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sexta-feira, 9 de abril de 2021

, Constituição empresarial, Organograma de uma empresa.

 

indice

1. Introdução. 3

2. Conceito de empresa. 4

2.1. Origem e características da empresa. 4

2.2. Tipos de Empresas. 5

2.3. Surgimento das empresas. 5

2.5. Diferença entre empresa e sociedade. 7

2.6. Diferença entre empresa e estabelecimento comercial 7

2.7. Tipos de sociedade. 8

3. Constituição de empresa. 9

3.1. Nome empresarial 9

3.2. Contrato social 10

4.1.Tipos de Organograma. 10

5. Conclusão. 12

6. Referências bibliográficas. 13

 

 

 

 

 

 

 

 

1. Introdução

O presente trabalho ira-se desenvolver as empresas, Constituição de uma empresa, organograma de uma empresa, atividade empresarial está um passo adiante de organização por ela está sendo planejada e organizada pelo empresário que suporta todos os riscos do negócio e gere a empresa de forma administrativa como contratar empregados para melhor desenvolvimento da produção pretendida, e planeja toda a distribuição de produtos aos diversos tipos de mercado buscando um objetivo comum o lucro. Organograma é um esquema gráfico capaz de demonstrar formalmente a estrutura de um negócio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. Conceito de empresa

Segundo Araújo (2008), o instituto jurídico de empresa não foi mencionado no código civil de 2002 por se tratar de grandes dificuldades encontradas por seus doutrinadores em dar uma definição correta do assunto.

Araújo (2008), ainda afirma que as definições de empresa evidenciam o meio de produção, a organização e repetições de atos de trabalhos alheios, com um fim comum o de obter lucro, desta forma deve-se evidenciar de fato que o que caracteriza a empresa é a forma como a atividade é destrinchada, e não o que de fato é exercido. Curtis Eaton e Diane Eaton (apud FERNANDEZ, 2010) convergem com Araújo ao mencionar que empresa poderia ser definida por uma entidade que usa da obtenção de insumos e os transforma em bens ou serviços para revenda.

Enzo Rulanni (apud FERNANDEZ, 2010) destaca outro ponto, ao salientar que o conceito de empresa está mais além de ser apenas um lugar onde pessoas, organização e ambiente se confrontam e interagem e entra em contradição com Araújo, ao dizer que a empresa está no âmbito da economia como um sujeito que pensa de forma externa, por se tratar de um meio organizado que vislumbra algo maior, no sistema econômico-social.

De acordo com o exposto acima compreende-se que para ter características de fato de estabelecimento empresarial, um estabelecimento deve ser composto de um conjunto de peças, tendo o empresário como principal, gerindo bens, que serão indispensável para esta caracterização.

2.1. Origem e características da empresa

A empresa é uma instituição relativamente nova no mundo econômico. Nasceu com a Revolução Industrial, ou melhor, é a expressão econômica dessa revolução. Esquematicamente, pode-se afirmar que até o surgimento da indústria a atividade econômica se processava, precipuamente, no campo (relações feudais), na oficina do artesão ou no comércio (feiras, mercados, lojas).

O comércio - que sempre existiu na sociedade humana - ganhou impulso e foros de cidade na Idade Média. É nessa fase histórica que vamos encontrar singular desenvolvimento da atividade dos agentes comerciais - negociantes, martes de loire, armadores, e tantos outros - que, por imposição do tipo de vida que levavam, e crescente importância de atividade que exerciam, acabaram por modelar suas próprias leis, e instituições.

Havendo se afirmado como "a classe mais apta e a mais ágil" para a vida econômica, o comerciante liderou a revolução industrial, adotando na exploração das novas forças então descobertas ou inventadas e postas a serviço do homem (a máquina a vapor, depois o petróleo, a eletricidade, e recentemente a energia atômica) as mesmas instituições que se habituara a utilizar em sua vida comercial.

Formou-se, assim, a empresa - até chegar aos nossos dias, como a unidade de produção típica da economia moderna - sob a égide do comerciante, e das instituições comerciais, vale dizer sob o domínio do empresário titular do capital (que adquiria o maquinário), com a vida regulada pela disciplina contratual.

Submetidas a um processo de competição selvagem (início do capitalismo industrial) as empresas, a serviço dos donos de seu capital, viram-se obrigadas a um esforço de racionalização e redução de custos que as permitissem lutar e sobreviver - o que fez muito às custas da mão-de-obra explorada até seu ponto de ruptura. Nasce, assim, a questão social, com a luta pela sindicalização, as greves~ o abandono dos campos, e a entrada em cena do proletariado (homens cuja força de trabalho era vendida como insumo para o melhor funcionamento da máquina).

2.2. Tipos de Empresas

Após o plano de negócio demonstrar viabilidade, o próximo passo do empreendedor é abrir a sua empresa. No entanto, é preciso analisar e estudar qual o tipo mais adequado, pois para cada um existem direitos e deveres. Contudo, muitos empreendedores possuem dúvidas sobre os tipos de empresas previstos na legislação e suas principais diferenças.

2.3. Surgimento das empresas

Araújo (2008) defende que, de acordo com pesquisas, o início das normas relativas as atividades comerciais advieram de maneiras fragmentadas no início da Idade Média. Afirma ainda que apesar de tudo não chegaram a formar uma unidade estruturada, por se tratar de haver uma resistência das sociedades que eram contrários a atividade comercial, principalmente por conta da cobrança de juros.

Araújo (2008) ainda afirma que o surgimento das sociedades capitalistas deram início a criação de uma nova figura, o empresário, responsável agora por uma produção em uma escala ampliada e uma elevada movimentação de capital. O início da fixação do direito empresarial tal qual temos conhecimento hoje teve como partida o Código Comercial Alemão de 1897, do qual modernizou o conceito subjetivista conhecido.

O autor ainda destaca que a explicação para empresa se consagrou na Itália, onde o referenciado país na data de 1942 desenvolveu um novo sistema de implantar as atividades econômicas e não somente mercantis.

Diante da tamanha complexidade das relações comerciais o Código teve de sofrer várias modificações, e teve parte do seu contexto revogado, visto que há necessidade de revisão por uma defasagem das matérias inseridas no Código

Comercial criou-se o Código Civil de 2002 no qual estariam inseridas todas as matérias apartadas (ARAÚJO, 2008).

Junior, Ribeiro e Féres (2015) convergem com Araujo (2008) ao afirmar que com o tempo deu-se início as discussões em unificar os direitos privados, em exceção o direito do trabalho, diante disto criou-se no Brasil o Código Civil de 2002, restando assim apenas a segunda parte do Código Comercial que ainda vigora.

2.4. Conceito de atividade empresarial

Araujo (2008) afirma que atividade empresarial está um passo adiante de organização por ela está sendo planejada e organizada pelo empresário que suporta todos os riscos do negócio e gere a empresa de forma administrativa como contratar empregados para melhor desenvolvimento da produção pretendida, e planeja toda a distribuição de produtos aos diversos tipos de mercado buscando um objetivo comum o lucro.

Fernandez (2010) converge com Araujo ao esclarecer que do ponto de vista da legislação uma atividade econômica e considera empresaria se atender os devidos requisitos conforme no texto do art. 966 do Código Civil, deve ser atividade econômica, com uma organização, exercida de forma profissional para a circulação de bens ou serviços.

Desta forma pode compreender que a atividade empresarial e o processo que do qual o empresário usa recursos tais como, insumos, capital, matéria prima, mão- de-obra, e tecnologias para geração de outros produtos ou serviços com o objetivo de auferir lucro no final do processo.

2.5. Diferença entre empresa e sociedade

Segundo Araújo (2008) empresas não se confunde com sociedade empresaria. Esta última e sujeito de direitos e pertence a categoria de pessoa jurídica, possuindo capacidade para ter direitos e obrigações. Há seu ver, empresa e, tão somente, a atividade produtiva, podendo ser considerada como objeto, mas sujeito de direito.

Araújo (2008) ressalta que a diferenciação entre as duas reside no campo antológico: de um lado temos um sujeito de direito e, de outro, um objeto de direito. Afirma também que a empresa pode se enquadra em individual ou coletiva, não. Pressupondo a necessariamente a existência de uma sociedade empresaria de outra forma pode haver sociedade sem empresa, e mais frequente quando o empresário reúnem capital e tomam todas as providencias necessárias para o funcionamento da sociedade, porém não exercem qualquer atividade no qual deixa a empresa em estado de inatividade.

Desta forma o tratamento de sociedade e empresa na mesma equivalência não está adequado.

2.6. Diferença entre empresa e estabelecimento comercial

Empresa e a atividade econômica explorada pelos empresários constituída pela produção de circulação de bens e serviços. O termo empresa é concebido da acepção de “exercício de atividade econômica “atividade de nada mais complexos de atos que compõem a vida empresarial. A empresa pode ser exercida pelo empresário individual, (pessoa natural) ou pela sociedade empresária, (pessoa jurídica). Estabelecimento comercial e a representação patrimonial do empresarial ou da sociedade empresária, englobando apenas elementos do seu ativo.

Em meados do século XIV, o estabelecimento comercial era utilizado na Itália com o nome de tabernas, mesas, mercantura, para fins mercantilistas. Na categoria da figura jurídica moderna, o fundo de comércio, sinônimo adotado em dias atuais para estabelecimento comercial, teve seu primeiro registro datado no século XIX na Franca em 28 de fevereiro de 1872. (GERALDINO apud REQUIÃO, 2009).

De acordo com Araújo (2008) estabelecimento comercial não é concepção de empresa e sim o espaço destinada a bem corpóreos (mercadorias, mesas, mobílias, imóveis) e incorpóreos (nome comercial, marca, patente, direitos), para que aatividade comércio seja assim desenvolvida.

2.7. Tipos de sociedade

Araújo (2008), conceitua sociedade como conjunto de indivíduos que convive de forma organizada para obter fins econômicos, com a pratica de atividades buscando desempenho de serviços técnicos, sociedades são classificadas como: coletivas, comanditas simples, em comanditas por ações, sociedade limitada, ou anônimas por ações.

Segundo Fortes (2004) a sociedade em nome coletivo não se trata de uma invenção característica do brasileiro, ela surgiu na Idade Média, quando os indivíduos de uma mesma família se uniam para exercer suas atividades e o patrimônio da sociedade se confundia com os patrimônios da família, onde todos respondiam pelas dívidas da sociedade.

De acordo com Fortes (2004), a constituição desse tipo de sociedade será feita perante registro quanto a pessoas físicas, podendo ser empresário individual simples ou não. Que, no entanto, não participe de outra sociedade. Segundo ele o código civil não abrange muito o assunto sobre sociedade coletiva, simplesmente e subordinada as regras da sociedade simples, os sócios podendo exercer papel de gerencia adequando-se a companhia ou C&A.

Clara (2009), converge com Fortes (2004), formada por uma junta de sócios, no qual todos tem a obrigação solidaria e interrupta pelas causas sociais, no entanto os sócios se equivalem, com a obrigatoriedade de nome social e razão, que pode ser, em nome de qualquer sócio.

A sociedade em comandita simples ocorre quando os sócios terão responsabilidades limitadas conforme o capital social investido na constituição da empresa. (CLARA, 2009).

Segundo Loiola (2010) sociedade em comandita simples ocorre quando dois ou mais indivíduos se unem para atuarem na área de comércio, tornado um sócio solidário completamente responsável pela empresa, sendo outra parte responsável pelo capital social permanente (MARTINS, 2016).

Martins (2016), relata que Sociedade em comanditas por ações é o qual capital social é dividido em ações, os acionistas correspondem somente pelo valor pelo qual foram adquiridas, porem tendo os administradores (diretores), responsabilidade subsidiária, ilimitada e solidária, em razão das obrigações.

Segundo Araújo (2008) relata a diferença entre sociedade, associações e fundações são as seguintes associações existem interesses fins meios e próprios que são exclusivos dos associados, pelo contrário nas fundações os fins não são exclusivamente próprio porém apenas do fundador, com o patrimônio fornecido pelo fundador, as associações pelo contrário o patrimônio e adquirido por bens próprios. Já a Sociedade Limitada é aquele estabelecimento que reúne dois ou mais sóciospara a pratica de atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens e serviços.

Santiago (2017) define que as sociedades anônimas, ou empresa jurídica de direito privado e regulamentada por uma Lei .

Afirma ainda que seu capital será dividido em partes iguais chamadas assim de ações que estarão à disposição para negociação em bolsa de valores sem a necessidade de escritura pública e poderá ser negociada por o público passando estes a ser sócios da empresa, mesmo não compondo o contrato social. Ainda tal sociedade poderá ser de capital aberto ou fechada sendo diferentes em sua constituição, a estrutura organizacional das S/As será composta de assembleia geral, conselho de administração.

3. Constituição de empresa

Caracteriza-se empresa a pessoa jurídica, constituída de um ou mais empresários, sócios ou acionistas, visando o lucro. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços (artigo 966 do Código Civil).Os sócios ou acionistas podem ser tanto empresários (pessoa física), quanto outras empresas (pessoa jurídica).

A constituição de uma empresa obriga que seus atos constitutivos sejam registrados no Registro do Comércio ou no Registro Civil das Pessoas Jurídicas.

Quando dois ou mais empresários ou sócios constituem uma empresa, esta denomina-se"sociedade". Quanto somente um empresário a constitui, denomina-se "empresa individual".

Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bensou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados.

3.1. Nome empresarial

Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada para o exercício de empresa.

3.2. Contrato social

A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará:

I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se pessoas naturais, e a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, se jurídicas;

II - Denominação, objeto, sede e prazo da sociedade;

III - capital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária;

IV - a quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la;

V - as prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços;

VI - as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e atribuições;

VII - a participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;

VIII - se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais.

4. Organograma Geral da Organização

Cury (2007, p. 219) conceitua o organograma como a “representação gráfica e abreviada da estrutura da organização” e Chiavenato (2001, p.251) diz que ele “representa a estrutura formal da empresa”. Assim vê-se que a estrutura organizacional e os cargos que a compõe são devidamente representados pelo organograma. Ele deve representar os órgãos componentes da empresa, as funções por eles desenvolvidas, os níveis administrativos e a via hierárquica (CURY, 2007).

4.1.Tipos de Organograma

Tipos de Organograma

Características

Estrutural, tradicional ou clássico

Utilizado para representar a maioria das organizações conhecidas elaborado de forma clássica tem a pretensão de realçar exatamente os vários graus hierárquicos.

Circular ou radial

Reduz a possibilidade de conflitos entre superiores e subordinados, pois as linhas de autoridade ficam difíceis de serem identificadas.

Funcional (a

Não é apenas uma simples representação gráfica de uma estrutura que se articula tal e qual as demais estruturas conhecidas; demonstra uma maneira diferenciada das unidades se relacionarem.

Funcional (b)

É voltado apenas às funções de organização; aplicado em organizações de pequeno porte, com poucos chefes para uma série de atividades (funções).

Estrutural-funcional

 

Alia a estrutura da organização às funções básicas ou principais de cada uma das unidades integrantes da organização.

Matricial

É a soma da estrutura tradicional com a formulação estrutural; fundamenta-se no planejamento e execução de projetos; é uma das técnicas mais recentes de organogramação.

Fonte: Araújo (2009).

O tipo de organograma adotado na Costa Leste Imóveis seria o funcional (b), em virtude do pequeno porte da organização. Em virtude de sua natureza familiar e do tamanho da empresa as diversas funções da organização muita vezes são desenvolvidas por uma mesma pessoa. Embora o tipo de organograma funcional (b) seja o que mais traduz a realidade da Costa Leste vale lembrar que, no período do estágio, não havia organograma estabelecido para a organização.

Figura 1 Organograma funcional (b) da organização

 

5. Conclusão

Após a conclusão do trabalho cientifico chegou-se a conclusão, A empresa é uma instituição relativamente nova no mundo econômico. Nasceu com a Revolução Industrial, ou melhor, é a expressão econômica dessa revolução. Esquematicamente, pode-se afirmar que até o surgimento da indústria a atividade econômica se processava, precipuamente, no campo (relações feudais), na oficina do artesão ou no comércio. e que constituição de empresa se caracteriza empresa a pessoa jurídica, constituída de um ou mais empresários, sócios ou acionistas, visando o lucro por fim conclui-se que um organograma de uma empresa pode ser definido de forma muito simples isto quer dizer a forma como a sua empresa organiza seus grupos, áreas, departamentos, cargos e hierarquias. Mas porque essa organização é feita? Com um simples objetivo: para garantir que seus funcionários realizem suas funções da melhor forma possível.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6. Referências bibliográficas

Ariel Eugenio, Et all, EMPRESAS BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E TIPOLOGIA, 2017.

ALFREDO LAMY FILHO, A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA E O IMPERATIVO DE SUA REUMANIZAÇÃO, Rio de Janeir, 1992.

Financiamento de um projecto (formas e tipos de finacioamento) Intervinientes na Concessão de credito

 

Índice

1. introdução. 3

2. Financiamento. 5

2.1. Elementos do financiamento. 5

2.2. Tipos de Financiamento. 6

2.2.1.Crédito bancário. 6

2.4.Correntes Contas caucionadas. 7

2.5. Descobertos bancários. 7

2.6. Linhas de crédito. 7

2.7. Objectivo do Capital de Risco. 8

2.8. Entrada de capital de risco. 9

3. Auto-financiamento. 10

3.1. Vantagem do auto-financiamento. 10

3.2. Desvantagem do auto-financiamento. 10

4. Financiamento indirecto. 11

4.1. Vantagem do financiamento indirecto. 11

4.2.Desvantagem do financiamento indirecto. 11

5. Acesso ao financiamento em moçambique. 11

6. Capacidade Critica. 12

6.1. Contabilidade organizada. 12

6.2. Planos de financiamento em project finances de. 13

6.3. Conceituação de project finance. 13

6.4.  Elementos Chaves na Concessão de Crédito. 15

6.6. Concessão de Crédito. 16

6.7. Como a política e a economia influenciam a Concessão de Crédito. 18

7.Conclusao. 18

8. Referecias bibliograficas. 19

 

 

 

1. introdução

O Financiamento de projectos de investimento trata das operações financeiras necessárias para assegurar os recursos inerentes ao projecto.  E  o presente trabalho visa fazer saber como conseguir financiamento para um projeto, quem financia projetos, o que é project finance financiamento a projetos, como financiar uma empresa. o que é necessário para concessão de crédito, como funciona liberação de crédito,  quais os três elementos fundamentais de uma política de crédito, São etapas do processo de concessão de crédito, o que quer dizer a palavra concessão., concessão de crédito é o fornecimento de crédito para um indivíduo. Este capital possibilita acesso a bens e serviços que, de outra forma, não seriam adquiridos ou demorariam a ser.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. Financiamento

É uma operação em que a parte financiadora,que em geral costuma ser uma instituição financeira,esta fornece recursos para a outra parte que esta sendo financiada de modo que esta possa executar algum investimento específico previamente acordado. Ou por outra podemos dizer que financiamento é a compra parcelada de um produto ou serviço em que se acrescenta uma taxa de juro ao montante inicial que variará conforme o tempo de duração do mesmo. CHIAVENATO (2005).

Muitas das vezes confundimos o financiamento com o empréstimo, mas o empréstimo e o contrario do financiamento,uma vez que os recursos do financiamento precisam necessariamente de serem investidos de modo acordado no contracto, enquanto os do empréstimo não é preciso informar qual o bem que se pretende comprar ou seja, os recursos obtidos não tem destinação específica

2.1. Elementos do financiamento

Existem no total sete elementos do financiamento  os mesmos que são:                                Confiança - é o elemento chave, pois os empresários devem demonstrar credibilidade e transparência, idoneidade, capacidade de gestão e contabilidade organizada para conquistar a confiança dos bRisco - representa o elemento que permite determinar a capacidade do mutuário para reembolsar o serviço da divida ou seja do capital e juro;

Montante - constitui a verba emprestada ou fundos desembolsados pelo banco. O montante a conceder varia em função do nível da colacterização, ou seja, do grau de cobertura do risco e o limite de concentração de rico do banco que e 25% dos fundos próprios;

Finalidade - é um dos elementos que definem o credito bancário, e esta relacionada com a aplicação ou utilização dos fundos desembolsados pelo banco. A correcta aplicação dos fundos por parte do mutuário contribui para refocar os laços de confiança com o credor que é o banco;

Prazo - permite aferir o horizonte temporal para reembolso da dívida, quanto maiorfor o  prazo, maior terá de ser a confiança do banco e, consequentemente, maior risco da operação de crédito;

Pricing - é o custo do financiamento a que se chama de taxa de juro ou de comissões.

A determinação do preço do empréstimo depende da experiencia creditícia ou seja do histórico de relacionamento, registo de incidentes, etc, do risco de credito e prazo de reembolso;

Garantia - a garantia tal como já diz o nome serve com elemento de protecção de risco do crédito, ou seja, quando a avaliação de risco do banco considera que a probabilidade de incumprimento do devedor é elevada, então a exigência é maior para assegurar a recuperação do capital mutuário e respectivo juros.

2.2. Tipos de Financiamento

2.2.1.Crédito bancário

Segundo (Pires, 1996), é uma operação financeira em que um banco disponibiliza um valor monetário em determinado momento a favor de outrem em contrapartida de um compromisso de pagamento do correspondente valor acrescido de um proveito financeiro.

Normalmente, o crédito bancário é uma forma de financiamento adequada no caso de a empresa estar moderadamente endividada e com boa capacidade de gerar cash flows1 ou seja lucros, assim os empresários com negócios nestas condições podem recorrer a empréstim bancários para financiarem as suas operações e programas de expanção com condições muito vantajosas, sem cederem parte do controlo da empresa. Como é natural, os bancos são mais receptivos a emprestarem dinheiro a empresas sólidas e já estabelecidas no mercado do que a empresas emergentes. Assim o financiamento bancário pode ser aconcelhável nas seguintes condicoes: Expanção de um negócio lucrativo

Financiamento de uma grande aquisição (equipamentos, instalações, dentre outros);

2.3. Quando o cash flow da empresa é forte e seguro.

É uma operação financeira através da qual uma instituição bancária coloca a disposição do seu cliente um determinado montante por ele solicitado comprometendo-se a liquidá-lo em datas previamente fixadas e acrescido dos respectivos juros.

Formas do credito bancario de curto prazo

Desconto de letras e livranças Corresponde ao adiantamento, feito pela instituição bancária que realiza a operação relativamente à data do seu vencimento. Estas operações têm diversos tipos de custos designadamente: juros, comissões, imposto de selo e portes

Emprestimos de curto prazo São normalmente usados para financiar operações de prazo reduzido,

2.4.Correntes Contas caucionadas

São operações de crédito pelas quais a entidade financiadora coloca ao dispor do seu cliente um determinado volume de crédeto contratado,que este pode utilizar até o seu limite, podendo repor quando entender, partes do capital por forma a reduzir o montante do seu debito.

2.5. Descobertos bancários

Constituem plafonds ou seja valor limite de crédito que as entidades bancárias autorizam que as empresas movimentem quase sempre por períodos muito curtos de tempo para suprir necessidades momentâneas de tesouraria.

2.6. Linhas de crédito

As linhas de crédito são uma forma de empréstimo bancário flexível, orientado para o curto prazo, em que a instituição credora confere à empresa o direito de,dentro de um plafond previamente acordado, retirar fundos consoante as suas necessidades de tesouraria. As linhas de crédito são especialmente indicadas para fazer face a insuficiências temporárias e previsíveis de tesouraria. O factoring é igualmente um instrumento de gestão de tesouraria. O contrato de factoring consiste na cedência dos créditos da empresa a uma sociedade especializada que se responsabilizará pela cobrança desse crédito.

Finalmente, temos o financiamento por capital, que consiste na troca de dinheiro por uma parcela do capital e, como tal, de uma parte do controlo da empresa. Numa primeira fase, o empreendedor, face à carência de fundos próprios e aos problemas decorrentes do crédito, pode recorrer a investidores privados, sejam eles família, amigos ou Business Angels.

Tipicamente, os business angels cedem capital a empresa emergentes, cuja dimensão é ainda muito pequena para atraírem capital de risco. Por outro lado, tendem a assumir um papel de grande colaboração com o empresário, contribuindo com a sua experiência. Então, o recurso aos business angels é aconselhável nas seguintes situações

Os montantes de financiamento envolvidos são pequenos e a empresa é recente;

·         No caso de o empreendedor ter um ou mais amigos com capacidade financeira que acreditam nele e, por isso, estão disponíveis para investirem no projecto.

·         O empreendedor está disponível para aceitar investidores que tenham um interesse pessoal no seu negócio, mas não quer que a gestão seja influenciada por estranhos''

O Capital de Risco pode ser definido como uma forma de investimento empresarial, com o objectivo de financiar empresas, apoiando o seu desenvolvimento e crescimento, com fortes reflexos na gestão. É também uma das principais fontes de financiamento para jovens empresas, start-up’s e investimentos de risco com elevado potencial de rentabilização

O recurso ao financiamento via capital de risco só está ao alcance de negócios que apresentem potencial de crescimento ou um elevado retorno de investimento esperado. Esta forma de financiamento é adequada nas seguintes condições'

O empreendedor possui uma ideia e uma tecnologia excepcionais, que lhe permitiram (ou permitirão) conquistar uma base de clientes de elevado potencial.

·         O empreendedor está disponível para partilhar o controlo da empresa com terceiros.

·         A empresa está numa fase pré-IPO, isto é, pretende distribuir parte do seu capital em bolsa num futuro próximo, o que implica necessidades extra de capital

2.7. Objectivo do Capital de Risco

O Capital de Risco tem por objectivo financiar pequenas empresas, em início de actividade ou transformação e expansão, apoiando o seu desenvolvimento e crescimento, tendo por finalidade o sucesso empresarial e o lucro. Tendo por objecto investir numa empresa e facultar-lhe os instrumentos necessários ao seu desenvolvimento ou recuperação, o sistema de informações de crédito pode controlar efectivamente a empresa, e obter uma remuneração substancialmente superior ao que seria garantido pela dimensão da participação social

O objectivo do Capital de Risco é identificar empresas com elevado potencial, mesmo que se encontrem em situação financeira delicada, realizar uma entrada de dinheiro como contrapartida de uma participação minoritária e, pela intervenção directa na gestão da empresa, implementar soluções profissionais, desenvolver estratégias de eficiência na produção e distribuição, marketing e promoção, e assim contribuir para a valorização do negócios. O Capital de Risco não pode, nem deve ser encarado como um lend4er of last resort5ou última salvação de empresas, uma vez que não é garantido

2.8. Entrada de capital de risco

Os parceiros do Capital de Risco devem compreender que a entrada de Capital de Risco não é equivalente à tomada de controlo da empresa. O Capital de Risco não se ocupa da gestão da empresa: apoia a gestão e a inovação, sustentando as acções que possam contribuir para a sua valorização, criando desta forma:

i)                    Reforço da estrutura financeira da empresa;

ii)                  Facilidade de acesso e outras fontes de financiamento;

iii)                Sinalização sobre a credibilidade da empresa;

iv) E um parceiro empenhado que contribui com aconselhamentos e permite o acesso a uma interessante rede de contactos.

2,9. A saída do capital de risco

O Capital de Risco é um investimento de curto ou médio prazo no capital da empresa, por natureza, é sempre um investimento temporário. Como a sua remuneração está dependente das mais-valias realizadas, importa saber quais os mecanismos de desinvestimentos – de saída – do Capital de Risco. A saída pode assumir diversas formas:

a) Venda da participação aos seus antigos titulares, tanto de forma espontânea como prénegociada logo no momento do investimento

Venda da participação a terceiros, quer a investidores tradicionais como a outros investidores de Capital de Risco (caso em que o desinvestimento assume a designação de secundary buy-out);

c) Venda em Mercado da bolsa, em especial quando o Capital de Risco assumiu a natureza de bridge financing.

O Investimento-Anjo é o investimento efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento (as startups) apresentando as seguintes características:

1. É efectuado por profissionais (empresários, executivos e profissionais liberais) experientes, que agregam valor para o empreendedor com seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamentos além dos recursos financeiros, por isto é conhecido como smart-money.

2. Tem normalmente uma participação minoritária no negócio.

3. Não tem posição executiva na empresa, mas apóiam o empreendedor actuando como um mentor/conselheiro

O Investidor-Anjo tem como objectivo aplicar em negócios com alto potencial e retorno, que consequentemente terão um grande impacto positivo para a sociedade através da geração de oportunidades de trabalho e de renda. O termo "anjo" é utilizado pelo facto de não ser um investidor exclusivamente financeiro que fornece apenas o capital necessário para o negócio, mas por apoiar ao empreendedor, aplicando seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento para orientá-lo e aumentar suas chances de sucesso

3. Auto-financiamento

Para Albuquerque (1996) o autofinanciamento, é o tipo de financiamento no qual se utilizam recursos próprios, gerados pela própria instituição ou pessoa no decurso de suas atividades, através dos resultados líquidos obtidos por esta instituição ou pessoa.

Carvalho (1997), refere-se ao autofinanciamento como sendo a parcela dos investimentos que são custeados com os lucros acumulados de uma empresa ou grupo econômico, assim como que por uma pessoa singular.

Para Albuquerque (1996) o autofinanciamento, é o tipo de financiamento no qual se utilizam recursos próprios, gerados pela própria instituição ou pessoa no decurso de suas atividades, através dos resultados líquidos obtidos por esta instituição Carvalho (1997.

3.1. Vantagem do auto-financiamento

O auto financiamento evita o recurso a capitais alheios, onerosos, bem como, o recurso a incrementos de capital por parte dos seus sócios ou accionistas de modo a poupar o esforço financeiro dos mesmos.

3.2. Desvantagem do auto-financiamento

A desvantagem do autofinanciamento é uma redução do valor dos dividendos eventualmente distribuídos para os acionistas.

4. Financiamento indirecto

São os fundos monetários a serem canalizados (indirectamente) para os agentes “investidores líquidos” (com necessidade de financiamento). Obtêm-se pelas instituições financeiras aos agentes (que detêm capitais liquidos) com capacidade de financiamento, comprando titulos de dívida primária, os mesmos emitidos pelas empresas.

Assim sendo podemos dizer que o financiamento indirecto é aquele que se efectua através da acção dos intermediários financeiros: emprestam e pedem emprestado, quanto a maior parte dos recursos das instituições financeiras não são sua propriedade mas sim dos agentes económicos principalmente das famílias ou outras empresas. Marques (1991)

4.1. Vantagem do financiamento indirecto

·         O financiamento indirecto tem como vantagens seguintes:

·         Adequação das maturidades;

·         Adequação da liquidez;

·         Economias de escala (por terem grandes proporções):

Reduz o custo de transacção e permite diversificar o risco: alisamento intertemporal, o risco pode ser “espalhado” pelo tempo. – Facilita o acesso ao financiamento por parte das  empresas pequenas e sem reputação, que não têm  escala suficiente para emitir títulos.

Sendo o mercado financeiro caracterizado pela incerteza e assimetria de informação,os intermediários financeiros beneficiam do facto de reunirem muita informação,e de a processarem de forma mais eficiente do que os indivíduos. 

4.2.Desvantagem do financiamento indirecto

A desvantagem do financiamento indirecto é ter taxas elevadas por existir um segundo financiador no meio do processo,e por este não ser muito aconselhável.

5. Acesso ao financiamento em moçambique

O acesso ao financiamento tem sido apontado pelo sector privado como sendo um dos principais constrangimento para o desenvolvimento da actividade empresarial em Moçambique.As empresas para acederem as diferentes fontes de financiamento disponíveis no mercado-banca,Mercado de capitais ou capitais de risco devem fornecer um conjunto de informações (Qualitativas e Quantitativas) com vista a conferir transparência e credibilidade empresarial.Assim sendo o acesso ao financiamento assenta fundamentalmente em três pilares:

Qualquer banco ao conceder um empréstimo precisa de ter a segurança que os fundos desembolsados serão devidamente utilizados e reembolsados no prazo acordado, desta forma preocupando-se em saber a quem estão a financiar ou emprestar dinheiro procurando obter as seguintes informações:

a) Quem são os sócios e gestores da empresa?

b) Que tipo de actividade a empresa desenvolve?

c) Existem algum histórico de registo de incidentes ou incumprimento no sistema financeiro?

d) Existem dívidas irregulares com a segurança social?

e) Existem dividas ficais vencidas e não regularizadas?

f) Existem informação em desabono da empresa, sócio e gestores?

6. Capacidade Critica

Os empresários devem entregar toda a informação financeira fiável,que permita aos bancos aferir a capacidade previsional de pagamento do serviço da divida (capital e juros),que por sua vez,o banco irá avaliar a capacidade financeira da empresa ou projecto para gerar fluxos monetários(cash flow)futuros que é aquele que consegue prover meios financeiros suficientes para assegurar.

6.1. Contabilidade organizada

As demonstrações financeiras (balanço,demonstração de resultados,mapa de fluxos de caixa), tem a vantagem pois influenciam na tomada de decisão de crédito porque permitem ver a situação económica e financeira das empresas,assim como, prever cenários de evolução e riscos associados. Além disso as melhores prácticas internacionais aceites recomendam que as demonstrações financeiras deverão apresentar quatro características qualitativas:

Compreensibilidade - significa rapidamente compreensível pelo utente;

 Relevância - significa que influencia as decisões de utentes (em particular,os financiadores);

Fiabilidade - significa que é confiável, isenta de erros materiais;

Comparabilidade - significa que a informação financeira e comparável com outro períodos.

Financiamento pelas ong’s

As organizações não-governamentais (ONG),e particularmente as organizações de pessoas com deficiência, têm-se visto confrontadas com sérias dificuldade financeiras qUe advêm, por um lado da quebra significativa dos apoios de empresas, motivado pela crise financeira e, o que as tem obrigado a procurar financiamento através de outras fontes.

Esta acção exige, da parte das organizações, um trabalho e uma exigência extra para os quais muitas vezes não estão preparadas. Actualmente, a captação de recursos significa apresentar um projecto ou uma candidatura a um prémio.

 Ao nível nacional poucas entidades atribuem financiamento sem que este esteja suportado por um projecto e muito poucas não têm já prédefinidos os objectivos e o público-alvo a que se destina o seu financiamento.

6.2. Planos de financiamento em project finances de

Infra-estrutura

O Project finance é colocado como uma forma de garantir o financiamento desses investimentos. Sua estrutura financeira, baseada na criação de uma pessoa jurídica para gestão do empreendimento, busca dirimir os riscos pela elevação do número de

participantes e pela securitização de receitas futuras, tornando-as líquidas no curto prazo

6.3. Conceituação de project finance

Ao definir project finance, os autores são unânimes em observar que este tem como principal característica a relação de subordinação entre o fluxo de caixa do projeto e o serviço da dívida. Ou seja, a única fonte de recursos para pagamento dos débitos seriam os recebíveis vinculados ao projeto, excluindo-se fontes diversas que a instituição proprietária do projeto possa dispor em seus ativos. Este ponto é abordado na definição de Estache e Strong (2000,apud SENNA; MICHEL, 2006, p. 135):

Project finance é um tipo de técnica de finanças baseada em débito, sendo muito utilizada para o desenvolvimento de infra-estruturas públicas, em que o emprestador14 confia e toma por base o fluxo de caixa produzido pelo projeto para cobrir o empréstimo, ao invés de outras fontes de pagamento, como garantias do governo, ativos ou créditos do patrocinador.

O Project finance é uma forma específica de arranjo financeiro para viabilização de investimentos, geralmente de grande vulto, onde uma sociedade específica é criada para gerir um investimento em infra-estrutura. Sua estrutura financeira envolve, como elementos básicos, a mitigação de riscos pela elevação do número de participantes e a securitização de receitas futuras do proje

O que distingue o project finance do financiamento direto convencional é que, em vez de considerar a totalidade da carteira de ativos de uma empresa para a geração de fluxo de caixa (que sustentará o crédito obtido), no project finance o projeto é considerado uma “entidade jurídica distinta” e o financiamento é elaborado sob medida para as características de fluxo de caixa dos ativos do projeto um dos pilares do project finance é ser baseado em uma SPE, Sociedade de Propósito

Entre as diversas fontes de financiamento, cita-se (ARAÚJO, 2006, p. 179; BORGES, 1998,p. 9):

a) recursos próprios;

b) fornecedores;

c) fundos de pensão;

d) fundos de investimentos;

e) seguradoras;

f) bancos comerciais e de investimento;

g) agências e bancos estatais;

h) bancos e agências multilaterais;

i) agências de crédito de exportação;

j) agências especializadOS;

h) mercado de capitais

A concessão de crédito ao consumidor tornou-se um negócio atrativo devido à  contribuição que pode dar na geração de lucros das instituições financeiras,  principalmente no financiamento de automóveis. Uma das razões dessa preocupação é o não recebimento dos créditos  concedidos, pois isso afeta a margem de lucro das instituições financeiras

A atividade de concessão de crédito baseia-se em informações e decisões

6.4.  Elementos Chaves na Concessão de Crédito

Para realizar a avaliação de riscos sobre concessões de crédito, os bancos  recorrem ao uso de duas técnicas de análise: a técnica subjetiva e a técnica objetiva  ou estatística.

Por definição, o processo de análise subjetivo envolve decisões individuais quanto à concessão ou recusa do crédito. Nesse processo, a decisão baseia-se na  experiência adquirida, na disponibilidade de informações e na sensibilidade de cada  analista quanto à viabilidade do crédito

Segundo Santos (2000), as informações que são necessárias para a análise  subjetiva da capacidade financeira dos tomadores de crédito são tradicionalmente  conhecidas como 5 C's: Caráter, Capacidade, Capital, Colateral e Condições gerais.

a) Caráter - Está associado com o histórico do cliente. Permite avaliar a  probabilidade de um cliente amortizar seus empréstimos. Para a análise desse  critério, é indispensável que existam informações históricas do cliente (internas e  externas) que evidenciem intencional idade e pontualidade na amortização de empréstimos.

Capacidade - Refere-se ao julgamento subjetivo do analista quanto à  habilidade dos clientes no gerenciamento e conversão de seus negócios e trabalho,  em renda ou receita líquida disponível. Outra consideração importante é a capacidade de gastar das pessoas

Capital - Refere-se à aplicação de recursos em bens e direitos realizáveis  ou imobilizações, contrapostas por obrigações

Colateral - Está associado com a análise da riqueza patrimonial das

pessoas, considerando a possibilidade futura de vinculação de bens ao contrato de

crédito, em casos de perda (parcial ou total) da fonte primária de pagamento

Condições gerais - Está associada com a análise do impacto de fatores sistemáticos ou externos sobre a fonte primária de pagamento. A atenção nessa  informação é de extrema importância para a determinação do risco total de crédito,  uma vez que, dependendo da gravidade do fator sistemático.

6.5. Regras de Concessão de Crédito

Se as "regras", conforme utilizadas no mercado creditício, que cobrem o  processo de crédito incluem os seguintes passos:

·         cada Programa de Produto de Crédito ao Consumidor deve ser  aprovado por profissionais de crédito às quais tenha sido delegada  autoridade específica de aprovação, baseada em sua perícia relativa a  determinados produtos de crédito ao consumidor;

·         após um ano, uma revisão do programa anteriormente aprovado deve  ser feita no mesmo nível. Depois disso, uma revisão é obrigatória  somente se houver mudança substancial na inadimplência, nas perdas  ou na lucratividade ou nos prazos e condições do negócio;

·         um Programa de Produto de Crédito ao Consumidor deve ter  características completas de risco I do produto, incluindo

processos de iniciação ao crédito, capacidade operacional, adequação  dos sistemas de suporte e habilidade de gerenciar o processo de  cobrança. Cada um destes processos deve estar apoiado no Sistema  de Informações Gerenciais (MIS) apropriado. Há uma hierarquia de delegação gerencial, com níveis de valores determinados para a  autoridade de aprovação, atribuídos a profissional de crédito

6.6. Concessão de Crédito

Concessão de Crédito é o processo pelo qual uma instituição financeira analisa e aprova a liberação de crédito para uma pessoa física ou jurídica, na forma de empréstimo, financiamento, cartão de crédito ou outros instrumentos financeiros.

O processo de concessão de crédito beneficia as pessoas chamadas de agentes deficitários, permitindo que elas tenham acesso a recursos financeiros de que precisam e que não estão disponíveis através de sua fonte de renda.

No caso de uma pessoa que deseja comprar uma casa. Se ela precisar guardar seu salário até juntar o suficiente para pagar pelo imóvel,ela pode levar anos antes de conseguir realizar esse objetivo.

Por outro lado, recorrendo à concessão de crédito, ela pode obter o dinheiro para efetuar a compra agora e, depois, devolvê-lo à instituição financeira aos poucos.

O mesmo vale para as empresas. É o caso de uma fábrica que decide expandir os negócios, instalando filiais com novas plantas em outras cidades. Para pagar essa expansão com os próprios recursos, ela teria que fragilizar seu caixa, retirando uma quantidade significativa de dinheiro que poderia fazer falta para manter as operações da sua matriz.

Então, ela solicita uma concessão de crédito a uma instituição financeira, usa os recursos recebidos para instalar as filiais e, com o aumento da receita, amortiza a dívida.

Para determinar a concessão de crédito a uma pessoa, a instituição financeira faz uma análise de risco, com o objetivo de determinar qual é a probabilidade de que essa pessoa não devolva os valores devidos.

Se a pessoa for física, alguns dos fatores considerados nessa análise são a média salarial e o tempo registrado em carteira de trabalho. Se for uma empresa, entram fatores como o seu faturamento e lucro. Além disso, a instituição financeira também observa se a pessoa, física ou jurídica, tem histórico de bom pagador - valendo-se de dados como os do cadastro positivo e negativo, por exemplo.

Quanto maior for o nível de risco, piores são os termos da concessão de crédito; podem ser aplicados prazos menores e taxas de juros mais elevadas. Se o risco for superior ao considerado aceitável, a instituição financeira pode recusar a concessão de crédito.

Um processo rigoroso para autorizar ou negar a concessão de crédito é necessário para evitar que o sistema financeiro entre em colapso.

Quando um banco, empresta dinheiro a uma empresa, esse dinheiro não é do próprio banco; ele é de outras pessoas, que colocaram seu dinheiro no banco, para guardar ou investir. Se a empresa torna-se inadimplente, ou seja, não paga o empréstimo, o banco ainda tem a obrigação de devolver o dinheiro a quem ele realmente pertence.

Por isso, existe um limite de inadimplência que os bancos podem suportar, antes de ter um problema de liquidez, ou seja, antes que eles simplesmente não consigam mais devolver o dinheiro aos seus respectivos “donos”.

Aplicando critérios para determinar a concessão de crédito, as instituições financeiras diminuem o risco de inadimplência e, portanto, afastam a possibilidade de um problema de liquidez crítico.

6.7. Como a política e a economia influenciam a Concessão de Crédito

A maneira como instituições financeiras desenvolvem a concessão de crédito sofre impactos da situação política e econômica do país. Por exemplo, em períodos de crise econômica, é comum que a concessão de crédito seja prejudicada, pois, se existe uma crise, a capacidade para pagar das pessoas fica reduzida e o risco da concessão torna-se muito mais elevado.

Então, o governo pode implementar medidas financeiras para mitigar o problema, estimulando a concessão de crédito. As medidas incentivam as instituições financeiras a eliminar os obstáculos para o acesso a empréstimos, financiamentos, cartões.

Dessa forma, as pessoas conseguem recursos que são essenciais, em um período de crise, para manter o nível de consumo da população e evitar que empresas fechem as portas.

 

 

 

7.Conclusao

Financiamento do projecto pode ser de curto prazo ou médio e longo prazo, consoante a exigibilidade dos pagamentos e a outros diversos factores. Existe uma interdependência entre as decisões de investimento e as decisões de financiamento. A forma de financiamento do projecto influência a sua rentabilidade, potencia as decisões de investimento. E que o mercado de crédito envolve uma dupla parte, uma credora e outra devedora, que normalmente estabelecem uma relação contratual entre si, podendo ser formal ou informal. Esta situação sugere que uma das partes, a credora conceda liquidez à outra, mediante um premio de liquidez ou de risco, comumente intitulado de juros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8. Referecias bibliograficas

Universidade Técnica de Moçambique Faculdade de ciências económicas e sociais , financiamento , Maputo, Outbro de 2016

CHIAVENATO, Idalberto. Administração Financeira: Uma abordagem Introdutória. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

LUIS GERALDO MENDONÇA , elementos a serem considerados na concessão de crédito ao consumidor , Rio de Janeiro 2002