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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Violência Contra os Árbitros nos Jogos do Campeonato Recreativo de Futebol 11

 Violência Contra os Árbitros nos Jogos do Campeonato Recreativo de Futebol 11: Caso Campeonato Recreativo da Vila de Inharrime

Brevemente:


Introdução

O presente trabalho cujo tema, Violência sobre os árbitros nos jogos do campeonato Recreativo de Futebol 11: Caso Campeonato Recreativo da vila de Inharrime , onde pretende -se abordar a violência no desporto, particularmente no campeonato recreativo nas edições ( 2020 a 2021 ).

Segundo Coelho (2002 :15) No futebol a violência dirigida aos árbitros parece ser entendida como parte da cultura do jogo. Em todas as rodadas dos campeonatos de futebol existem polémicas, divergências e violência. Sejam jogos profissionais, amadores,  recreativos ou até em categorias de base.

A Violência contra os árbitros presume - se ser comum e principalmente no futebol amador e recreativo que se manifesta na medida em que os  árbitros são insultados, são   agredidos fisicamente  em pleno jogo assim com fora das quatro linhas do campo, de realçar  que esta violência  esta relacionada à aparência, orientação sexual e o poder de decisão dos árbitros.

Quanto à estrutura, o presente trabalho apresentará três capítulos antecedidos pela introdução, objectivos, Justificativa, Problematização e hipóteses e, em seguida capítulo I: Fundamentação teórica, onde far- se há a definição de conceitos e discussão de subtemas na visão de vários autores que versam sobre o tema em estudo, capítulo II: Metodologias da pesquisa, apresentam-se os procedimentos metodológicos que conduzirão a realização da pesquisa e o capítulo III: Apresentação, Análise e Interpretação de dados da pesquisa recolhidos no campo, para a obtenção de resultados da pesquisa, conclusões, sugestões e, por fim as referências bibliográficas, anexos e apêndices.

Objectivos da pesquisa

Objectivo geral

·         Compreender a Violência contra os Árbitros nos Jogos do Campeonato Recreativo de Futebol 11 da vila de Inharrime.

Objectivos específicos

·         Identificar as causas que contribuem para violência dos árbitros no futebol recreativo;

·         Explicar as causas que contribuem  na violência dos árbitros no futebol recreativo ;

·         Sugerir  estratégias  para evitar a Violência contra os árbitros de futebol recreativo.

Problematização

Segundo BOSCHILIA (2008)  A profissão de árbitro de futebol foi reconhecida e regulamentada por lei em 11 de Outubro de 2013 , onde consta que quem ofender fisicamente , moralmente árbitro ou árbitros assistentes, o agressor terá como pena de suspensão das suas actividades há um período de 120 (cento e vinte) a 720 (setecentos e vinte) dias, mas também que se observe o policiamento nos locais onde decorem as partidas de jogos  como as normas da FIFA orientam .

No entanto, a legislação da protecção  e segurança dos árbitros durante os jogos parece não ser aplicável no campeonato recreativo de futebol 11 da vila de Inharrime, pois como praticante constatou -se que os árbitros tem sofrido violência com frequência em quase todos os jogos. Os jogadores, adeptos, equipa técnica assim como agentes desportivos em geral , costumam transferir a responsabilidade de um resultado negativo no jogo para a equipe de arbitragem, desta forma agredindo - os fisicamente , injuriando - os, e outras formas de violência dirigidas aos árbitros  e que até em certos casos os jogos não terminam.  

A  segurança nos locais de competição,  valores sociais, educação , disciplina, emoção envolvida no jogo propriamente, são componentes fundamentais que devem ser cultivados nos agentes desportivos de modo a amenizar a violência frequente sobre árbitros de futebol recreativo.

Descrita da manifestação de violência contra os árbitros, apresenta-se a seguinte questão da pesquisa:

Ø  Quais as causas que contribuem para a violência contra os árbitros no Campeonato Recreativo de Futebol 11 da vila de Inharrime.

Justificativa

A escolha deste tema , surge na medida  em que o autor da pesquisa como quem participou no  Campeonato  Recreativo de futebol 11 da vila de Inharrime , tendo constatado elevados níveis de Violência  contra os árbitros em quase todos os jogos. Assim sendo, pretende-se com esta pesquisa aferir as causas que contribuem para  a violência contra os árbitros e contribuir na compreensão de formas de convivência entre  os árbitros e o resto dos agentes  desportivos de modo a evitar situações de violência.

 

 

No âmbito social, a presente pesquisa poderá consciencializar os agentes desportivos a pautarem pelo comportamento digno de convivência com os árbitros, cumprindo com as normas e regras de protecção e segurança dos árbitros, para garantir o respeito da prestação ou actuação dos árbitros nos recintos desportivos que se decorrem os campeonatos recreativos de futebol 11.

No âmbito cientifico , o estudo poderá contribuir no desenvolvimento de estratégias tendentes a segurança e protecção dos árbitros contra a violência, no Campeonato  Recreativo de futebol 11, e servirá de fonte de consulta de futuros trabalhos relacionados com o tema.

1.6 hipóteses

Segundo TRUJILLO (1974: 137) hipótese é uma proposição antecipadora à comparação de uma realidade existencial ou uma espécie de pressuposição que antecede a constatação dos factos. Desse modo, como prováveis respostas ao nosso problema, julgamos que:

H1: A alteração dos resultados da verdade desportiva favorecendo umas das equipas contribuem para violências contra árbitros durante os jogos do campeonato recreativo de futebol 11.

H2: A insuficiência  de efectivo dos agentes de protecção e segurança no campo contribuem para violência contra os árbitros.

H3: A falta de conhecimentos e informação sobre a postura que se deve ter pela comunidade desportiva que acorre nos campos dos jogos contribuem para a violência contra árbitros.

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

Nesta secção do trabalho, pretende-se apresentar alguns estudos feitos por alguns autores e que se relacionam com o tema em estudo, focalizando atenção na relevância que os mesmos trazem para a pesquisa.

1.1. Definição de conceitos

1.4 Futebol recreativo

Segundo MIRANDA  (1989) O futebol  recreativo é uma forma comum de actividade física (AF) no tempo de lazer. Algumas revisões sistemáticas apontam benefícios nos vários domínios da saúde associados à prática de futebol recreativo para homens e mulheres.

De acordo com FIGUEIREDO  et all (2009) denomina-se futebol recreativo pelo carácter lúdico e livre desses jogos que possibilitam as pessoas vivencias alegres e descontraídas.

Para FRANCO et all  (2013) O futebol recreativo  é aquele prati­cado no tempo de lazer e com propósito lúdico, está presente no quotidiano dos indivíduos .

Na definição do conceito de futebol recreativo de acordo com os autores acima, podemos dizer que o futebol recreativo é uma actividade física e mental através da qual, o indivíduo é estimulado naturalmente, para satisfazer necessidades físicas, psíquicas e/ou sociais, que lhe dão prazer e tem responsabilidade no enriquecimento e na formação da personalidade do indivíduo, ajudando a criar uma ordem social.

1.5 Violência

A violência é definido por REIS (2006) como a  utilização da força (física ou não) que atende contra a lei e/ou o direito da soberania da pessoa.

Para SANTOS (1996) a violência configura-se como um dispositivo de controle aberto e contínuo, ou seja, a relação social caracterizada pelo uso real ou virtual da coerção, que impede o reconhecimento do outro, pessoa, classe, género ou raça, mediante o uso da força ou da coerção, provocando algum tipo de dano, configurando o oposto das possibilidades da sociedade democrática contemporânea.

Violência é definida pela  (OMS) Organização Mundial da Saúde como o uso intencional de força física ou poder, ameaçados ou reais, contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade, que resultem ou tenham grande probabilidade de resultar em ferimento, morte, dano psicológico, mau desenvolvimento ou privação.

Portanto, podemos entender que a violência é um comportamento intencional que tem como foco causar danos numa outra pessoa. Os danos podem ser do foro físico ou mental, denominando se da violência física e ou psicológica.

Tipos  Violências

Segundo MINAYO (1997) Violência física - Acção ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

De acordo com CANTERA (2007) Violência física é a utilização da força física, Golpes , Ferimentos , Submissões físicas (puxões, empurrões, imobilização)

Para nos, violência física é a utilização da força física sobre alguém. Tapas, socos, chutes , puxões, empurrões ou a utilização de algum artefacto com o objectivo de impor-se pelo uso da força física, oprimir, ferir ou causar qualquer tipo de dano físico.

A violência psicológica

Segundo HAYECK (2009) Violência psicológica refere -se  a utilização  de palavras ou actos ofensivos como forma de agressão. Humilhação, exposição, injurias ou a opressão e submissão fazem com que a vítima seja coagida sem a necessidade de utilização da força física.

Violência psicológica , refere - se a opressão psicológica,  Ameaças ,Humilhações e Intimidações. (LORENZ, 1963).

Entendemos nos que, Violência psicológica é a acção ou omissão destinada a degradar ou controlar as acções, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça directa ou indirecta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

1.6 Arbitro

Segundo REBELO (2002) arbitro é  a pessoa eleita pelas partes envolvidas no conflito ( ou, se elas assim preferirem , pelo comité de arbitragem ) para julgar a controvérsia.

Diz REIS (2005) que  o arbitro é a pessoa que num jogo ou competição desportiva, zela pelo cumprimento das regras.

Para nos , o arbitro é o individuo responsável por fazer cumprir as regras , o regulamento e o espírito do jogo ou desporto ao qual estão submetidos e intervir sempre que necessário ,no caso quando uma regra e violada ou algo incomum ocorre.

1.7 Violência contra os árbitros de futebol

Segundo COELHO (2002, 15) No futebol a violência dirigida a árbitros parece ser entendida como parte da cultura do jogo. Em todas as rodadas dos campeonatos de futebol existem polémicas, divergências e violência. Sejam jogos profissionais, amadores ou até em categorias de base. A violência parte dos jogadores, comissão técnica, dirigentes, torcedores e imprensa. Em jogos de crianças a violência dirigida aos árbitros parte dos pais que na presença de seus filhos jogadores perdem o controle e “ensinam” para os filhos a cultura da violência nos jogos de futebol.

Segundo BETTI (1997: 34) Os árbitros interpretam a violência contra eles como falta de respeito, falta de capacidade de dialogar, a exposição de um indivíduo a situações constrangedoras e a tentativa de denegrir a imagem, neste caso, do profissional árbitro.

Para MURRAY (2000) Futebol violento é aquele onde as equipes não respeitam o FAIR PLAY, onde as equipes já entram em campo premeditadas a seguir, a caçar alguns árbitros.

Em função dos argumentos anteriores dos autores, percebe-se que a Violência contra os árbitros de futebol ocorre principalmente no futebol amador e recreativo. Essa violência  manifesta-se de varias formas como agressão física directa ou envolve simplesmente atitudes verbais e/ou não verbais.  As violências morais e verbais, como ameaças, coações e injurias , surgem como algo inerente à função, expediente utilizado, principalmente, por adeptos e equipes derrotadas.

Referências Bibliográficas

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CANTERA, L. Casais e Violência: Um enfoque

além do gênero. Porto Alegre: Dom Quixote,

2007.

HAYECK, C. M. Refletindo sobre a violência. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais - RBHCS, São Leopoldo, ano 1, n. 1, jul. 2009.

KRUG, E. G, et al. (eds.) World report on violence and health. Geneva: World Health Organization, 2002.

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REBELO, A., SILVA, S., PEREIRA, N. & SOARES, J. (2002). Stress Físico do Árbitro de

Futebol no Jogo, Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, Vol 2, nº 5, pp 24-30

REIS, V. (2005). A Arbitragem do Futebol – A caminho do futuro, Lisboa, Sete Caminhos

LAKATOS, E & MARCONI, M. Metodologia Científica: Ciência e Conhecimento Científico; Métodos Científicos e Teoria, Hipóteses e Variáveis. 2ª Edição, São Paulo, editora Atlas, 1992.

LAKATOS, E. & MARCONI, M. Fundamentos da Metodologia Científica. 5ª Edição, São Paulo, editora Atlas, 2003.

LARAIA, R. Cultura: um conceito antropológico. 2ª Edição, Bauru, 2003

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MORESCO, M & RIBEIRO, L. O Conceito de Identidade nos Estudos Culturais Britânicos e Latino-americanos: Um Resgate Teórico. Brasil, ANIMUS, 2015.

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DUNNING, Eric. Sociologia do esporte. São Paulo: Annablume, 2014

GOMES e Elizalde. 2012

MURRAY, B. Uma história do futebol. São Paulo: Alfa- Ômega, 2000.

CARLA Righeto . Árbitros: vilões e/ou mediadores do espectáculo ? Campinas .2016

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SANTOS JAP. desporto e Juventude: um olhar acerca da relação do Jovem com o desporto. 2010.

 


quarta-feira, 28 de abril de 2021

Tipos de créditos, taxas de juros ,como os bancos aplicam as taxas de juros

Indice

1.0 Introdução. 4

1.1 Objectivos da pesquisa. 4

1.2 Objectivo geral 4

1.3 Objectivos específicos. 5

1.4 Metodologia. 5

2.0 Referencial teorico. 5

2.1 Tipos de creditos, taxas de juros e como os bancos aplicam as taxas de juros. 5

2.3 Crédito. 5

2.4 Tipos de credito. 5

2.5 Juros. 8

2.6 Como funcionam as taxas de juros. 8

2.7 Tipos de juros. 8

2.8 Como é que os bancos aplicam as taxas dejuros. 9

2.9 Taxa de juro. 9

3.0 Como são cobrados os juros dos bancos. 10

3.1 Como funciona a cobrança de juros para alguns segmentos. 10

4.0 Concluão. 12

Referencias bibliograficas. 13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1.0 Introdução

Este trabalho aborda sobre  tipos de créditos, taxas de juros e como os bancos aplicam as taxas de juros, assim sendo , podemos entender que o crédito não é apenas o dinheiro vivo, mas também os recursos disponibilizados por um credor a um tomador para que ele realize as suas despesas, investimentos ou compras, e Juros são uma remuneração em forma de percentual paga a quem disponibiliza um empréstimo ou realiza um investimento.

1.1 Objectivos da pesquisa

1.2 Objectivo geral

Ø  Compreender tipos de créditos, taxas de juros e como os bancos aplicam as taxas de juros.

1.3 Objectivos específicos

Ø  Identificar tipos de creditos , taxas de juros  ;

Ø  Caracterizar tipos de creditos , taxas de juros  ;

Ø  Descrever  como os bancos aplicam as taxas de juros.

1.4 Metodologia

Para a elaboração deste trabalho, pesquisa assume a característica de uma pesquisa indirecta, documental, através do método bibliográfico (LIBANEO, 2003).

 

 

 

 

 

 

 

 

2.0 Referencial teórico

2.1 Tipos de créditos, taxas de juros e como os bancos aplicam as taxas de juros.

2.3 Crédito

Segundo ALMEIDA (1988) Dos fundamentos económicos e financeiros, podemos entender que o crédito não é apenas o dinheiro vivo, mas também os recursos disponibilizados por um credor a um tomador para que ele realize as suas despesas, investimentos ou compras.

2.4 Tipos de credito

·         Crédito pessoal

O crédito pessoal, normalmente cedido por instituições financeiras, como bancos , é um empréstimo que o tomador pode utilizar da maneira que desejar.

Ele funciona da seguinte forma: o consumidor pode solicitar uma quantia (estabelecida nas políticas do credor) sem a necessidade de oferecer uma garantia para tal. Esse crédito estará sujeito a um prazo (PINTO,2003)

·         Crédito consignado

No empréstimo consignado, as parcelas são cobradas do tomador de maneira indirecta. Ou seja, os valores serão descontados directamente na folha de pagamento ou aposentadoria, limitados a, no máximo, 30% desses rendimentos. (PINTO,2003)

Logo, isso pode complicar o planejamento financeiro mensal do indivíduo, uma vez que o desconto é feito antes de ele receber o dinheiro.

Como vantagens, trata-se de uma das linhas de crédito mais em conta no mercado, cobrando taxas de juros menores. Além disso, há mais facilidade para contratar e, por vezes, prazos mais longos. Devido à facilidade proporcionada pela internet, tanto o crédito pessoal quanto o consignado podem ser solicitados muitas vezes de maneira online. (PINTO,2003)

·         Crédito estudantil ou universitário

Destinado aos estudantes de curso superior, esse tipo de crédito beneficia os alunos que não têm condições de custear os seus estudos. Ele não limita-se apenas à graduação, pois funciona como qualquer outro empréstimo feito com um banco. (PINTO,2003)

O crédito estudantil pode ser privado, contratados com bancos e empresas especializadas em nanciamentos de mensalidades. Para isso, cheque sempre as condições do banco e faça comparativos de taxas e formas de quitação do empréstimo para tomar a melhor decisão.

O crédito universitário também pode ser público, concedido pelo governo por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). O programa do Ministério da Educação tem foco nos alunos matriculados em IES que tenham avaliação aprovada nos termos do governo. Atualmente, a taxa de juros é de 6,5% ao ano. (PINTO,2003)

·         Crédito consolidado

Segundo NATÁLIA (1998) Também é um serviço de natureza bancária, que possibilita juntar vários créditos devedores em um só. Os consumidores recorrem a essa opção em casos de dificuldades e renegociação de dívidas. Também é possível optar por ele para ter mais folga no planejamento financeiro.

Entre as suas principais vantagens, podemos destacar:

Ø  Redução da mensalidade;

Ø  Comodidade;

Ø  Facilidade,

Ø  Pois é preciso lidar com um só credor.

Entretanto, assim como os outros créditos, ele requer muito cuidado, pois entre as suas desvantagens estão o pagamento de algumas taxas, a burocracia, o pagamento de juros por mais tempo, as comissões por amortização etc. Logo, carece de uma análise com parcimónia.

·         Crédito auto motivo

Basicamente é o dinheiro que a pessoa recebe para comprar um veículo. Como os automóveis têm valores elevados, o consumidor recorre a uma modalidade de crédito para realizar a compra. As preferidas dos brasileiros actualmente são o consórcio e o financiamento. (NATÁLIA ,1998)

A recomendação é que o consumidor tente ao máximo dar um valor maior na entrada do veículo e que financie o restante, para menos tempo exposto aos juros compostos do financiamento. Ele também deve desconar de anúncios que propõem “taxa zero”, pois os custos e as taxas provavelmente estarão inclusos em alguma outra cobrança. (NATÁLIA ,1998)

·         Crédito para habitação

O crédito habitacional disponibiliza recursos às famílias, visando a construção, a reforma ou a aquisição de imóveis. Também pode ser fornecido por modalidade de financiamento, ou seja, parcelado conforme uma taxa de juros. (NATÁLIA ,1998)

O crédito imobiliário é realizado normalmente por um banco, e a dívida do consumidor passa a ser com essa instituição. Cabe verificar com as instituições bancárias quais são as condições de financiamento e os documentos exigidos. Uma das vantagens é a possibilidade de usar o saldo do FGTS para solicitar a compra. (NATÁLIA ,1998)

2.5 Juros

Segundo SAIAS, (2004) Juros são uma remuneração em forma de percentual paga a quem disponibiliza um empréstimo ou realiza um investimento.

É preciso olhar os juros como uma relação entre uma quantidade de dinheiro e um determinado período de tempo.

2.6 Como funcionam as taxas de juros

Na prática, eles funcionam como uma compensação pelo tempo em que o dinheiro cou emprestado ou investido. (MATEUS, 1999)

2.7 Tipos de juros

·         Juros simples

De acordo com SAIAS (2004) Os juros simples são negociados com antecedência e não mudam com o passar do tempo. Eles se retém apenas no valor inicial do empréstimo ou do investimento.

·         Juros compostos

Esse tipo também é conhecido como "juros sobre juros", isto é, eles continuam agindo durante todo a duração do empréstimo, débito ou investimento. Dessa forma, a soma é feita sobre o valor inicial e também sobre os juros dos meses anteriores.

É esse tipo de juros que causa pavor em muitas pessoas endividadas, especialmente no cheque especial, porque provoca um efeito de bola neve em que quanto mais tempo o débito se mantém maior ca o valor a ser pago. (MATEUS, 1999)

·         Juros de mora

Juros de mora ou moratória reincidem sobre o valor de acordo com o período de atraso. Ou seja, quem não paga o combinado dentro do prazo deve arcar com essa indenização adicional. (MATEUS, 1999)

·         Juros nominais

Os juros nominais envolvem as correcções monetárias sobre o valor em questão. Boa parte dos financiamentos é calculada levando em conta esse tipo de juros. (SAIAS ,2004)

·         Juros reais

Funcionam de maneira contrária aos nominais — não incluem correcção monetária e inação em seu cálculo. Consequentemente, se a inação em um período for igual a zero, tanto os juros nominais quanto os juros reais terão o mesmo valor. (MATEUS, 1999)

·         Juros rotativos

Nada mais é do que uma cobrança por atraso no pagamento da factura do cartão de crédito ou de um financiamento. Se possível, é melhor evitá-lo para car longe de complicações financeiras. Por isso, não abra mão de um bom planeamento financeiro pessoal. (SAIAS ,2004)

·         Juros sobre capital próprio

Esse tipo de juros é calculado com base no lucro obtido por uma empresa. Geralmente, empresas distribuem pelo menos parte desse valor a seus acionistas. (MATEUS, 1999)

2.8 Como é que os bancos aplicam as taxas dejuros

2.9 Taxa de juro

Taxa de juro é o custo cobrado pelo empréstimo de um montante. Ou seja, quanto um banco cobra para emprestar dinheiro. (MATEUS, 1999)

Esse cálculo é feito considerando o custo de captação do banco, o risco de crédito do empréstimo e a margem de retorno que o banco ou instituição considera vantajosa para realizar o empréstimo.

Sendo assim, diferentes bancos podem oferecer diferentes condições de empréstimo. E diferentes clientes, com realidades financeiras distintas, também podem ter diferentes condições para solicitar empréstimos.

É por isso que em alguns casos, como o do cheque especial, por exemplo, a taxa de juro pode variar tanto. Assim como no caso do cálculo de juros para pessoas físicas ou jurídicas. Uma vez que, legalmente as duas personalidades jurídicas têm direitos. (MATEUS, 1999)

3.0 Como são cobrados os juros dos bancos

De acordo com RODRIGUES (2010) É importante salientar que as taxas não são negociáveis. As taxas cobradas são pré- estabelecidas e podem variar de acordo com as condições económicas, produtos desejados, ou serviços oferecidos e perfil económico do cliente.

Quem pretende requisitar um empréstimo deve, então, pesquisar e ficar atento às melhores condições para a sua situação particular.

3.1 Como funciona a cobrança de juros para alguns segmentos

E os juros do cheque especial

Esta modalidade de empréstimo não exige autorização do cliente para ser disponibilizado. Por isso, o cheque especial é amplamente utilizado.

Para realizar o cálculo da taxa de juros são consideradas duas variáveis: o valor utilizado do limite de crédito e a quantidade de dias de uso. Suponhamos que um banco tem a taxa de juros fixada em 10% ao mês, e o cliente fez um empréstimo de R$ 200,00 durante um mês. Nesse caso, os juros cobrados deverão ser de R$ 20,00. Desse modo, quando a factura for cobrada, o cliente deverá pagar ao banco R$ 220,00. (MATEUS, 1999)

Financiamento de veículos

Para pessoa jurídica

Segundo RODRIGUES (2010) Comprar veículos como pessoa jurídica pode garantir boas vantagens para o cliente, devido às garantias que uma empresa pode oferecer e a possibilidade de compra recorrente. A principal diferença legal nesse tipo de compra é a venda com o uso do CNPJ e não do CPF. É muito comum que montadoras ofereçam descontos diretos para empresas que compram seus veículos. Geralmente, o desconto depende da marca e do modelo do automóvel, assim como do número de unidades compradas.

Normalmente, os modelos mais baratos recebem descontos maiores. Porém, as condições de pagamento são as mesmas da venda regular. Lembrando que a taxa ,ainda pode variar de banco para banco.

Para pessoa física

De acordo com RODRIGUES (2010) Para pessoas físicas, a taxa de juros para financiamento de veículos, assim como outras taxas, irá variar de banco para banco. Cada instituição oferece condições e vantagens diferentes. Para descobrir qual a que melhor se adequa às suas necessidades, o mais recomendado é pesquisar as condições em cada uma delas.

Alguns bancos oferecem financiamento de 100% do valor do veículo, sem necessidade de entrada. Outros vão exigir entrada mínima de 20% do valor total e um prazo maior para quitar a dívida. Financiamento de imóveis Para o financiamento de imóveis para pessoas físicas ou jurídicas, aplica-se o mesmo que vemos no caso dos veículos.

Pessoas jurídicas, devido às suas atribuições legais e nível de confiabilidade económica, geralmente conseguem melhores vantagens para tais aquisições quando comparados às pessoas físicas.

Porém, tudo isso vai depender dos banco e das condições oferecidas. Sendo o mais recomendado, tanto para pessoa física como jurídica, pesquisar até encontrar o banco que oferecerá as melhores condições para o seu caso em particular.

Financiamento de imóveis

Segundo RODRIGUES (2010) Para o financiamento de imóveis para pessoas físicas ou jurídicas, aplica-se o mesmo que vemos no caso dos veículos. Pessoas jurídicas, devido às suas atribuições legais e nível de confiabilidade económica, geralmente conseguem melhores vantagens para tais aquisições quando comparados às pessoas físicas.

Porém, tudo isso vai depender dos banco e das condições oferecidas. Sendo o mais recomendado, tanto para pessoa física como jurídica, pesquisar até encontrar o banco que oferecerá as melhores condições para o seu caso em particular.


 Referencias bibliograficas 

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  MATIAS, ROGÉRIO ‐ Cálculo Financeiro Teoria e Prática. . 3ª ed. Lisboa: Escolar Editora, 2009.   

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