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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

As novas tendências da gestão pública e governança interativa em Moçambique

 

As novas tendências da gestão pública e governança interativa em Moçambique

As mudanças introduzidas no quadro da implementação da Estratégia Global da Reforma do Setor Público (EGRSP, 2001-11) a partir do ano de 2001 possuem diferenças significativas quando comparadas às reformas administrativas realizadas anteriormente. No bojo da EGRSP estão as concepções que apregoam medidas reformistas na componente de administração do Estado e nos processos de gestão pública, de modo a responder aos desafios impostos pela necessidade de modernização administrativa e criação de processos e estruturas organizativas adaptadas à gestão pública contemporânea.

Aliás, a análise dos pressupostos e princípios dessa reforma (Ciresp, 2001) mostra que estão embasados nas doutrinas da Nova Gestão Pública (NGP), que alegam, por um lado, a necessidade de modernização dos processos de gestão por meio da implementação de novas concepções acerca do funcionamento da administração pública de modo a promover maior eficiência e eficácia das ações governativas e elevação do desempenho das instituições do Estado. Por outro, fundamentam-se nas concepções da Governança Interativa (GI), pois assinalam a importância da adoção de novas práticas de gestão tais como accountability, transparência, participação e responsabilização na atuação dos organismos estatais.

Algumas medidas reformistas, como mostra a última coluna do quadro acima, comprovam essa tendência de replicar doutrinas, princípios e práticas da NGP do NSP e da GI no contexto moçambicano. A partir de 2001 foram criados mecanismos administrativos para garantir a disciplina fiscal, casos da Unidade Técnica de Reforma da Administração Financeira do Estado (Utrafe) e do Sistema de Administração Financeira do Estado (Sistafe). Estes se constituíram nas grandes inovações relativamente à forma de organização e gestão de recursos financeiros públicos e visam a elevação da eficiência administrativa. Na mesma vertente, de forma mais intensa, a partir de 2006 as instituições públicas em todos os níveis (central, provincial, distrital e dos municípios) passaram a ser gerenciadas e avaliadas através de indicadores de desempenho que privilegiam o alinhamento entre os principais instrumentos de governança no setor público, o Plano Econômico e Social (PES) e o Orçamento do Estado (OE).

O PES e o OE incorporam uma nova lógica e visão de planejamento e execução, mas também de prestação de serviços à sociedade dado que privilegiam a gestão por resultados, a imposição de uma cultura de responsabilização dentro da administração pública, bem como a entrada de novos atores no processo de gestão das políticas públicas mediante a criação de parcerias público-privadas. Nessa perspectiva, a tônica da agenda recente de reforma assemelha-se às concepções da GI, visto que coloca seu foco para as questões relacionadas com as reformas institucionais e administrativas propondo que se dê maior atenção ao modo como se efetivam as interações entre o Estado e as demais organizações da sociedade civil.

Como é assinalado pelo Novo Serviço Público (NSP), na EGRSP defende-se maior acesso dos grupos de interesse ao processo da governança no setor público, encarada, nessa perspectiva, como um mecanismo que permite a atuação da administração pública de forma mais participativa e coordenada. Formula-se que novos agentes provenientes do setor privado assim como da sociedade civil são vistos como atores que devem interagir com maior frequência com o Estado e suas instituições, reduzindo as fronteiras existentes de modo a elevar a participação pública no processo de formação e tomada de decisão das políticas públicas.

Note-se que o caráter das medidas administrativas descritas aproxima-se das concepções propostas pela GI em que, por um lado, a questão de fundo é a modernização da gestão sustentada pela criação das bases para a construção de um serviço público que atende as demandas e expectativas da sociedade e, por outro, trata-se de um serviço voltado à elevação da capacidade da ação governativa do Estado para a implementação de políticas públicas. Essa tendência é atestada pelas mudanças que se pretende induzir nos valores e comportamentos dos funcionários, na cultura administrativa, nas competências e responsabilidades dos organismos públicos, na coordenação institucional e na fiscalização das formas de atuação da administração pública.

Desse modo, pode-se afirmar que a nova abordagem da reforma da administração pública sugere a introdução de um sistema administrativo caracterizado por um novo paradigma pós-burocrático, segundo a perspectiva de O'flynn (2007), dentro da gestão pública em Moçambique, no qual são construídos novos valores e uma nova consciência. Porém, apesar de os apontamentos apresentados indicarem uma tendência positiva na introdução de novas práticas e princípios de gestão no contexto nacional, importa realçar que as mudanças originadas pela reforma administrativa também vieram, na prática, colocar novos problemas relacionados com os objetivos de eficiência e da participação efetiva da sociedade na gestão das políticas públicas.

A questão que pode ser colocada é: como garantir uma gestão pública eficiente e baseada em processos de participação e avaliação efetiva por parte da sociedade? Argumenta-se que, na adoção dos princípios do NGP e da GI, devem ser consideradas as limitações impostas pelos próprios modelos, uma vez que, por exemplo, a complexidade e a dinâmica da gestão por objetivos encerram dois tipos de limitações: o primeiro tem a ver com a complexidade das atividades e a definição das políticas públicas no nível local e o segundo está relacionado com as limitações que as pessoas têm para lidar com informação e sistemas formais de avaliação de resultados.

Como referem King, Feltey e Susel (1998), a participação autêntica ou efetiva implica mais que simplesmente encontrar as ferramentas e técnicas para aumentar o envolvimento da sociedade nas decisões do setor público. A participação autêntica, asseveram esses autores, é a que funciona para todas as partes e estimula o interesse e investimento em ambos os atores públicos e os cidadãos, e exige que sejam repensados os papéis subjacentes e as relações entre os entes públicos e os cidadãos. Verifica-se, portanto, que a nova configuração das estruturas organizacionais da administração pública dá lugar a uma nova lógica diferente de ação. No nível das províncias, distritos e municípios em Moçambique, o novo modelo e a nova lógica administrativa conferem à gestão dos serviços e interesses públicos uma determinada liberdade para decidir sobre como obter elevados níveis de desempenho.

A implementação da EGRSP tem estado a decorrer com base na inspiração do que o NSP explicitado por Denhardt e Denhardt (2000:555) considera ser uma gestão construída coletivamente, isto é, em que são partilhados interesses e responsabilidades baseados na deliberação conjunta, onde o Estado promove a articulação e o interesse público, justiça e a equidade. Portanto, as políticas públicas têm estado a ser vistas como um complexo resultado dos interesses de vários grupos, opiniões e interesses. Nesse novo contexto de relações, o papel do governo tem estado a transformar-se, tornando-se um ator não exclusivo que controla a sociedade e oferece serviços, mas que agrega, negocia e facilita, busca soluções com outros atores privados e a sociedade civil.

Na realidade, as mudanças que se verificam estão sendo acompanhadas de alterações significativas, nomeadamente, as mudanças nos valores e comportamentos dos funcionários, na cultura administrativa, nas competências e responsabilidades dos organismos públicos, na forma de atuação, relacionamento e de coordenação institucional entre as esferas governamentais (por exemplo, a aprovação da Lei no 8/2003, de 19 de maio, possibilitou a atribuição de competências exclusivas para os órgãos locais, eliminando de certa forma os problemas da dupla subordinação). Este último aspecto transformou uma vez mais a tradicional função pública de extrema dependência hierárquica e falta de autonomia das unidades administrativas locais, para uma gestão pública coordenada e interdependente.

A implementação, por exemplo, do Decreto no 5/2006, de 12 de abril, sobre a desconcentração de competências para o governador provincial e administrador distrital promoveu novas práticas de contratação para os quadros de pessoal em nível local concretizando, assim, a ideia da profissionalização dentro de um sistema de carreiras que obedece a tabelas salariais e a esquemas de promoção próprios. Por sua vez, a implementação do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (Egfae) em 2009 pela Lei no 14/2009, de 17 de março, permitiu proceder a uma gestão de recursos humanos a partir de mecanismos modernos e de técnicas de avaliação de desempenho.

O Sistema de Gestão de Desempenho na Administração Pública Moçambicana (Sigedap) foi aprovado em 2009 pelo Decreto no 55/2009, de 12 de outubro, com vista a aperfeiçoar a gestão determinada por objetivos, orientada para resultados e dotada de instrumentos de gestão necessários para atuar e responsabilizar, motivando as lideranças, os funcionários e agentes do Estado para um desempenho de qualidade e reconhecendo o mérito e a excelência.

Contudo, as metas de eficiência e do alcance de resultados se apresentam como uma questão crítica no processo da reforma administrativa em Moçambique, por um lado, porque a pressão por resultados pode degenerar numa situação instrumental comparável à administração científica tayloriana, uma vez que transforma o espírito e a cultura de trabalho dos funcionários e agentes do Estado, relacionando o seu desempenho às recompensas, desintegrando os valores fundamentais do setor público como a integridade e o comprometimento com o interesse público. Por outro, a análise dos objetivos da avaliação do desempenho estabelecidos no modelo do Sigedap mostra que a fixação de objetivos, a rigidez para o seu cumprimento, bem como a necessidade de responder aos indicadores fixados podem arrastar o sistema administrativo à inflexibilidade típica do modelo de administração burocrática.

O contexto atual do funcionamento da administração pública em Moçambique faz ressaltar uma nova visão do serviço público como resultado das pressões impostas pelo novo paradigma da GI. A observação da realidade mostra, por exemplo, o novo processo de contratação e oferecimento de bens e serviços implantado pelo Decreto n o 15/2010, de 25 de maio, em que a racionalidade na gestão dos recursos e a flexibilidade organizacional exigem que o papel e as qualidades do gestor público estejam alinhados com a perspectiva de um administrador operativo mais voltado para a definição de estratégias.

A perspectiva é a de que essas estratégias de gestão pública devem vincular suas tarefas com os princípios de monitoria e avaliação do cumprimento, por exemplo, dos contratos e programas estabelecidos, o que mostra que não será suficiente no novo contexto da administração pública uma atuação baseada na padronização e regras do modelo burocrático para conseguir o cumprimento dos objetivos organizacionais pretendidos na gestão. Para o efeito, o setor público deve abrir-se para as influências positivas do seu exterior, interagindo com os cidadãos de forma singular ou coletiva no intuito da construção de processos de tomada de decisão mais participativos. Compreende-se que se deve tomar os cidadãos como o fundamento e a razão da administração pública.

Na afirmação de Hughes (2010), o setor público deve-se mover na esteira de uma administração pública moderna em que são estabelecidas a todo o momento ligações horizontais e verticais que melhoram a participação tanto de organizações públicas, privadas lucrativas e sem fins lucrativos e voluntários, ao mesmo tempo que criam novas formas de organização e de estruturação das suas instituições para a resolução dos problemas das comunidades.

8. Considerações finais

A introdução dos considerados renovados modelos de gestão a partir da década de 1980, designadamente da Nova Gestão Pública (NGP), do Novo Serviço Público (NSP) e a aplicação de práticas de Governança Interactiva (GI), abalou de forma profunda as estruturas da administração pública tradicional e tem confrontado os vários governos a procederem reformas administrativas que fazem emergir novas configurações institucionais, cujo propósito é responder de forma mais adequada às demandas do processo de prestação de serviços públicos e das solicitações das comunidades.

Da revisão da literatura efetuada algumas conclusões sobre a dinâmica das transformações que têm sido efetuadas podem ser destacadas. Existem diferenças no enfoque e intensidade das reformas administrativas realizadas em diferentes contextos nacionais sob a influência das concepções associadas à NGP. Apesar de a NGP se preocupar com o desempenho, a elevação dos resultados e a melhoria na qualidade de serviços públicos, as ações desenvolvidas nas reformas dos diferentes países não são unívocas uma vez que as reformas administrativas dependeram ou dependem de prioridades, circunstâncias e pontos de partida particulares de cada país.

Particularmente, com seu enfoque inspirado nas técnicas gerenciais do setor privado, a NGP não priorizou os aspectos democráticos e de accountability ao limitar a participação dos "cidadãos considerados clientes" ao controle dos serviços, sem constituir mecanismos de integração da sociedade nas políticas públicas. Mas, embora possam ser feitas essas críticas, sobretudo pelo designado NSP, compreende-se que alguns princípios e práticas de gestão trazidos pela NGP permanecem atualmente, tais como a preocupação com os resultados, a garantia de eficiência e efetividade das políticas públicas.

Quanto ao contexto moçambicano, as novas práticas de gestão pública orientadas para a elevação da GI ganharam maior centralidade no início da década de 2000, com o surgimento da reforma administrativa traduzida pela Estratégia Global de Reforma do Setor Público (EGRSP), que visa a modernização do setor público. Essas reformas focalizam a implementação de novas práticas de gestão para melhorar a eficiência, a efetividade, o controle, a participação pública e boa governança no setor público em todos os níveis, central, provincial, distrital e dos municípios.

Contudo, a apreciação dos pressupostos e práticas que têm estado a ser adotadas indica que a implementação dessa reforma tem sido marcada por algumas limitações de natureza estrutural e funcional que são, na prática, impostas pelo próprio modelo adotado. Os grandes dilemas se colocam em relação às metas de eficiência e ao alcance de resultados e processos participativos.

Finalmente, para que os objetivos da criação de um novo serviço público modernizado e interativo sejam alcançados de forma efetiva, torna-se fundamental que a administração pública nacional encare esse desafio sob o prisma da aplicação de padrões de gestão que sugerem maior transparência, participação pública, prestação de contas e com uma preocupação constante em atender aos anseios e às necessidades da sociedade com maior qualidade.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

o P de praça


UNISAVE –Maxixe
Escola Superior de Contabilidade e Gestão
Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos
Tema: P de Praça

Introdução
O presente trabalho aborda um aspecto bastante importante em marketing, o P de praça. O mesmo apresentará primeiro aquilo que é a noção do que seria a praça e como isso afecta na definição de um mercado. Trará também bases ou técnicas de definição do lugar ideal para vender nosso produto.
Desenvolvimento
P de praça
Em marketing pode definir-se praça como sendo o lugar físico ou virtual onde é oferecido um produto ou serviço. O P de praça é a forma em que o produto e colocado a disposição desde a matéria-prima até ao consumo final. São os canais de marketing definidos por : fornecedor da matéria-prima, fabricantes dos produtos, os distribuidores e o consumidor final.
O consumidor pode ter contacto com o seu produto através do comércio electrônico, físico ou ambos.
Comércio electrónico, mesmo na internet, existem sites próprios onde são feitas essas transacções, mas há também o fecebook e o whatsApp;
Comércio físico, os mercados são a prova viva dessa troca, em que o vendedor e o consumidor tem um contacto físico;
E o comércio físico- electrónico, em que interagem por meio electrónico e posteriormente encontram-se para a troca.
Como definir correctamente a praça?
Definir correctamente a praça significa disponibilizar o produto no lugar certo onde está o cliente, saber em que locais os compradores costumam procurar esse tipo de produto, definir quais são os seus concorrentes e o meio/canal de distribuição e saber se terá acesso directo dos clientes, com lojas ou por intermediários. Para tal é necessário elaborar uma boa estratégia de marketing.
Sabe-se que o cliente está no centro de tudo, mas é importante que se faça uma balança entre os aspectos relacionados com as fases anteriores do planeamento. O produto deve ter restrições de transporte ou validade, oque condiciona a uma praça mais restrita.
No mercado o preço deve ser competitivo para que o seu produto tenha maior demanda.
A definição de praça implica à conjugação com outros intervenientes da estratégia de marketing.
Conclusão
Após a abordagem do trabalho conclui-se que praça é um factor muito importante para o sucesso do nosso mercado. Para que consigamos ter saída na venda do nosso produto é impertinente definir primeiro quem são os compradores, concorrentes, quais os meios de distribuição e o local onde se encontram os clientes.
Bibliografia
ARMSTRONG, Gary. KOTLER, Philip. Princípios de Marketing. 12ª Edição. São-Paulo. PEARSON, 2007.
CAETANO, Joaquim. et all. Marketing e comunicação em moda: uma nova realidade. S/ed. Lisboa. Escolar Editora, 2011.
Universidade Save – Extensão Maxixe
Curso: Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos
Cadeira: Noções de Marketing
Docente: Xavier Cavilane
Discente: Âquiba Momade Mussá
1.      Introdução
As pessoas têm cada vez mais tempo e apesar de que o acto da compra ser algumas vezes interessante, os consumidores racionalizam o tempo gasto nessa actividade. Desta forma, pode-se dizer que a principal função de um canal de distribuição é fazer com que o produto chegue rapidamente ao local em que os consumidores esperam encontra-la. Na mesma senda, irei abordar assuntos/conteúdos relacionados com: circuito de distribuição, onde esta inserido o papel da distribuição no Marketing, funções de distribuição, papeis dos canais de marketing, marketing de distribuição, a natureza e a importância dos canais de distribuição, número de níveis de canal, comportamento e organização do canal, comportamento do canal, organizar a distribuição e o canal de marketing como um sistema.
2.      Circuito de Distribuição
2.1.O papel da distribuição no Marketing
De acordo com Kotler & Armstrong (2007), os sistemas de canais de marketing engloba um conjunto de canais específicos unificados por uma empresa.
·         Comerciantes: geralmente lojas de pequenas e media dimensão, ou grandes cadeias de retalho com sistemas de gestão complexos;
·         Revendedores: que podem ser de dois tipos armazenista, proprietários de grandes plataformas de estacionamento de stocks, onde os comerciantes se abastecem e os grossistas, entidades que compram em grande volumes para revender ao retalho e que muitas vezes possuem a sua própria rede de vendedores;
·         Facilitadores: são operadores logísticos de transportes ou de armazenagem que tratam de todos os aspectos relacionados com a movimentação do stock ponto para ponto.
O mercado é constituído por seguintes tipos de operadores: Grossistas – propõem uma combinação de produtos complementares dado que trabalham com múltiplos fornecedores. Retalho independente – lojistas que vendem bens e serviços ao consumidor final.


2.2.Funções de distribuição
·         Transportar: toda a actividade necessária ao transporte dos produtos de local de fabrico para local de consumo;
·         Fraccionar: colocação dos produtos fabricados em porções e em condicionamentos que correspondem as necessidades dos utilizadores;
·         Armazenar: assegurar a ligação entre o fabrico e a compra ou utilização;
·         Combinar: constituição dos produtos complementares/combinados adaptados a situações do consumo ou utilização;
·         Contador: facilitar o acesso a grupos de compradores numerosas e dispersas;
·         Informar: melhorar o conhecimento das necessidades do mercado e dos termos da troca comercial;
·         Promover: empurrar a venda de produtos através de acções publicitárias organizadas no local de venda.
2.3.Papeis dos canais de marketing
Há muitos fabricantes que não dispõem de recursos financeiros para comercializar os seus produtos directamente, uns pela extensão em que comercializam, outros porque a organização logística da distribuição tem um peso financeiro brutal e incomportável para a sua estrutura de custos: o preço dos veículos de transporte, os salários de motoristas, o custo de combustíveis, isto é, contribui para um decréscimo da competitividade da empresa. Um canal de distribuição proporciona uma desmultiplicação de contactos tornando mais racional o encontro entre entidades ofertantes e a procura dos consumidores.
Os canais de distribuição pode realizar-se uma redução de disparidade de funcionamento, pois sem intermédios os fabricantes teriam que produzir a escala do consumidor e este teria que armazenar stocks importantes.
2.4.Marketing de distribuição
De papel marcadamente passivo e sujeito a praticas de pressão por partes dos fabricantes por parte dos fabricantes transformou-se em muito pouco tempo num player importante e por vezes dominador; e que também não demorou muito tempo a atingir níveis de prática abusiva de entidades de menor capacidade reivindicativa.

2.5.A natureza e a importância dos canais de distribuição
As decides de canal de uma empresa afectam directamente todas as outras decisões de marketing. A determinação de preços da empresa depende do fato de ela trabalhar com grandes redes de desconto nacionais, usar lojas especializadas de alta qualidade ou grau de persuasão, treinameto, motivação e apoio de que seus parceiros de canal necessitam. É comum que as empresas dêem pouquíssima atenção a seus canis de distribuição, as vezes com resultados desastrosos.
2.6.Número de níveis de canal
As empresas podem projectar seus canais de distribuição para disponibilizar produtos e serviços aos clientes de diferentes modos. Cada faixa de intermediários de marketing que realizam algum tipo de trabalho para aproximar do comprador final o produto e sua posse é um nível de canal.
2.7.Comportamento e organização do canal
Os canais de distribuição ao mais do que simples conjuntos de empresas ligadas por vario fluxos. Eles são complexos sistemas comportamentais nos quais pessoas e empresas integram para atingir metas individuais, organizacionais e de canal. Alguns sistemas de canais consistem apenas em interacções informais entre empresas livremente organizadas.
2.8.Comportamento do canal
Um canal de distribuição é composto por empresas que se juntaram pelo bem comum. Cada membro do canal desempenha um papel no qual é especializado. Por exemplo: o papel de Samsung é fabricar produtos electrónicos que serão apreciados pelos consumidores e criar demanda por meio de propaganda em escala nacional. O papel da Best Buy é expor os produtos da Samsung em coçais convenientes, responder as perguntas dos compradores e fechar as vendas, Kotler & Armstrong (2007).
2.9.Organizar a distribuição
Para Cobra (2013), o desenvolvimento e a administração de um sistema de distribuição passa a ser afectado quando:
·         Há crescimento de capital requerido pelo negócio da empresa e os custos fixos são altos;
·         O lucro marginal é declinante e a taxa de retorno do investimento é baixa;
·         O processo de marketing é complexo’
2.10.                   O canal de marketing como um sistema
 Crescente importância de distribuição no contexto metodológico e empresarial tem mostrado diferentes dimensões da administração, de canais ou vias de distribuição. O canal pode ser visto como Canal como um sistema comportamental, um sistema económico, um sistema ecológico e mesmo como um sistema de administração estratégica.
Canal como um sistema comportamental - a estrutura do canal pode tornar-se mais formalizada através do uso de contratos e de acordos do tipo franchising. O sistema comportamental aborda estruturas sociopedagógicas de relações entre pessoas – clientes e membros do negócio.
Canal como um sistema económico – a influência do preço no sistema económico é em virtude de todo o relacionamento entre as empresas ao longo das via de distribuição ser estimulado ou enfraquecido por problemas de natureza económica da qual o preço é uma das variáveis principais.
O canal como um sistema ecológico - A sobrevivência da empresa é vista com base em variáveis como tamanho da empresa e de seu sistema de distribuição, seu grau de centralização, sua integração no meio ambiente e sua estrutura pior área produção, função e ciente. E o desempenho de um canal de distribuição é analisado dos seguintes pontos de vista: capacidade de sobrevivência e de crescimento, de lucratividade e do grau de satisfação do cliente, Cobra (2013).
3.      Conclusão
Ao decorrer do trabalho, pude concluir que, os sistemas de distribuição são organizados em consonância com os recursos de marketing dentro de hierarquias que são as prioridades relacionadas aos canais a serem utilizados. Os objectivos hierárquicos devem ser definidos de formas que permitam alocar recursos para os canais de distribuição. O sistema ambiental deve ser analisado de forma que compreenda suas interacções com os canais e suas repercussões estratégicas. Em fim, a estrutura social e a orientação cultural da comunidade do qual o sistema de distribuição faz parte da orientação estratégica básica de acção.

4.      Referencia Bibliográfica
COBRA, Marcos. “Marketing básico. 4ª ed. Reimpr. São Paulo. Altas, 2013
KHOTLER, Philip. & ARMSTRONG, Gray: “Princípios de marketing. 12ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Gall, 2007.

UNISAVE - Maxixe
Escola Superior de Contabilidade e Gestão
Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos
Ficha de Leitura da Cadeira de Noções de Marketing
Nome: Celeste Verónica Maculuve Docente: Ma. Xavier Cavilane 
Funções de distribuidores
A praça é tida como sendo o local onde um produto é exposto de forma permanente. São muitos os intervenientes do processo de venda de um produto na praça, sendo um destes os distribuidores, e que exerce um papel fundamental neste processo.
A distribuição é um processo que está normalmente associado ao movimento de material de um ponto de produção ou armazenagem até o cliente. Neste contexto, entende-se por distribuidores, o conjunto de indivíduos ou entidade responsável pela distribuição ou entrega de um determinado produto à praça.
Exemplo: A Handling pode ser considerada um distribuidor pois faz entregas dos seus produtos aos revendedores.
Tipos de distribuição
Segundo Ballou (1993), a distribuição pode ser directa ou indirecta.
2.1.DistribuiçãoDirecta
A distribuição directa ocorre sem a participação de um intermediário ou pessoa jurídica, o produtor vende directamente para seu consumidor.
Exemplo: A Darlling pode se considerar um distribuidor directo pois faz a entrega ou venda dos seus produtos aos consumidores finais.
Distribuição Indirecta
A distribuição indirecta utiliza intermediários para colocar os produtos ao alcance de seus consumidores.
Exemplo: A Coca-Cola faz uma distribuição indirecta, usando a Handling como seu intermediário.
Funções da distribuição
Com base em Caetano et all (2011:184), os distribuidores exercem um papel importante no processo de compra e venda de produtos, possuindo assim, diversas funções das quais podemos destacar as seguintes:
Transportar
Esta função está ligada ao processo ou actividade de transporte dos produtos do local de fabrico para o local de consumo;
Fraccionar
Significa colocar os produtos fabricados em porções e em condicionamentos que correspondam as necessidades dos utilizadores;
Armazenar
É a função relacionada a assegurar a ligação entre o fabrico e a compra ou utilização, consiste ainda em guardar e zelar pelos produtos durante o processo de ligação dos produtos do local de fabrico para o local de consumo;
Combinar
É a constituição de produtos complementar e sou combinados adaptados a situação de consumo ou utilização;
Contactar
É a função de facilitar o acesso a grupos de compradores num erososedispersos, neste processo, os distribuidores tem a missão de intermediários entre o produtor e o consumidor, sendo ele que faz a ponte ou contacto entre ambos;
Informar
Os distribuidores têm a função de melhorar o conhecimento das necessidades do mercado e dos termos da troca concorrencial, esta função está aliada ao feedback;

Promover
Nesta função, os distribuidores tem a missão de estimular a venda de produtos através de acções publicitárias organizadas no local de venda. Ele trabalha ainda como uma gente de marketing para impulsionar as vendas;
Segundo Caio (2008), em geral, pode se afirmar que os distribuidores são utilizados por sua eficiência, em funções tais como:
Ø  A redução dos custos para seus clientes por meio da compra de grandes lotes e da sua posterior divisão de lotes menores;
Ø  Os distribuidores mantêm estoques, reduzindo, portanto, os custos e os riscos de estocagem para fornecedores e clientes;
Ø  A compra e venda: os distribuidores dispõem de uma força de vendas que ajuda os fabricantes a atingir pequenos clientes comerciais a um custo relativamente baixo;
Ø  Os distribuidores quase sempre oferecem uma entrega mais rápida aos clientes, por estar mais perto deles;
Ø  Financiamento: os distribuidores financiam os clientes, concedendo-lhes crédito, bem como os fornecedores, fazendo pedidos antecipadamente e pagando suas facturas aprazo;
Ø  A decomposição das funções dos distribuidores permite por em evidência a questão central da distribuição, saber qual é o agente económico que está em melhores condições para assegurar essas funções: o próprio produtor, os armazenistas, os presta dores de serviço como os transportadores, os retalhistas e os próprios consumidores.
Bibliografia
CAETANO, Joaquim; et all. Marketing e Comunicação. Porto: Escolar, 2011.
UniSave-Maxixe
Discente: CleidDalú Ramos
Cadeira: MARKETING
Curso: Gestão de RecursosHumanos
Politicas públicas e decisões de distribuição
Canais dedistribuiçãopodemserconsiderados o conjunto de empresas e indivíduos interligados que garantem que umamercadoriachegaráaoconsumidor final.
As empresassãolegalmente livres para desenvolverquaisquerestruturas de canais que lhesconvenham. A legislaçãonorte-americanareferenteaoscanaisprocuraevitar as tácticas de exclusãousadasporalgumasempresas que poderiamimpedir que outraempresausasse um canal desejado. A maioria das leis referentes a canal trata dos direitos e deveresmútuos dos membros do canal.
Muitosfabricantes e atacadistasgostam de desenvolvercanaisexclusivos para seusprodutos. Quando o fabricantepermite que apenascertos pontos de vendacomercializemseusprodutos, a estratégia é chamada de distribuiçãoexclusiva.Quandoexige que osrevendedoresnãocomercializemprodutos de seusconcorrentes, a estratégia é chamada de direitosexclusivos de distribuição. Ambas as partespodem se beneficiar dos contratos de exclusividade: o fabricanteconseguemais pontos de vendafiéis e confiáveis, e osrevendedoresobtêmumafonteestável de fornecimento e maiorapoio de vendas. Mas oscontratos de exclusividadetambémimpedem que outros fabricantesvendam para essesmesmosrevendedores.Essescontratossãolegaisdesde que nãoreduzam a concorrência e desde que as ambaspartesconcordemvoluntariamente com ostermos do contrato.
A distribuição tem umafunçãologística, que dizrespeitomais à circulaçãofísica do produto, e outra de marketing, que correspondeaoscontactos e serviços que oenvolvem.
Ouseja, as funções dos canais de distribuiçãonão se limitamapenas a garantir o fluxofísico das mercadorias, sendoosmembros do canal responsáveistambémporumasérie de outrasactividades, comoestimular a compra e levantarinformaçõessobreos consumidores.
Uma empresapode vender directamenteseuprodutoaoconsumidor, como é o caso de alguns. Quandoissonão é possível, a companhiacostumadistribuirsuamercadoriaouserviçopormeio de intermediários. Osintermediáriospodemseragentes, representantes, corretores, distribuidores e atacadistas, dentre outros.
As organizações que formam um canal de distribuiçãosãointerdependentes.Essadefiniçãoindica que elasprecisamumas das outras para tornarem o produtoouserviçodisponível para usoouconsumo.
Qual a importância do canal de distribuição
A boa escolha do canal de distribuição do produtoouserviço é fundamental para o sucesso do negócio e, porisso, é parte essencial da estratégia de marketing.
Optarpelo canal correctosignificafazer o produtochegar no clientecertona hora certa. Além disso, a forma de distribuição tem impacto no custo do produto.
O canal de distribuiçãopode, portanto, tantotornarumaempresamaiscompetitivacomocriar um problemaque impeça o seucrescimento.
Tipos de canais de distribuição
Directo
A empresadistribui o seuprodutodirectamente para o consumidor final. Um exemploé as marcas de cosméticos que possuemredespróprias de revendedores que actuam de porta em porta.
Indirecto
Para fazer com que seuprodutochegueaoconsumidor, a empresautiliza o serviço de intermediários.
Níveis de canal de distribuição
A quantidade de intermediáriosenvolvidos no processo é o que define osníveis do canal de distribuição.
Canal de nível 0
É quando o fabricante se relacionadirectamente com o seuconsumidor final.

Canal de nível 1
Nesse canal, o fabricantevendeseuproduto para um grandedistribuidor que actuatanto no atacadocomo no varejo, ondealcançadirectamente o consumidor final.
Canal de nível 2
A indústriarepassa o produtoa um distribuidor que, porsuavez, o venderáexclusivamente para o varejo. O varejofaz a vendaaoconsumidor final.
Canal de nível 3
É o canal maistradicional, envolvendodistribuidor, representante, varejo e cliente
Tipos de distribuição
Existemtrêstiposprincipais de distribuição.
Distribuiçãoexclusiva
Ossistemas de distribuiçãoexclusivasãousadosporempresas que necessitam de canais de distribuiçãoleais, sobreosquaistenham um maiorcontrolo.
Nessesistema, a empresa e o intermediáriotêm um pacto de exclusividadesobre a venda do produto, garantindoserviços de venda e de assistênciaespecializados, com exposiçãoapropriada.
Distribuiçãoselectiva
A distribuiçãoselectiva é aquelaem que, devido à natureza do negócio, a empresaselecciona um númerorestrito de canais de distribuição.
O intuito da estratégia é valorizar o produto. Nessemodelo, sãoescolhidosapenasintermediários que ofereçam as característicasdesejadas, que sãoosmaisadequados para atingir o público-alvo da marca.
 Ex: artigoscomoroupas de grife e relógioscaros, que sãovendidosapenasemlojas de luxo.
Distribuiçãointensiva
Na distribuiçãointensiva, a estratégia da empresa visa atingir o maiornúmero de consumidores possíveis. Para isso, seuproduto é escoadopor um númeroamplo de canais de distribuição.
A distribuiçãointensiva é utilizada, sobretudo, nosprodutos que possuem um alto consumo, mas baixo valor agregado. A vendadesseprodutopodeserfeitatantoporrepresentantescomerciaisosprópriosfabricantescomoporatacadistas e distribuidores.
Entre osprodutos que contam com essetipo de distribuiçãopodemoscitarosgénerosalimentícios, as bebidas e o sistema de higiene.
Bibliografia
KOTLER, Philip;Keller, Kevinl. Administração de marketing, 14ªed. São Paulo: Pearson education,2012.
KOTLER, Philip;Armstrong. Princípios de marketing, 12ªed. São Paulo:Pearson Prentice,2007.
Introdução
Neste presente trabalho irei falar de retalhistas, onde decorrera o seu desenvolvimento a sua função, como fazer o comércio a retalho e as suas actividades também pode exercer a função importante de colectar informações sobre mercado consumidor, isso facilita a orientação nas decisões do próprio retalhista e dos seus fornecedores.
Retalhista é o elemento do canal de distribuição que vende ao cliente final.
Compra os produtos aos grossistas (ou fabricantes) servindo de elo no canal de distribuição pode ser intermediário de elo entre produtos e consumidores e tornam eficiente a troca entre ambos.
Os retalhistas s têm como principal função a prestação dos serviços ao consumidor. E Toda actividade retalhista deve ter como foco o cliente.
 O retalhista precisa ter muito bem definido o seu publica – alvo e procurar conhece-lo e encanta-lo sempre, tanque tratar de estriar relacionamento para que o cliente seja defensor da marca da empresa ou da sua loja, temos de que maneiras alternativas de pagamento, facilitando a compra para o consumidor;
O retalhista agrega valor ao produto ou serviço que comercializa e procura de forma organizada expor os produtos que auxiliam na escolha de consumidor, tornando o processo de compra mais satisfatória. Estes fazem a distribuição dos produtos de uma forma organizada e de uma variável de marketing mix das organizações, a tomada da decisão é feita no âmbito da sua eficácia.
Existem em retalhistas a forma de distribuição adequada que é muitas vezes um factor decisivo no sucesso determinado produto, é provável que influencie o seu preço e o seu valor aos olhos dos compradores.
 Não venda a retalho inclui as actividades necessários para a venda de bens e serviços directamente aos consumidores finais, que os utilizam para fins estritamente pessoais, assim a venda a retalho engloba, entre outras a venda de bens alimentares vestuários, calçado, electrodomésticos serviços financeiros artigo de mobiliário e de coração para casa etc.
E a maior venda retalho é feita em lojas de venda ao público, onde os consumidores procuram os bens e serviços que lhes interessam. Toda a via existe outras formas mais recentes de venda a retalho que englobam designada mente a venda por internet por correio, telefone e porta a porta etc.
Síntese
Durante a minha leitura entendi que os retalhistas são pessoas que fazem o comércio de produtos ou serviços de uma forma mais fácil fazendo a entrega ao consumidor, onde tem a sua principal função prestar serviços ao consumidor, onde os mesmos tentam fazer daquilo que os seus clientes gostam ou quer receber deles, os retalhistas neste comércio precisão de definir o seu mercado alvo.
Conclusão
A pois abordado o trabalho conclui que os retalhistas tem uma grande tarefa no comercio, que tornam o comercio a retalho mais facilitado para o mercado, e este faz a venda directa aos consumidores em estabelecimentos apropriados ou em lugares permitidos.
Referência Bibliográfica
 Retalhistas in Artigos de apoio infopedia
[em linha]. Porto: por Editor, 2003- 2019-10-09
[consulta, 2019 – 10 -07 16: 10: 54].
Cláudia Pinheiro; n° E6290; 20 de Maio de 2012.
Introdução
O pressente trabalho aborda o tema Grossista. O mesmo desenvolver-se-á trazendo o possível conceito, e por estar relacionado com a distribuição apresentará também aquilo que são as suas funções. Traz a explicação de funcionamento do mercado grossista, seu papel e exemplos práticos do nosso dia-a-dia no país.
Desenvolvimento
Para que o produto chegue ao consumidor final e necessário que este passe por vários canais e intermediários que operam na sua distribuição. No caso de produtos destinados aos consumidores finais os intermediários podem ser, para além do fabricante, o grossista, o retalhista e o próprio consumidor final. No caso de produtos industriais, destinados a empresas que os utilizam para o fabrico de outros produtos, estes substituem os consumidores como destinatário final dos produtos e neste processo não aparecem os retalhistas.  
Esses canais afectam naquilo que são as decisões de marketing pois a cada canal o produto tende a alterar o seu preço envolvendo compromissos a longo prazo.
No mercado existem dois (2) tipos de operadores intermediários: o grossista e o retalhista. Mas o trabalho desenvolverá apenas o tema grossista.
Grossista
Grossista ou comércio por grosso ou ainda comércio armazenista é o local físico onde são feitos ou processos de compra e venda de produtos em grande escala.
É um interveniente ou tipo de operador de distribuição geral de produtos, que vem directamente das fábricas, em grandes quantidades com objectivo de revende-los aos mercados (empresas, instituições e revendedores), ou seja, locais de venda que tenham cadastro de pessoa jurídica, a um preço mais baixo reduzido a até 50% do preço estipulado no comércio retalhista (super mercados, lojas, etc).
As empresas que adquirem produtos do grossista o fazem para revender aos consumidores finais ou para usar como matéria-prima nas suas actividades.


Distribuição - definição
Distribuição é o conjunto de todas as entidades singulares ou colectivas, que, através de várias transacções comerciais e diferentes operações logísticas, que vao desde a fase de produção até á de consumo.
Funções da distribuição
Segundo CAETANO et all (2011:184) a distribuição tem como função:
Transportar: o processo de retirada do produto do local de fabrico para o local de consumo;
Fraccionar: colocação dos produtos fabricados em porções e condicionamentos que correspondam ás necessidades dos consumidores;
Armazenar: assegurar a ligação entre o fabrico e a compra ou utilização final do produto;
Combinar: constituição de produtos combinados adaptados a situação de consumo ou utilização;
Contactar: facilitar o acesso a grupos de compradores numerosos e dispersos;
Informar: melhorar o conhecimento das necessidades do mercado e dos termos de troca da concorrência;
Promover: empurrar a venda de produtos através de acções publicitárias organizadas no local de venda.
Como funciona o mercado grossista?
Os grossistas têm muito stock de produtos e geralmente vendem em grandes quantidades a outros distribuidores. É comum a determinação da quantidade mínima a se comprar e assim oferecem a um preço mais baixo para arrecadar lucros.
Alguns grossistas vendem directamente ao consumidor final, no qual seguem a mesma técnica de determinação de quantidades para ter acesso a um preço especial.
Por outro lado, há produtores que vendem os seus produtos ao consumidor final evitando passar por um distribuidor grossista.
Porquê os fabricantes não fazem o processo de distribuição por si?
O fabricante delega a tarefa de distribuição de produtos devido o défice de recursos financeiros para o fazer directamente, pela extensão em que comercializam, pela organização logística da distribuição que tem uma grande influência na estrutura de custo do produto ou também devido à falta de lucros ao estabelecer seu próprio canal de compra final.
Outro factor que influencia a existência de canais de distribuição são a falta de viabilidade devido o impulso de valor por unidade que é baixo.
Papel do mercado grossista
O grossista traz vantagens aos restantes elementos da cadeia, tanto na base monetária como a jusante.
O grossista é o responsável fundamental pela colocação do produto á disposição do cliente nas condições adequadas;
O grossista tem o papel de reduzir o número de compradores de pequenas quantidades e que se encontrem dispersos, tornando mais racional o encontro entre entidades ofertantes e a procura dos consumidores;
Também os produtos ficam mais próximo do comprador, constituindo combinação variada e permitindo que os intermediários comprem em quantidades maiores para revender ou para o uso a um preço mais baixo e proporcionando serviços de transporte eficientes.
Exemplos
1.Se eu quiser fazer uma festa posso ir a um grossista comprar loiça, pratos, copos e colheres descartáveis num grossista para que me custe mais barato. Este caso remete-nos ao facto de obtermos um bem desejado a um preço mais baixo do que encontraríamos num super-mercado ou revendedor retalhista qualquer.
2.A CDM (Cerveja de Moçambique) é produtor da cerveja mais consumida no nosso país, e devido a dispersão dos clientes consumidores tem dificuldades de distribuição. Disponibiliza aos mercados a grosso grande proporção correspondente a 50 caixas a um preço de 18.000,00. Este por sua vez revende uma quantidade de 10 caixas ao retalhista a um preço de 4.800,00, e este também o revende para o consumidor final a um preço unitário de 50,00. Se formos a prestar atenção, a cada operador o preço aumenta, mas o produto fica mais disponível para que o comprador o encontre com facilidade.
Conclusão
Após a abordagem do trabalho cheguei a conclusão que grossista é o local físico onde se efectuam as actividades de compra e venda de produtos para fins comerciais. Este é o segundo maior distribuidor, antecede o retalhista e sucede o produtor.
O grossista comercializa seus produtos em grandes quantidades e a um preço mais baixo. O papel fundamental do grossista é trazer à disponibilidade os produtos em perfeitas condições de consumo.
Bibliografia
CAETANO, Joaquim; et all. Marketinge Comunicação em Moda: uma Nova Realidade. S/ed. Lisboa, Escolar editora: 2011.
Universidade Save ­ Extensão Maxixe
Curso: Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos
Ficha de Leitura de Noções de Marketing
Nome: Lina Neta João Chibissane
Docente: Xavier Cavilane
Tema: Ponto de Venda
_____________________________________________________________________
1.      Ponto de venda
 Com base em Kotler, é um local onde o produto é exposto de forma permanente independente da sazonalidade ou promoção em que sejam oferecidos, por tempo limitado, vantagens adicionais aos consumidores.
O ponto de venda significa qualquer tipo de estabelecimento comercial que busque convencer os seus consumidores a comprar, pode ser (online, loja virtual) ou lojas físicas.
Conforme Miranda (1997), o ponto de venda deve ser trabalhado para atender a demanda do seu público-alvo sendo assim, factores como localização do PDV o layout, a selecção de mercadorias, divulgação interna e externa, a exposição de produtos, inclusive o vitrinismo, as demonstrações e ofertas directas ao consumidor.
Podemos afirmar que ponto de venda diz respeito a todo o local usando para a venda de um determinado produto.
Exemplo: O mercado do peixe de Maputo é um ponto de venda para o peixe.
O ponto de venda também é conhecido pelo PDV é o local em que precisa garantir as melhores condições de apresentação para ter a certeza de que o seu cliente se sentirá confortável o suficiente para se concentrar apenas na decisão de vendas.
A comunicação usada nos pontos de vendas age de forma decisiva e estimulante para o consumo por tratar-se de novo cenário onde os consumidores estão cada vez mais conformados, exigentes e ponderados em relação ao tempo gasto.
Os cinco sentidos (visão, audição, tacto, olfacto e paladar) devem ser explorados para influenciar e induzir o comportamento do consumidor fazendo com que o produto tenha destaque ocasionando a rotatividade de mercadorias e a preferência do público.
Uma vez estabelecido o quê vender e para quem vender, é preciso definir como vender e assim administrar o composto metodológico de uma Empresa.
O s produtos depois de produzidos precisam chegar ao consumidor final, e por isso passam por diversos elos de cadeia de distribuição sendo importante destacar os intermediários (revendedores, transportadores e armazenadores) que fazem a ligação entre a empresa produtora e o consumidor final.
Apesar das novas tecnologias, o ponto de vendas assume um papel cada vez mais decisivo no processo de aquisição de produtos e serviços. Tem se exigido das empresas maior competência no trato directo com seus consumidores.
Tal como o treinamento do pessoal, capacitação, motivação e o uso de ferramentas como Merchandising e a promoção de vendas, o ponto de venda é mais exigido nas organizações para a obtenção dos resultados superiores.
Segundo Kotler (2002), merchandising é a actividade que procura acompanhar todo ciclo de lançamento de um produto desde a sua adequação para os PDVS (imagem, compra, volume, materiais promocionais) até o controle da sua performance mercadológica diante dos consumidores.
O merchandising é também o conjunto de esforços de comunicação realizados no ponto de venda de produtos ou em locais de uso de serviços directamente entre os consumidores.
O Merchandising contribui muito no tempo de venda pois as suas acções podem conter conjuntos com campanhas de promoção, promoção de venda.
O merchandising utiliza qualquer tipo de material impresso para comunicação básica.
Exemplo: cartazes, displays, folhetos, bandeirolas, tudo isso contendo desenhos, frases ou fotografias.
Exemplo prático: Os clubes nocturnos promovem os seus eventos com base em cartazes, panfletos e mais para o seu público-alvo.
2.      Importância da localização na escolha de um ponto de venda
A localização éum factor a considerar no momento de escolha ou identificação de um ponto de venda, e pode contribuir significativamente para o sucesso das vendas. A localização é muito importante na medida em que está directamente ligada à visibilidade do produto, um ponto de vendas bem localizado proporciona maiores chances de notoriedade do produto.
Uma boa localização proporciona também maior destaque e consequente adesão ou movimento do público-alvo ao seu ponto de venda.
Para Ugaya (1993), o ponto de venda salienta a importância da visibilidade, oferecida em cada situação, sendo as esquinas os locais mais valorizados nesse aspecto, seguidas do trecho de rua voltadas para praça, largo ou final e o começo da rua.
De facto, de nada adianta oferecer um preço diferenciado e um serviço de qualidade se os clientes nao frequentam o seu ponto de venda.
Ex: Amontagem de um ponto de vendas de produtos de makilhagem em Mavume, não terá muita aceitação porque poucas pessoas usam esses produtos, diferente de venda de água numa fronteira.
3.      Aspectos a ter em conta na implementação de um ponto de venda
3.1. Facilidade ao acesso
O ponto de venda deve ser de fácil acesso para todos, inclusive das pessoas portadoras de deficiências. Ao instituir um ponto de venda, deve se ter em conta alguns aspectos relacionados com o transporte, porque o ganho obtido ao saber tomar decisões coerentes sobre o produto pode ser perdido se não forem dedicados iguais as questões de praça, de forma especial, o respeito de onde o produto será oferecido, e como o cliente chegará até este local.
3.2. Alinhamento ao perfil do público
Neste aspecto, deve se garantir que a localização escolhida para montar o seu ponto de venda esteja de acordo com o perfil do seu público-alvo. Ou seja, o bairro, com maior concentração dos consumidores para o seu produto, os locais mais frequentados pelos seus clientes. Esses são alguns pontos que precisam ser levados em consideração.
Ex: a montagem de Uma reprografia em frente a uma escola.
3.3. Raios de distribuição geográfica da concorrência
Para esse quesito deve se fazer uma análise em torno da concorrência. Você pode fugir de ter competidores mais fortes logo em frente, quando se firmar em regiões que não concentram lojas do seu segmento. Dependendo da região, procura diferenciar o seu produto, se a loja ao lado dedica-se a venda de cosméticos, procura algo diferente, como acessórios de carros, txopela ou mesmo confeitaria, claro de acordo com o nível de estudo de mercado ou do público-alvo.
UNISAVE –Maxixe
Escola Superior de Contabilidade e Gestão
Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos
Docente: Ma. Xavier Cavilane
Ficha de Leitura da Cadeira de Noções de Marketing
Nome: Luís Alexandre Vilanculo
Referencias Bibliográficas
KOTLER, P.;. Princípios de Marketing. 12ª. ed. S.A,2010
Nº da página
Resumo
















































Redes intermediárias/ Redes de valor

As empresas actualmente devem construir e gerenciar sistemas complexos actuais de canais e redes intermediários que estão em contínua evolução.
Redes intermediárias são conjuntos de caminhos de organizações interdependentes envolvidas no processo de disponibilizar bens ou serviços aos consumidores finais.
Os intermediários de Marketing ajudam as empresas a promover, a vender e a distribuir os seus produtos para os compradores ou até aos consumidores finais.
No grupo dos intermediários de marketing encontramos revendedores, empresas de distribuição, agência de serviços de marketing e os intermediários financeiros, afirma-se que estes ajudam a empresa a encontrar clientes ou vende para eles.
Observação:Para que um produto possa chegar até aos consumidores leva diversos caminhos denominados canais de distribuição, estes por sua vez ajudam as empresas a promover distribuir e vender seus produtos.
 De acordo com Maurício Santos diz que as redes de valor caracterizam empresas que geram valores a seus clientes através da intermediação do relacionamento entre eles, isto é de forma directa ou indirecta.
As empresas seleccionam membros para rede, gereciam a comunicação e relacionamento com os mesmos, prestam os serviços adequados e mantém uma infra-estruturafísica e de informações necessária para garantir a operação do negócio com eficiência e eficácia.
Os gerenciamentos dessa rede de valor exigem que as empresas invistam continuamente em tecnologias de informação e em software.
E por sua vez os profissionais de marketing têm focado tradicionalmente a rede de valor pelo lado do cliente dotando softwares e práticas de gestão de relacionamento com o cliente.
Níveis de rede de valor
Encontramos três principais níveis de valor nomeadamente:
·         Nível 0- fabricantes: Estes vendem directo aos consumidores
·         Nível 1-Atacadistas: Os fabricantes vendem para os atacadistas que por sua vez vendem aos consumidores;
·         Nível 2-varejista: Os fabricantes vendem aos atacadistas, os atacadistas vendem para os verejistas que por sua vez vendem aos consumidores 
·         Nível 3-Consumidor: os fabricantes disponibilizam o seu produto para os atacadistas que vendem para os verejista que por sua vez vende para o consumidor,
Dentre os níveis vistos vamos ver os principais agentes do marketing
Ø  Agente de transporte: garante que o produto chegue ao consumidor final
Ø  Agentes de armazenagem:estes mantêm e organizam os produtos
Ø  Agente de processamento de pedido: fazem o atendimento directo ao cliente;
Ø  Operadores logísticos terciarizados: oferecem a parte logística para a empresa;
Ø  Agente de propaganda: divulgam o produto;
Ø  Agente financeiro:viabilizam financiamento e empréstimos
Ø  Companhias de Seguros: fazem que diminuam seus prejuízos.


Universidade Save
Cadeira: Marketing
Tema: Merchandising 
Discente: Moisés Boane Júnior
Docente: Ma. Xavier Cavilane
Introdução
Neste presente trabalho pretende-se abordar o tema Merchandising no mundo de negócio, como funciona e a sua finalidade. Também pretende trazer os possíveis conceitos do merchandising e seus respectivos elementos, explicando-os de forma detalhada ou resumida.
Merchandising
Segundo COBRA (2013; P.460) Merchandising é um conjunto de operações tácticas efectuadas no ponto de venda, para colocar no mercado o produto ou serviço certo, no lugar certo, na quantidade certa, no preço certo, no tempo certo, com o impacto visual adequado e na exposição correcta.
De acordo com o autor acima citado Merchandising seria o conjunto de acções promocionais feitas para colocar o produto certo na hora certa e no lugar certo para atrair os consumidores.
Elementos do conceito de Merchandising
A - Produto ou serviço certo – um produto ou serviço certo pode ser dito adequado quando atende os seguintes requisitos:
1.      Qualidade intrínseca diz respeito as expectativas de desempenho, durabilidade, funcionamentos e adequação ao tipo de uso ou consumo a que se destina.
Exemplo; ausência de defeitos, perdas, adequação ao uso, erros ou falhas, presença de características que interessam o cliente, entre elas confiança e previsibilidade.
2.      Utilidade do produto ou serviço refere se a outras características, alem das físicas, os benefícios que terão os consumidores ao comprarem o produto ou serviço.
Exemplo: os anúncios que agente vê na TV: comprem o sabão em pó contem o exclusivo removedor, elimina as manchas da sua roupa.
1.      Benefícios
As pessoas compram o que os produtos ou serviços fazem associadamente ao que elas querem ou esperam que o produto ou serviço faca por elas.
Exemplo: o comprador de relógio não compra apenas as horas certas, compra também a garantia de status social decorrente de um modelo de estilo exclusivo ou de moderno, ou que apresente outras funções múltiplas: um calendário, uma calculadora e um rádio.
2.      Identificação
O produto certo precisa ser destacado de seus concorrentes no ponto de venda, seja pelo estilo diferente, seja pela marca, seja pela embalagem, seja pelas próprias características.
Exemplo: a roupa que agente compra na pep.
B – O Lugar certo
Para planejar a colocação do produto certo no lugar certo, objectivando maximizar o lucro nas vendas, é preciso considerar os seguintes requisitos:
1.      Área mercadolologica
Significa determinar o raio geográfico dentro do qual um produto pode ser colocado a venda com retornos compatíveis e com os investimentos de produção e de distribuição realizados.
Exemplo: abrir uma empresa num lugar onde há competitividade para realizar as necessidades dos consumidores.
2.      Zonas metodológicas
3.      Significa especificar os limites geográficos no sentido amplo, compreendendo as indústrias instaladas, as pessoas e seus modos de vida, bem como as considerações de clima.
Exemplo: estudar as empresas instaladas e as pessoas que lá se encontram para poder instalar a sua empresa.
4.      Estilo de vida
As diferenças estilo de vida são também importantes nas chamadas zonas metodológicas geográficas.
Exemplo: O hábito de vida da Maxixe é diferente de Gaza e do Maputo, é mais parecido com o do Inhambane céu.
5.      População
O número de habitantes por sexo, classe socioeconómica, faixa etária e o número de nascimentos e de mortes são dados vitais para estratégia segmentação de mercado.
Exemplo: antes de abrir um negócio fazer um estudo da população que reside no local onde pretende fazer um negocio.
CLocalização do ponto de venda 
1.      Ambiente doméstico quando é visitado por vendedor ou recebe uma mala directa oferecendo produtos ou serviços
2.      Campo quando é abordado na rua por vendedores ambulantes;
Exemplo: as pessoas que vendem roupa nas ruas da cidade.
3.      O local de trabalho do comprador quando se recebe na empresa a visita de um vendedor de seguro, de livros etc.
Exemplo: aquela pessoa que vem nas nossas casas nos vender, tomate, roupa, couve etc.
4.      O local de trabalho de vendedor quando se vai ao encontro de vendedor de automóveis, supermercados etc.
Exemplo: É quando agente vai ao mercado ou nas lojas comprar um produto.
D- Ponto de apresentação
O comprador potencial pode ser atingido por diversas maneiras:
1-      Vendas através de máquinas
Exemplo: comprar cigarros, jornais, revistas, chocolate, refrigerantes, através de máquinas que accionam mediante o uso de moeda.
2-      Venda atráveis de férias, salões, convenções, lojas e outros esses meios de venda constituem uma táctica de incrementar a procura do produto e seus usos aplicações. Essa prática tem crescido tanto que é comum.
Exemplo: fábricas de tecidos e confecções treinarem seus vendedores.
D- Densidade da representação
1-      Distribuição exclusiva ocorre quando se vende com exclusividade um produto através de um único canal de distribuição, isto é, apenas um ponto no mercado tem exclusividade de venda.
Exemplo: distribuir o seu produto independentemente do preço ou categoria do produto em destaque.
2-      Distribuição selectiva é usada para trabalhar unicamente com canais de distribuição especialmente seleccionados para a venda de certos produtos, por exemplo, revendedores de automóveis e distribuidores de máquinas e equipamentos escolhidos em conformidade com o potencial económico de áreas geográficas definidas.
Exemplo: artigos como roupa de grife e relógios caros, que são vendidos em lojas de luxo.
3-      Distribuição geral tipo de cobertura horizonte de mercado em que se pratica a venda através de todo e qualquer ponto de venda.
Exemplo: a distribuição de peixes, que são colocados a venda em bares, restaurantes, supermercados etc.
Conclusão
Após abordagem do trabalho concluiu-se que o merchandising é o panejamento de actividades que se realizam em estabelecimentos comerciais, principalmente nas lojas de auto-serviço, como parte do complexo mercadológico de bens de consumo, apresenta-los de maneira adequada a criar ânimo de compra na mente dos consumidores.
Referencias Bibliográfica
COBRA,Marcos. Marketing Básico. 4ª Ed. São Paulo: Atlas. 2013.
Universidade Save-Maxixe
Curso:Gestão de Reclusos Humanos
Doente:Ma. Xavier Cavilane
Descente:CândidaSílvia A Murace
Logística
O crescimento dos mercados globais, o aumento da competitividade e as influências de tecnologia, obsolescência e a modernidade estão causando significativos impactos na rotina das organizações
Manter um bom relacionamento com os clientes é, hoje em dia, um fundamento básico no mundo dos negócios. É através da manutenção de uma carteira de clientes fiéis que uma empresa pode minimizar a dependência de estar continuamente conquistando novos clientes, numa frenética luta com um número cada vez maior de concorrentes. Esta acirrada perseguição a novos clientes tem aumentado dramaticamente os custos de marketing e, por esta razão, seguidamente ouvimos falar que manter os clientes conquistados sai mais barato do que atrair clientes novos. Diante disso darei continuidade falando da logística dentro da distribuição.
Segundo Kotler e Keller (2006) o marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais, sendo definido de uma maneira simplista pelo autor, como uma forma de suprir necessidades lucrativamente.
Neste sentido, Casas (2007, p.15) menciona que: Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as actividades concernentes às relações de troca, orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores, visando alcançar determinados objectivos da organização ou indivíduo e considerando sempre o meio ambiente de actuação e o impacto que estas relações causam no bem-estar da sociedade.
Na perspectiva de Christopher (1997), logística é o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados através da organização, de modo a maximizar a lucratividade presente e futura através do atendimento dos pedidos a baixos custos.
Sendo este pensamento podemos afirmar que o raio de actuação da logística estende-se por toda a organização, do gerenciamento de matérias-primas até a entrega do produto final.
Segundo os conceitos assim supracitado podemos dizer que Marketing e a Logística trabalham juntos, enquanto o primeiro desenvolve produtos e se preocupa com as vendas provenientes da elaboração de campanhas, o segundo faz a gestão dos meios de distribuição dos bens. Tanto a Logística e a Marketing ambas se preocupam com o perfeito atendimento das necessidades impostas.
Objectivo da Logística
Segundo Ballou, Ronald. H, os objectivos da logística são:
·         Fazer com que produtos e serviços, sejam entregue a pessoa certa no local combinado e a um preço justo;
·         Atender aos requisitos do cliente.
 Como podemos observar à logística se preocupa com o perfeito atendimento das necessidades dos clientes sem onerar demais as operações considerando os custos, mas mantendo o controlo desses, pois, a logística é o processo de planeamento, implementação e controle do fluxo e armazenagem eficientes e de baixo custo de matérias-primas, estoque em processo, produto acabado e informações relacionadas, desde o ponto de origem até o ponto de consume.
Philip Kotler citado por Oliveira (2010) diz:  Muitas empresas definem seu objectivo para a logística de mercado como levar os produtos certos, no prazo combinado, com o mínimo custo. Infelizmente, esse objectivo proporciona pouca orientação prática, uma vez que nenhum sistema de logística de mercado pode simultaneamente maximizar o atendimento aos clientes e minimizar o custo de distribuição, pois, um atendimento excelente ao cliente implica estoques elevados, transporte especial e vários depósitos, factores que aumentam os custos de logística de Mercado.
É notório que a logística está dedicada ao planeamento e execução das actividades logísticas associadas com a entrega de produtos. Mesmo quando o assunto é serviço ao cliente, mais atenção é dedicada aos aspectos do relacionamento entre fabricantes, distribuidores e clientes finais, enfatizando atributos como redução e cumprimento de prazos de entrega, disponibilidade de produto, apoio na entrega física, informação sobre o status do pedido e outras necessidades de atacadistas e varejistas, do que aos aspectos relacionados com a manutenção e conservação de produtos anteriormente vendidos.
Referrencias Bibliograficas
BALLOU, Ronald H. Autor 1 Transportes, administração de materiais e distribuição física: Logística Empresarial. 1ª Ed. Edição Brasil: Local de publicação Atlas, Editora 2007.
CASAS, A. L. L.,  Marketing de serviços. 5ªEd. São Paulo: Atlas, 2007, 257p.
KOTLER, P. KELLER, K. L.,  Administração de marketing.  12ª Ed. São Paulo: Pearson Hall, 2006.  750p.
OLIVEIRA, Francisco, Técnicas de Logística: Analista de redes sociais nas empresas. 1ªEd.São Paulo, 2010.