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Com Bonaparte termina
a revolução burguesa para se
instalar o regime burguês. A sua actuação vai criar os fundamentos do moderno
em estado francês, a sociedade francesa esta ávida de paz: sentem se os
efeitos do período conturbado que assolara a franca desde 1789. Bonaparte
pressente esse estado de espírito e proclama as suas
intensões de forma eloquente: cidadãos; a revolução esta consolidada nos
princípios que a inspiram: Agora terminou. As grandes conquistas da revolução mantem se, mas agora
num clima marcado pela paz, pela calma, pelo consenso. Napoleão, que tinha comungado das aspirações
nacionalistas do seu pai em relação a sua terra natal, a Córsega cedo
envereda pela carreira das armas. As vitórias sucessivas cobrem no de gloria
e projectam no para a vida política. A estratégia de barras, Tieyes,
Talleyrand, entre outros, seria a de o usarem para eliminar os opositores
personificados nos realistas e naquelas persistem em considerar se herdeiros
dos Jacobinos e dos Sans culottes. Gizam, então, uma estratégia que faz dele o
herói do golpe 18 do Brumário, mas
esperam que , depois, ele continue no exterior a frente das campahas deixando
lhes o caminho livre. A sua actuação
reveste se de um elegado realismo porque tem plena consciência da importância
de reconciliar a nacao consigo própria. O nome de Napoleão suscita quase invariavelmente as más
inflamadas paixões, aparecendo associado apreciações extremistas, de adulação
ou de vitupério, separando dentre os seus actos aqueles que contribuem para o
progresso da franca. A Reorganização do estado Para dar consecução ao seu programa e cumprir o
desiderato de promover o bom funcionamento do estrado no seio de uma
sociedade em paz, define três grandes prioridades: dotar a franca de uma nova
constituição a segurar um administração eficaz e solidificar horário; em
cerca de dois anos o essencial dos seus propósitos alcançados; comecemos
então por acompanhar o percurso que lhe garante a consolidação do seu poder
como magistrado supremo da nação. A 15 de Dezembro de 1799 é proclamada mais uma constituição,
do ano VIII (anexo3). Estabelece o consolado em que o poder esta nas mãos do
primeiro cônsul, Napoleão, pois a ele compete a iniciativa das leis, a
capacidade de nomear só ministros e a responsabilidade do orçamento da
diplomacia e da guerra. Aos outros dois cônsules Cambacérès e lebrun restam
funções meramente honoríficas, ou seja, Bona Parte é autoridade máxima. No topo da hierarquia esta o conselho do estado que
elabora e prepara os projectos da lei. O senador zela pela sua constitucionalidade,
o tribunado discute as leis e o corpo legislativo vota as. Em suma a constituição do ano VIII cumpriam o propósito
defendido pelo Abade de Sieyes: Autoridade vem de cima e a confiança vem de
baixo, neste caso concreto a favor de Napoleão. Para tal, em Fevereiro de 1800, são promulgadas as leis
sobre administração local que criam os prefeitos. Em cada departamento, esses
magistrados, a quem se exige obediência e eficácia, aplicam as directrizes do
governo. A este propósito, uma alocução dirigida aos perfeitos por Lucian
Bonaparte, ministro do interior. É mais eloquente do que quaisquer
comentários. Toda a ideia de administração e de conjunto seria
destruída se cada prefeito, interpretasse subjectivamente, uma lei ou um acto
do governo. Não é deste modo que o
governo concebe a administração Guy Thuillier, Temoins de l administrativo,
paris, Berger Levrault, 1967, Napoleão não quer um estado pobre, sem receitas
suficientes , ao invés, deseja inverter a situação de penúria. Constituído com
o capital inicial de 30 milhoes , tem o monipolio da emissão do papel moeda,
apartir de 13 de maio de 1803. Tem origem na designada caixa contas correntes,
sendo parregaux, recamier e deprez os seus banqueiros mas empreendedores. O
efeito destas medidas concertadas é
notável: em 1802 o orçamento do estado
esta equilibrado, proeza que nem o antigo Regime nem a república tinha
logrado antigir. Quanto as actividades económicas, estimula as
industrias e o comercio, e promove o lançamento de importantes infra
estruturas: estradas, pontes e canais. O enquadramento da sociedade O génio de Napoleao esta longe de se esgotar nos campos
de batalha ou nos domínios da administração: a forma como pomove o
enquadramento da sociedade demostra uma assinalável argucia e intuição
política. O conflito remonta aos alvores de 1789, e tivera o seu
ponto culminante com a constituição
civil do clero. Embora confesse abertamente não ser crente, afirma que a religião não é
o mistério de encaranacao, mas o da ordem social, e esclarece: a minha
política assenta num pressuposto governar os homens de acordo com a
vontade da maioria. Acredito que
esta é a maneira de reconhecer a soberania popular. A luz desta
perspectiva, que dificilmente pode ir mais longe no pragmatismo, encenta
negociações com o papa que se arrastam por um ano. Mas Pio VII também quer
ultrapassar esta delicada situação, e em 1801 é assinada uma concordância. De
facto o goerno reconhece a religião apostólica, católica, e romana como sendo
o cerdo professado pela a maoria da população, mas o clero fica
dependente do estado, pois: as
nomacoes dos bispos serão feitas pelo
o primeiro, cônsul (artigo5º); os bispos nomearam os curas. A sua escolha so
poderá recair sobre pessoas que merecem
aprovação do governo (artigo7º), o governoassegurara o vencimento
conveniente aos bispos e curas
(artigo9º). Em especial para
com o Napoleao I, os cristãos devem aos princípes que governam, e nos devemos
em particular a napoleao, o nosso imperador, o amor, respeito, a obediência,
a fidelidade, o serviço militar, os tributos ordenados para a conservação e
defesa do imperio e do seu trono; devemos lhe ainda orações fervorosas para a
sua salvação e para a prosperidade espiritual e temporal do estado. Falta
referir aquela que é uma das maiores realizacaoes de Napoleao: o código
civil, O período pos revolucionário contribuiubpara agravar a anarquia no
seiondo sistema Juridico que ia sendo ajustado a medida das cirunstancias,
mas sem que tivesse um elo lógico e
unificador. O Primeiro cônsul consegue chegar a um equilíbrio em que o ponto
mais forte resulta das sínteses hábeis tradição ou direito revolucionário,
preservando, em simultâneo, o essencialdas conquistas revolucionarias que o
estado solenemente se compromete a respeitar. O código civil promulgado a 21
de Marco de 1804, reúne 36 leis, votadas entre 1801 e 1803, compiladas em
2281 artigos. Destaquemos dois dos grandes aspectos mais relevantes
nesta área. A família legitima sai reforçada, uma vez que a autoridade do pai
como chefe érevigorada, aos filhos naturais ano reconhecido quaiquer
direitos, e se o divórcio não é abolido, a verdade é que agora é muito mais
difícil de obter. Esta definido o quadro jurídico, base de
novas sociedade civil, que vigoraria durante dois séculos. A legislação
napoleónica código penal e código comercial marca quase toda a europa ate aos
nossos dias. Napoleao tem plena consciência do alcance do documento que
ficara para sempre associado ao seu nome. Napoleao não descura um outro
segmento dominante da sociedade francesa e promove o enquadramento social da
juventude. Esta orientação tem em vista formar cidadãos, que venham a revelar
se doceis e acomodados para melhor se submeterem aos ditames do estado. A guerra e a paz Depois da sua
derrota em Abukir (1 de Agosto de 1798) que evidencia a
supremacianaval da Inglaterra, Napoleoa é confrontadocom uma segunda
coligação que intergra, para além da sua arqui rival, os Austriacos e os
Russos. Depois de uma campanha meteórica em Italia (Abril de 1796 a Abril de 1797), o imperio
da Austria é constrangido a assinar a paz em campoformio (Outubro de 1797),
os Russos também são sucessivamente batidos, e depois da vitoria de Marengo a
sua ameaca é sustida. Os Austriacos, perante o fracasso da coligação, renovam
em luneville o tratado de Campoformio. Os ingleses estão sozinhos e chega
também a sua e de admitir a superioridade francesa. O Imperio A ascensao a imperador, plenamente comfirmada por
maioria esmagadora, a cerimónia de sagração, em Notre Dame, o casamento
religioso com Josefina, oficiado pelo papa Pio VII. Constituem o prelúdio
para o aparecimento de uma corte brilhante em que se movimentam não so os
antigos inimigos da revolução, ma também uma nova nobreza criada por
iniciativa do próprio Napoleao. Napoleao é |
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quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Degree in Portuguese Teaching
Test
1. R: They pressure me There`s so much pressure you have
gotta be sexy you´ve gotta be cute you`ve gotta be nice, you`ve gotta be all
these things. We must just be ourselves.
2. R: Difficulties faced are she worked 4 jobs and
dedicated her life to make Selena`s life better.
3.R: When Selene’s
say ``let’s change the game`` she means the we should inspire each other to be
better…just be kind to each other and love and inspire people and that we must
learn from our mistakes.
4. R: She wools be a good friend yes, because she is able
to motivate people so it is clear that she can motivate and inspire me to do
good in order to succeed in life.
5. R: We definitely to try to inspire other, even though
some of my friends are not that open to chare.
6.R: I do trust myself, because I believe that I can do anything
that I set my mind to, I cannot that I am not capable of, and I have so far
overcame things that I thought I will never be able to.
7. R: The one thing that in learned from these speeches
is that, no matter how big my mistakes can be I just to learn from there so
that I can overcame them.
8. R: Selena will be successful in future yes, because she
already knows the basic things to do in order to get there she want, chef
inspires and motivate people to do thing and someday they will to do things and
the some to, she is surely a role model.
Conceito e histórico da desordem por défice da hiperactividade
Introdução
Presume se que as desordens por défice de
hiperactividade (DDH) seja uma condição neurológica que tem afectado crianças,
adolescentes e adultos. Foram várias as pesquisas feitas por estudiosos desde o
século XIX até os dias de hoje, na perspectiva de se descobrir as causas, os
sintomas, os tratamentos entre diversas outras temáticas que podem ser
abordadas no âmbito da hiperactividade. De salientar que há varias definições do
que viria a ser a hiperactividade e nas nossas pesquisas constatamos que é uma
perturbação do sistema nervoso e do estado excessivo de energia que pode ser
motora (física muscular) ou mental (intenso fluxo de pensamento). Se algum
órgão ou glândula do nosso corpo estiver trabalhando em demasia, dizemos que
ele está hiperactivo. Entretanto, hiperactividade é sinónimo de aumento,
excesso de actividade.
Este trabalho tem por objectivo principal investigar os
conceitos, os sinais de alerta, as causas e a classificação do défice da
hiperactividade. Como também abordar a questão da perturbação atenção,
identificar alguns métodos que ajudem na aprendizagem escolar de uma criança
hiperactiva. Para que os objectivos definidos neste trabalho fossem alcançados
optamos por fazer, uma pesquisa bibliográfica. Lakatos e Marone (2001, p.66),
afirmam que uma pesquisa bibliográfica busca fazer o levantamento, selecção e
documentação de todo o conteúdo que já foi publicado a respeito do tema que
está sendo pesquisado. Assim, podem ser utilizadas como fonte de pesquisa
livros, revistas, artigos, teses dissertações, entre outros.
O trabalho será organizado da seguinte forma: primeiro, teremos o histórico
e alguns conceitos no que tange a défice de hiperactividade e da atenção, visto
que não foi possível falarmos da hiperactividade sem abordar a temática da
atenção, aprofundaremos mais a respeito no histórico. Praticamente os
especialistas exploraram a questão da Desordem por Défice de Hiperactividade e
Atenção (DDHA) em conformidade. Em seguida, abordaremos os sinais de alerta,
seguidos pelas causas e a classificação. E por fim, taremos exemplo de um
estudo de caso concreto de uma criança com DDHA inserida em uma escola.
Conceito e histórico da desordem por défice da
hiperactividade
Segundo (APA, 1980), a DDH é uma perturbação do desenvolvido que afecta o
comportamento, a atenção e o autocontrolo. Tem uma base essencialmente
neuropsicológico e os factores genéticos conjugam se com as experiencias do
indivíduo no seu meio ambiente, para moldar o seu comportamento e a forma como
enfrenta e se entrega na vida em sociedade. É diversificada a terminologia pela
qual é conhecida a DDAH, sendo que a mais comum é simplesmente a
hiperactividade.
No entanto, DDAH
parece ser expressão generalizada, por tradução directa da expressão Attencion Deficit
Desorden with hiperactivity utilizada pela Associação Americana Psiquiatria, no
seu Manual de Diagnóstico Estatístico de Desordens Mentais, para referir
indivíduos que apresentam comportamentos hiperactivos, que têm dificuldade em
prestar atenção às tarefas.
Assim, de acordo
com Associação Americana de Psiquiatria a DDAH caracteriza-se por um padrão
persistente de falta de atenção e ou impulsividade e hiperactividade, com uma
intensidade que é mais frequente e grave que o observado habitualmente nos
sujeitos com um nível semelhante de desenvolvimento.
Em termos práticos,
diríamos que uma criança com DDAH manifesta na sua actividade diária padrões comportamentais
em que a actividade motora é muito acentuada e inadequada ou excessiva. São
crianças que apresentam muitas dificuldades em permanecer no seu lugar, que se
mexem ou baloiçam continuamente, que mantem um relacionamento difícil com os
colegas, geralmente intrometem-se nas suas brincadeiras, sem prestar atenção e
precipitam as respostas. Nenhuma dessas manifestações deve ser confundida com
má educação ou falta de comportamentos ocasionais.
Na base da
abordagem desta abordagem perturbação, concretamente a hiperactividade, existem
duas definições: para uns especialistas a Perturbação de Hiperactividade com Défice
de Atenção (PHDA) é analisada como um transtorno, uma diminuição ou até uma
ausência do desenvolvimento do autocontrolo (Falardeua 1999; Barkley 2002;
Antunes 2009). Numa outra perspectiva, a perturbação é considerada um distúrbio
neurológico devido ao desenvolvimento inapropriado do sistema nervoso central
que nem sempre progride de uma forma favorável, prejudicando o indivíduo no seu
quotidiano (Schweizer & Prekop 1997; Nielsen 1999; Garcia 2001; Parker
2003; Lorente & ÁVILA) os autores afirmam que este distúrbio coloca em evidência
a agitação motora (hiperactividade), a dificuldade da selecção de estímulos
relevantes, problemas de atenção e incapacidade de controlar a impulsividade
(Falardeau 1999; Nielsen 1999; Garcia 2001; Barkley 2002; Lorente & Ávila
2004; Antines 2009; Paasche et al.2010).
As primeira alusões
que abordam a PHDA remontam à segunda metade do século XIX e desde então as perspectivas têm vindo a
sofrer alterações. A partir destas alterações residem dois modelos
explicativos: o primeiro, de origem Americana, preceitua um diagnóstico formal
e criterioso desta desordem e derivam da área de Neuropsicologia; o segundo tem
que ver com a origem Francesa, enquadra a PHDA nos Distúrbios Psicomotores e
Desarmonias Evolutivas, definindo-a como Instabilidade Psicomotora. Esta
segunda abordagem deriva da área da Psiquiatria (Encarnação 2de006; Rodrigues 2006).
De acordo com
Bréjard & Bonnet 2008; Simão 2013, no século XX, os americanos começaram a
demonstrar interesse pela perturbação, na sequência de um surto de encefalite.
As crianças sobreviventes à inflamação mais tarde manifestaram sequelas
cognitivas e comportamentais como, por exemplo, actividade excessiva, défice de
atenção e impulsividade. O conjunto de novos sintomas deu origem ao termo
Síndrome de Lesão Cerebral Mínima. No entanto, o conceito gerou alguma
polémica, pois verificou-se que nem sempre existia uma lesão cerebral, como
tal, o conceito foi reformulado para Difusão Cerebral Mínima.
Na óptica de (APA, 1968),
aparece pela primeira vez a definição da perturbação na segunda edição do
Manual de Diagnóstico e estatística de Transtorno Mentais (DSM) da associação
Americana de Psiquiatria (APA). Foi denominada como Reacção Hipercinética da Infância,
caracterizada pela hiperactividade, inquietação, distracção e défice de
atenção, especialmente em crianças pequenas.
Na década 70, a
hiperactividade deixa de ser o factor predominante na perturbação, sendo dado ênfase
aos problemas de atenção. Desta forma, a designação é alterada para Transtorno
de Défice de Atenção com Hiperactividade (APA, 1980).
Definição de Hiperactividade
Segundo BENCZIK, a
hiperactividade é uma desordem do défice de atenção. Os sintomas variam de
brandos a graves e podem incluir problemas de linguagem, memória, e habilidades
motoras. Embora a criança hiperactiva tenha, muitas vezes uma
inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas
de aprendizado e comportamento.
É a actividade
motora, excessiva, agitação ou inquietação em momentos inapropriados. Esta se
torna mais evidente quando as crianças estão na fase de pré-escolar ou escolar,
pois os sintomas relacionados com a perturbação podem ser vistos como
comportamentos imaturos que são facilmente confundidos com os comportamentos
das crianças até aos 13 anos de idade. (Barkley, 199 8, Schweizer & Prekop.
2001. APA. 2004).
Segundo Topczewski
(1999), hiperactividade pode ser definida como sendo uma falta de limite ou
doença, nem sempre vai estar ligada ao distúrbio de atenção, são independentes,
podendo ocorrer individualmente. A hiperactividade traz dificuldade de
aprendizado e, sem tratamento, pode comprometer o desempenho na fase adulta. As
causas podem ser de origem orgânica, neurológica, psíquica e psicológica. O diagnóstico
é factor na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a vida,
por isso a importância do diagnóstico que não deve ser feito por um único médico, mas por uma equipe multidisciplinar. O factor
hereditário também pode contribuir.
De acordo com o autor acima citado, nem toda a
criança agitada deve ser rotulada hiperactiva. Agitação pode ser sintoma de
doenças graves, como o autismo, hipertireoidismo, depressão infantil, assim
como pode ser resultado de problemas de comportamento. E que, apesar de todas
as dificuldades, as crianças que são hiperactivas não possuem menos
inteligência ou capacidade de aprendizagem que as outras, elas simplesmente
precisa de atenção diferenciada, ou seja, os pais devem procurar tratamento
adequado para os filhos. O melhor tratamento no quotidiano é ter paciência com
a criança, valorizar suas conquistas, recompensar comportamentos
adequados, evitar rótulos, proporcionar ambientes tranquilos, favorecer
actividades sociais, respeitar o ritmo escolar, colocar limite claros e treinar
hábitos sociais.
Sinais de alerta
Conforme Topczewski
(1999), o portador de TDAH costuma ter muitas dificuldades em manter a atenção;
não costuma notar detalhes; erra por descuido em actividades escolares e tem
como a principal característica a combinação dos sintomas de desatenção,
inquietude e impulsividade.
Segundo Benczik, a
criança pode apresentar esses comportamentos sintomáticos: dificuldades de
concentração, ela pode não escutar quando lhe dirigem a palavra; não aceita
tarefas que envolvam trabalho mental; não se envolve em brincadeiras e não as
mantém por muito tempo; tem dificuldades em aguardar sua vez; fala em demasia;
nunca pára sentado; não aceita regras e está ligada dia e noite.
Segundo Argollo (2003,
p. 198 199), indica vários sinais de alerta, tais sinais baseados em
manifestações infantis de Trastorno de Défice Hiperactividade que são: a
criança frequentemente agita as mãos e os pés e fica se remexendo na cadeira;
abandona sua cadeira em sala de aula ou em outras situações em que se espera
que permaneça sentado; escala em demasia, em situações impróprias (em adolescentes
e adultos, pode se limitar a sensações subjectivas de inquietação); com
frequência tem dificuldades de brincar ou se envolver silenciosamente em actividades
de lazer; está frequentemente "a mil", ou como se estivesse "a
todo vapor"; e fala em demasia. Vale lembrar para o diagnóstico ser
identificado é imperioso que a criança apresente esses sinais antes dos 7 anos
de idade, com duração de pelo menos 6 meses, e que pelo menos 6 dos sintomas supracitados
estejam patentes na criança.
Na perspectiva de
Roizblatt, Bustamente & Bacigalupo (2003), afirmam que, os indivíduos
adultos diagnosticados de TDAH, podem apresentar os seguintes sinais de alerta,
eles podem ter dificuldades com relações afectivas instáveis; instabilidade
profissional que persiste ao longo da vida; rendimentos abaixo de suas reais
capacidades no trabalho e na profissão; falta de capacidade para manter a
atenção por um período longo; falta de organização; insuficiente capacidade para
cumprir o que se comprometem; incapacidade para estabelecer, cumprir uma
rotina; esquecimentos, perdas e descuidos importantes; depressão e baixa auto-estima;
dificuldade para pensar e se expressar com clareza; tendência a actuar
impulsividade e interromper os outros; dificuldade de escutar e esperar sua
vez de falar ; frequentes acidentes automobilísticos devido à distracção; frequente
consumo de álcool e abuso e substância.
Causas
Segundo as
pesquisas feitas por vários especialistas acredita que as causas do TDAH podem
ser genética, biológica e ambiental. Ora vejamos as perspectivas de alguns
autores que abordaram sobre o assunto. Comecemos por falar das causas genéticas.
Segundo o autor
Barkley (1997) estudos diversos utilizando técnicas de neuroimagem revelam um
comprometimento do lóbulo frontal e de estruturas subcorticais com ele
relacionado. Evidenciou-se em pacientes com TDAH uma simetria anormal do córtex
pré-frontal. Normalmente o córtex pré-frontal direito é ligeiramente maior que
esquerdo. Acredita que os lóbulos frontais possuam uma função executiva,
compreendendo a capacidade de iniciar, manter, inibir e desviar a atenção, gerenciar
as informações recebidas, integrar a experiencia actual com a passada, monitorar
o comportamento presente, inibir respostas inadequadas, organizar e planejar a
obtenção de metas futuras é tarefa dos lóbulos frontais. Assim, é possível
compreender muitas das manifestações de TDAH como resultado de uma deficiência
do desenvolvimento do processo inibitório normal, o que exerce papel importante
na função executiva do lóbulo frontal, logo, classificam este episódio como
genético.
Segundo Lino
(2005), muitos casos defendem que a Desordem por Défice de Hiperactividade
(DDH) seja hereditário pois, se os pais possuíssem esta problemática isso seria
um factor de risco, ou seja, havia maior probabilidade de os filhos virem a
sofrer do mesmo problema. Então, afirmam que a DDH tem carácter hereditário
mas, sem que se pudesse determinar a probabilidade de ocorrência. O que
significa que o genético tem influência na DDH.
Questões de causa
ambientais em que envolve a família, o lar em que a criança se encontra, e o
ambiente escolar também contam.
Na óptica do mesmo autor,
o ambiente familiar constitui uma causa da DDAH em uma criança, há uma grande
probabilidade da origem do problema estar na família e no ambiente que esta
proporciona. Visto que a comunicação entre os pais e filhos tem sido de uma
forma contraditória, isto é, o que se diz não é condizente com o que se
expressa não verbalmente. O que leva a criança a acumular níveis de ansiedade
suficientes para desorganizar o psíquico da criança e desencadear
comportamentos inadequados quando confrontada com estímulos que lhe podem ser
problemáticos.
O autor afirma
ainda que existem causas biológicas como as pré-natais (uso de álcool e drogas
durante a gravidez, complicações intra-uterinas) e perinatais (traumatismos
crãnioencefálicos e anoxia). Estas causas interferem no desenvolvimento global
da criança. Outras, segundo o mesmo autor estabelecem uma relação biológica
entre a capacidade de prestar atenção e o nível de actividade cerebral, isto
porque, detectaram áreas do cérebro menos activas do que em pessoas sem esta
desordem. Esta desordem é causada por um défice de funcionamento do
sistema neurobiológico cerebral, isto é, uma maior quantidade de
neurotransmissores é encontrada no interior dos sistemas cerebrais, que são
responsáveis pela atenção, impulsividade e actividade física e mental. E
atribuem a causa a uma difusão neuroquímica, essencialmente a norodrenalina e a
dopamina.
Segundo Argollo
(2003) o autor defende que, as principais causas do TDAH apontados pelos
pesquisadores: factores genéticos, neuroquímicos, complicações na gravidez e no
parto e os factores sociais.
Quanto aos factores
genéticos observa-se que cerca de um terço das crianças com TDAH possuem pais
com o mesmo diagnóstico apresentam entre duas e três vezes mais chances de
terem um irmão com o mesmo problema; neuroquímicos, o cérebro das crianças com
TDAH funciona diferentemente dos de crianças sem problemas; quanto as
complicações da gravidez e no parto como factores de TDAH observa-se que pode
se dizer que qualquer alteração do cérebro em DT poderia predispor
comportamentos relacionados com transtornos futuros, portanto, este factor
causa danos ao cérebro do bebé está hipoteticamente relacionadas ao TDAH; e por
fim TDAH suspeita que as crianças criadas em ambientes domésticos caóticos, vítimas
de negligência, abandonos ou maus tratos poderiam apresentar prejuízos na
maturação do sistema nervoso central interferindo na organização neuronal na
formação desse cérebro em DT.
Classificação
O DSMV (2011 p.30)
classifica o TDAH em três tipos, que são:
a)
TDAH
com predomínio de sintomas de desatenção, quando o que se prevalece é o sintoma
de Desatenção;
b)
TDAH
com predomínio de sintomas de hiperactividade/impulsividade. Esta forma é mais
diagnosticada em crianças menores;
c)
TDAH
combinado, quando existem muitos sintomas de desatenção e de hiperactividade
/impulsividade. Este e o subtipo mais comum, provavelmente por que causa mais
problemas para o próprio portador e para os demais, o que leva os pais a
procurarem ajuda para o filho.
Exemplo de um estudo de caso de uma criança com
Hiperactividade na óptica de Benczik
A mãe de aluno de
uma escola particular, de 7 anos, procura a escola e é orientada pela
professora e pela coordenadora que questionam sobre o comportamento de seu
filho. Disseram que era um aluno muito agitado, tinha dificuldades de
aprendizagem, não prestava atenção nas aulas, não parava sentado em sua
carteira e falava sem parar.
A mãe ouviu tudo o
que a professora e a coordenadora disseram e contou e elas como era o
comportamento de seu filho em casa, que era semelhante ao da escola. Após
alguns dias, a mãe voltou a escola e procurou ajuda da coordenadora que
aconselhou e deu-lhe um encaminhamento para procurar um psicólogo.
O aluno começou a
fazer o acompanhamento com um psicólogo que diagnosticou o quadro de TDAH
(transtorno de Deficit de Atenção e Hiperactividade)
A mãe, com o
relatório do psicólogo em mãos, procurou ajuda da professora e da coordenadora
que apoiaram muito e explicaram como é uma criança hiperactiva.
Conclusão
Concluímos que a hiperactividade
é uma falta de limites, uma actividade motora, excessiva, agitação ou inquietação em momentos inapropriados. Esta se torna mais evidente quando
as crianças estão na fase de pré-escolar ou escolar, importa saber que nem toda a criança agitada deve ser rotulada hiperactiva.
Agitação pode ser sintoma de doenças graves, como o autismo, hipertireoidismo,
depressão infantil, assim como pode ser resultado de problemas de comportamento, A hiperactividade traz dificuldade de aprendizado e, sem tratamento, pode
comprometer o desempenho na fase adulta. As causas podem ser de origem
orgânica, neurológica, psíquica e psicológica. O diagnóstico é factor na
infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a vida, por isso a
importância do diagnóstico que não deve ser feito por um único médico, mas por
uma equipe multidisciplinar. O factor hereditário também pode contribuir. E por
fim temos os sinais de alerta; erra por descuido em actividades escolares e tem
como a principal característica a combinação dos sintomas de desatenção,
inquietude e impulsividade.
Referências Bibliográficas
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A nova poesia moçambicana
A nova poesia moçambicana
Na sua globalidade
as literaturas africanas em língua portuguesa, são, de facto, novas, pois, não vão
muito além se século de existência. No caso de Moçambique, apesar de algumas
manifestações embrionárias e isoladas, nos finais do passado(campos oliveira
por exemplo) e princípios deste(João Albasine e Rui de Noronha) só a partir da década de 40 é que a literatura
moçambicana ganha uma dinâmica sistemática e consequente, Rui de Noronha,
apesar de um lirismo autocompassivo que quase patológico a sua única obra é uma
edição póstuma significativamente intitulada sonetos, de 1946, cuja
autenticidade tem sido posta causa assume-se como um dos mais reputados
percursores.
Porem será com a
geração da iliteraria período de artes, ciências, letras, publicado na capital
de Moçambique entre 1941e 1955, que à literatura moçambicana ganha uma
sistematicidade e um ritmo decisivo. Dessa geração fazem parte entre outros,
Fonseca Amaral, Noémia de Sousa, José Craveirinha, Aníbal Aleluia, Orlando
Mendes, Virgílio de Lemon, Rui Nogar Kalungano e Rui Knopfli.
A geração de iliteraria-
é um movimento espontâneo com tendências díspares. há uma relativa convergência
na afirmação de uma literatura identificada com Moçambique com as suas vivências
e problemáticas
-dentro do que ira
marcar o perfil da literatura moçambicana-entretanto dominada pela poesia
define se pelo menos duas linhas estéticas fundamentais:
·
Uma
que exprime um lirismo individual, que faz da poesia espaço de afirmação da
poesia, eximindo se de comprometimentos políticos ou ideológicos, exprimindo
mesmo assim de forma oblíqua, mas não menos profunda, preocupações existências
aos mais variados níveis, aqui a figura emblemática é inquestionável, Rui
Knopfli.
·
A outra inserida num projecto e num desiderato
mais amplo de afirmação colectiva, em que se reivindicam raízes culturais
negro-africanas, instituindo uma poesia programática, muitas vezes dotada de
projecto e denuncia, em que se observa uma crescente contaminação político-ideológica.
A década 80 período
em que se define aquilo que chamamos de nova poesia moçambicana é marcada pela
febre de ruptura ou da ortodoxia do novo, como diria Adorno.
Importa desde já,
reter alguns marcos que vão condicionar decisivamente os contornos internos e
exteriores do fenómeno literário em Moçambique.
Entre 1980 e 1981,
o instituto nacional do livro e do disco (Moçambique) e as edições 70
(Portugal) publicam doze títulos na colecção Autores moçambicanos;
1982-constituicao
da associação de escritores moçambicanos, (AEMO) o que leva a uma maior
dinamização da actividade editorial com catorze títulos publicados entre 1982 e
1985, aumento das tertúlias dos saraus de poesia da divulgação literária.
Prosa Moçambicana ou falas resgatadas
A prosa
moçambicana é considerada um elemento vital, e prodigioso na literatura
lusófona, destacam se primeiramente: Mia Couto, José Craveirinha, Paulina
Chiziane e outros.
A pergunta `como
fala os jovens escritores` `levantam se a partida, algumas hesitações de
carácter pragmático, porem abstraindo nos momentaneamente do rigor de tais
formulações, consideramos pelo menos duas possibilidades:
·
A
primeira seriamos tentado a fazer uma análise numa prespectiva sociológica dos
fenómenos linguísticos protagonizados pelos jovens escritores em diferentes
comunicações de comunidade oral, embora Saussure defenda que não há nada de
colectividade na fala, as suas manifestações são individuas momentâneas;
·
A
segunda Possibilidade remeter-nos-ia para Assunção da fala dos escritores como
concretização da sua fala partícula que tem como pressuposto a ideia de que a
literatura é uma fala que precisamente não se deixa submeter à prova da
verdade.
Território
tradicional dominado pela lírica, a literatura moçambicana, vem assistindo nos
últimos tempos, a emergência de novas ficcionistas, embora em número ainda incipiente
se por um lado nos confrontamos com textos que provocam algum cepticismo no
inverso de recepção por outro, existem obras que tem o seu valor reconhecido
quer internamente, quer fora do país.
Porem, analisadas
sua globalidade essas produções concentram se dentro si, a vitalidade de uma
criatividade a expressividade individual em que os contornos da problemática da
língua literária se tornam mais pronunciados.
É aí que de
imediato emerge uma questão no mínimo incontornável: o facto de o escritor
africano em geral ter de construir a sua língua literária axialmente partir de
uma língua natural alienegica. Num extremar de posições, em relação a questão
da língua literária, Joseph Hanse (1996:74) da universidade de Louvain, defende
que a língua (por vincular valores e princípios) é um factor decisivo na
afirmação de determinada literatura. Esse autor manifesta uma absoluta
relutância em aceitar que uma mesma língua possa agregar literaturas distintas,
isto é, tomando como exemplo a língua portuguesa, teríamos a literatura
moçambicana, angolana, cabo-verdiana, brasileira, fazendo parte da primeira.
Como sabemos, esta
é a ideia que não vinga, pois Hanse não tem em conta que a língua é um fenómeno
dinâmico em permanente transformação, adquirindo características próprias em
função do contexto social, geográfico e cultural. Por outro lado, a criação
literária submete a língua natural a tensões particulares que vão fazer com que
ela adquira uma configuração semiótica especificam e destinto.
No caso de Moçambique
a língua literária resulta da interacção com uma realidade polissistemática e
policodificada, neste particular da convivência com varias línguas naturais.
§
O
português padrão-que se identifica com a norma europeia (actualizado pelos
narradores das obras) por exemplo de Ungulane Baka Kossa, Aldino Muianga,
Suleiman Cassamo, um certo Mia Couto-este ultimo linguisticamente transgressivo
e versátil.
§
A
variante é com português padrão submetido a transgressões reconfigurativas,
voluntárias e involuntárias, esta é falada normalmente pelas as personagens,
sendo aliais, visível o distanciamento linguístico entre elas e os narradores.
Ex.: e deitaram se
afastados, ela com suavidade, interrompeu lhe o adormecer
-mas marido…
Deve ser que estas.
Você é muito velho.
Ex.: há três anos
que te aguardava, manicusse (…)
Por isso deve
regressar para os seus, manicusse.
(In Marcelo
Panguana. A balada do amor ao vento. P.19)
Ex.: lembras-te?
foi na estacão, chegaste, o comboio preste a partir
-vai ir não é.
Porque não fica? Pediste quer estudar até onde?
(In Suleiman Cassamo.
O regresso dos mortos, P.34)
(os Sublinhados são
nossos)
As línguas bantu
caso de ronga e do changana, cuja utilização se verifica em frase inteiras ou
simplesmente através de expressões ou vocabulários miscigenados com a língua
portuguesa, obtendo dai efeitos curiosos aqui não estão alheios desígnios estetizantes
e expressões. No fundo afirmação de uma soberania linguística literária.
Ex.: ao volante de
um tchova-xita-duma (carroça à atracão humana)
(In Pedro Chissano,
Liberdade contos moçambicanos, P.1116)
Ex.: Deve ser que
estas. Você é muito velho;
(Mia Couto, a
fogueira, vozes anoitecidas)
Ex.: Viu na bicha
(fila), gente moluene (marginal).Eh Mufana (rapaz).
(In Isaac Zitha, os
moluenes P.9).
Enfim trata se de
uma literatura em busca ainda de si própria e que encontra, nas falas que
produz algo profundamente inspirador e que se institui como aspecto distintivo,
mas ao mesmo tempo funciona como traço unificador.