinais de alerta; erra por descuido em actividades escolares e tem como a principal característica a combinação dos sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

 

 

Referências Bibliográficas

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KONOFAL, E., LECENDREUX, M., et all. Effects of iron supplementation on attention deficit hyperactivity disorder in children. Pediatrive neurology, V.38, n.1,p.20-26.2008.

 LINO, T. A. o portal dos psicólogos. Obtido em 12 de Janeiro de 2008, de psicologia. Com. Pt: www. Psicologia, com pt. 2005.

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TIMINI.S. Patholoqual child psyctriatry and the medicalization of childhood. New yourk: Brummer-Routledges, 2002.

A nova poesia moçambicana

 

A nova poesia moçambicana

Na sua globalidade as literaturas africanas em língua portuguesa, são, de facto, novas, pois, não vão muito além se século de existência. No caso de Moçambique, apesar de algumas manifestações embrionárias e isoladas, nos finais do passado(campos oliveira por exemplo) e princípios deste(João Albasine e Rui de Noronha) só a  partir da década de 40 é que a literatura moçambicana ganha uma dinâmica sistemática e consequente, Rui de Noronha, apesar de um lirismo autocompassivo que quase patológico a sua única obra é uma edição póstuma significativamente intitulada sonetos, de 1946, cuja autenticidade tem sido posta causa assume-se como um dos mais reputados percursores.

Porem será com a geração da iliteraria período de artes, ciências, letras, publicado na capital de Moçambique entre 1941e 1955, que à literatura moçambicana ganha uma sistematicidade e um ritmo decisivo. Dessa geração fazem parte entre outros, Fonseca Amaral, Noémia de Sousa, José Craveirinha, Aníbal Aleluia, Orlando Mendes, Virgílio de Lemon, Rui Nogar Kalungano e Rui Knopfli.

A geração de iliteraria- é um movimento espontâneo com tendências díspares. há uma relativa convergência na afirmação de uma literatura identificada com Moçambique com as suas vivências e problemáticas

-dentro do que ira marcar o perfil da literatura moçambicana-entretanto dominada pela poesia define se pelo menos duas linhas estéticas fundamentais:

·        Uma que exprime um lirismo individual, que faz da poesia espaço de afirmação da poesia, eximindo se de comprometimentos políticos ou ideológicos, exprimindo mesmo assim de forma oblíqua, mas não menos profunda, preocupações existências aos mais variados níveis, aqui a figura emblemática é inquestionável, Rui Knopfli.

·         A outra inserida num projecto e num desiderato mais amplo de afirmação colectiva, em que se reivindicam raízes culturais negro-africanas, instituindo uma poesia programática, muitas vezes dotada de projecto e denuncia, em que se observa uma crescente contaminação político-ideológica.

A década 80 período em que se define aquilo que chamamos de nova poesia moçambicana é marcada pela febre de ruptura ou da ortodoxia do novo, como diria Adorno.

Importa desde já, reter alguns marcos que vão condicionar decisivamente os contornos internos e exteriores do fenómeno literário em Moçambique.

Entre 1980 e 1981, o instituto nacional do livro e do disco (Moçambique) e as edições 70 (Portugal) publicam doze títulos na colecção Autores moçambicanos;

1982-constituicao da associação de escritores moçambicanos, (AEMO) o que leva a uma maior dinamização da actividade editorial com catorze títulos publicados entre 1982 e 1985, aumento das tertúlias dos saraus de poesia da divulgação literária.

Prosa Moçambicana ou falas resgatadas

A prosa moçambicana é considerada um elemento vital, e prodigioso na literatura lusófona, destacam se primeiramente: Mia Couto, José Craveirinha, Paulina Chiziane e outros.

A pergunta `como fala os jovens escritores` `levantam se a partida, algumas hesitações de carácter pragmático, porem abstraindo nos momentaneamente do rigor de tais formulações, consideramos pelo menos duas possibilidades:

·        A primeira seriamos tentado a fazer uma análise numa prespectiva sociológica dos fenómenos linguísticos protagonizados pelos jovens escritores em diferentes comunicações de comunidade oral, embora Saussure defenda que não há nada de colectividade na fala, as suas manifestações são individuas momentâneas;

·        A segunda Possibilidade remeter-nos-ia para Assunção da fala dos escritores como concretização da sua fala partícula que tem como pressuposto a ideia de que a literatura é uma fala que precisamente não se deixa submeter à prova da verdade.

Território tradicional dominado pela lírica, a literatura moçambicana, vem assistindo nos últimos tempos, a emergência de novas ficcionistas, embora em número ainda incipiente se por um lado nos confrontamos com textos que provocam algum cepticismo no inverso de recepção por outro, existem obras que tem o seu valor reconhecido quer internamente, quer fora do país.

Porem, analisadas sua globalidade essas produções concentram se dentro si, a vitalidade de uma criatividade a expressividade individual em que os contornos da problemática da língua literária se tornam mais pronunciados.

É aí que de imediato emerge uma questão no mínimo incontornável: o facto de o escritor africano em geral ter de construir a sua língua literária axialmente partir de uma língua natural alienegica. Num extremar de posições, em relação a questão da língua literária, Joseph Hanse (1996:74) da universidade de Louvain, defende que a língua (por vincular valores e princípios) é um factor decisivo na afirmação de determinada literatura. Esse autor manifesta uma absoluta relutância em aceitar que uma mesma língua possa agregar literaturas distintas, isto é, tomando como exemplo a língua portuguesa, teríamos a literatura moçambicana, angolana, cabo-verdiana, brasileira, fazendo parte da primeira.

Como sabemos, esta é a ideia que não vinga, pois Hanse não tem em conta que a língua é um fenómeno dinâmico em permanente transformação, adquirindo características próprias em função do contexto social, geográfico e cultural. Por outro lado, a criação literária submete a língua natural a tensões particulares que vão fazer com que ela adquira uma configuração semiótica especificam e destinto.

No caso de Moçambique a língua literária resulta da interacção com uma realidade polissistemática e policodificada, neste particular da convivência com varias línguas naturais.

§  O português padrão-que se identifica com a norma europeia (actualizado pelos narradores das obras) por exemplo de Ungulane Baka Kossa, Aldino Muianga, Suleiman Cassamo, um certo Mia Couto-este ultimo linguisticamente transgressivo e versátil.

§  A variante é com português padrão submetido a transgressões reconfigurativas, voluntárias e involuntárias, esta é falada normalmente pelas as personagens, sendo aliais, visível o distanciamento linguístico entre elas e os narradores.

Ex.: e deitaram se afastados, ela com suavidade, interrompeu lhe o adormecer

-mas marido…

Deve ser que estas. Você é muito velho.

Ex.: há três anos que te aguardava, manicusse (…)

Por isso deve regressar para os seus, manicusse.

(In Marcelo Panguana. A balada do amor ao vento. P.19)

Ex.: lembras-te? foi na estacão, chegaste, o comboio preste a partir

-vai ir não é. Porque não fica? Pediste quer estudar até onde?

(In Suleiman Cassamo. O regresso dos mortos, P.34)

(os Sublinhados são nossos)

As línguas bantu caso de ronga e do changana, cuja utilização se verifica em frase inteiras ou simplesmente através de expressões ou vocabulários miscigenados com a língua portuguesa, obtendo dai efeitos curiosos aqui não estão alheios desígnios estetizantes e expressões. No fundo afirmação de uma soberania linguística literária.

Ex.: ao volante de um tchova-xita-duma (carroça à atracão humana)

(In Pedro Chissano, Liberdade contos moçambicanos, P.1116)

Ex.: Deve ser que estas. Você é muito velho;

(Mia Couto, a fogueira, vozes anoitecidas)

Ex.: Viu na bicha (fila), gente moluene (marginal).Eh Mufana (rapaz).

(In Isaac Zitha, os moluenes P.9).

Enfim trata se de uma literatura em busca ainda de si própria e que encontra, nas falas que produz algo profundamente inspirador e que se institui como aspecto distintivo, mas ao mesmo tempo funciona como traço unificador.