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terça-feira, 25 de junho de 2019

Métodos statísticos


INTRODUCAO

O presente trabalho surge na sequência das constatações havidas durante as aulas tidas na cadeira de probabilidades e métodos estatísticos.
De referir que vai se falar sobre a história do surgimento, o seu objecto de estudo bem como a sua importância no curso de engenharia civil, vai se falar da sondagem e seu exemplo, de tipos de variáveis e definição de alguns métodos.
O componente trabalho visa a fornecer embasamento teórico e
prático para tratar as informações obtidas em uma pesquisa de forma correcta, fornecendo o
suporte necessário para auxiliar a gestão pública e a compreensão de factos sociais e económicos.Inicia-se com a abordagem dos conceitos básicos, na sequência são apresentadas astécnicas para organização e análise de dados.
Na expectativa de que o presente componente se constitua em importante
subsídio para a futura actuação profissional, fornecendo embasamento para
tratar e analisar correctamente as informações.

            OBJECTIVOS
            Objectivo geral
·         Compreender o que é Estatística e seus conceitos básicos.
            ObectivosEspecificos
·         Conhecer onde se aplica os Métodosda  Estatísticos.
·         Interpretar os conceitos das variáveis,
 Números índices
De acordo com Willian J. Stevenson, os números-índices são usados para indicar variações relativas em quantidades, preços ou valores de um artigo, durante dado período de tempo. (p. 396, 1995)
São expressos em termos percentuais e, também, têm certas características em comum, sendo uma delas, as razões de quantidade no período corrente para as quantidades no período-base.
NOTAÇÃO
Cada índice será representado pela letra “I” e terá como sub-índice a inicial do nome. Este nome geralmente está associado com a pessoa que propôs a fórmula ou, então, com a maneira de obtenção desta fórmula. Suponha-se que:
p0 = preço de um determinado artigo na época base (época “0”).
q0 = quantidade de determinado artigo na época base (época “0”).
pt = preço de certo artigo numa época diferente da época base (época “t”)
qt = quantidade de certo artigo numa época diferente da época base (época “t”).
1-ÍNDICES (DE PREÇOS) SIMPLES
Os índices simples são caracterizados por envolverem apenas os preços e não as quantidades consumidas de cada produto levado em consideração. 
ÍNDICE ARITMÉTICO
É a média aritmética dos relativos, de cada produto, calculados em relação à época base.

É um índice muito fácil de ser calculado, mas que apresenta a desvantagem da média aritmética, que é a de sofrer a influência de valores extremos, isto é, grandes variações nos preços de um único produto. É um índice que não é reversível e nem transitivo.
1.1-ÍNDICE GEOMÉTRICO
É a média geométrica dos relativos de cada produto, calculados em relação à época base.
  
O índice geométrico simples costuma também ser definido através da média aritmética dos logaritmos dos relativos, i.é, o índice geométrico é um índice aritmético, só que dos logaritmos dos relativos ao invés dos relativos. Este índice é reversível e transitivo.
1.2-ÍNDICE HARMÔNICO
É a média harmônica dos relativos, ou ainda, é o inverso da média aritmética dos inversos dos relativos.
 
O índice harmónico da mesma forma que o aritmético não é nem reversível e nem transitivo.
1.3-ÍNDICE MEDIANO
O índice mediano é obtido através da mediana dos relativos.

A vantagem deste índice é a de não ser influenciado por variações extremas de preços de um único produto. Uma desvantagem é que é necessário ordenar os relativos para obtê-lo. Este índice não é reversível e nem transitivo.
1.4-ÍNDICE AGREG ATIVO SIMPLES (OU ÍNDICE DE B RADSTREET)
É o mais antigo dos números índices e é obtido pela proporção entre a variação na época actual e a época base.
Este índice é reversível e é transitivo.


 2-ÍNDICES DE PREÇOS PONDERADOS

Para que o índice se torne mais realista, uma vez que é sabido que os produtos não são todos consumidos em igual quantidade, é necessário ponderar cada artigo participante do índice. Essa ponderação, normalmente, é realizada pelas quantidades consumidas, obtidas através de uma amostragem probabilística.. Desta forma, se “qi” é a quantidade consumida, produzida, vendida, de determinado artigo, pode-se utilizar no índice, o valor absoluto “qi” ou então seu valor relativo αi = qi / Σqi, de tal modo que, Σ αi = 1 = 100%.
2.1-ÍNDICE ARITMÉTICO PONDERADO
É a média aritmética dos relativos, de cada produto, ponderado pela quantidade α.
2.2-ÍNDICE GEOMÉTRICO PONDERADO
 É a média geométrica dos relativos de cada produto, ponderados pela quantidade α.
 
pois a soma dos valores de α é igual a “um”.
2.3-ÍNDICE HARMÔNICO PONDERADO
É a média harmónica dos relativos, ou ainda, é o inverso da média aritmética dos inversos dos relativos, ponderada pelas quantidades α..
2.4-ÍNDICE AGREG ATIVO PONDERADO
É o quociente entre o produto das quantidades pelos preços da época atual e o produto das quantidades pelos preços da época base.
3-ÍNDICES ESPECIAIS (AGREGATIVOS PONDERADOS)
São índices do tipo agregativo onde as ponderações são executadas pelas quantidades da época base ou da época atual, ou ainda de outras formas. Esses índices são conhecidos, normalmente, pelos nomes dos seus formuladores.
3.1-ÍNDICE DE LASPEYRES
A fórmula de Laspeyres, também chamada de método ou processo do ano-base, propõe um índice agregativo ponderado em relação as quantidades dos artigos no ano-base.
A expressão de Laspeyres também pode ser considerada como média ponderada dos relativos, cujos pesos são representados pelo valor total (v0 = p0.q0) das mercadorias ou serviços consumidos no período base.
 
Nesta expressão pode-se observar que se um produto tem seu preço, por exemplo, dobrado em relação a média dos restantes, a quantidade cai pela metade, pois o valor total (v0 = p0.q0) permanece constante.
Propriedade do Índice de Laspeyres
Ø  O índice de Laspeyres não é reversível, pois:
Ø  O índice de Laspeyres não satisfaz o critério da inversão dos fatores, isto é, o Por índice de valor entende-se a quantidade:                                               
caso poderia ser
Ø  O índice de Laspeyres não é transitivo, pois: 
3.2-O ÍNDICE DE PAASCHE
A expressão do índice de Paasche, fornece um índice do tipo agregativo de preços, ponderado pelas quantidades consumidas na época atual (t). :
A expressão do índice de Paasche pode ser considerada como uma média ponderada de relativos, cujos pesos são representados pelo produto dos preços no ano base multiplicados pelas quantidades na época “t” (p0.qt) :
Propriedade do Índice de Paasche
Ø  O índice de Paasche não é reversível, pois:
Ø  O índice de Paasche não satisfaz o critério da inversão dos fatores, pois:
 
Ø  O índice de Paasche não é transitivo, pois:
RELAÇÃO ENTRE OS ÍNDICES DE LASPEYRES E PAASCHE
Os resultados obtidos aplicando-se os índices de Laspeyres e Paasche a um mesmo conjunto de preços e quantidades são, em geral, diferentes, pois, normalmente, as quantidades da época base e da época atual não são as mesmas. Paasche e Laspeyres forneceriam os mesmos resultados se as quantidades da época “0” e da época “t” fossem proporcionais, isto é, se     qt / q0 = k  (constante), ou seja, qt = kq0, então se teria:
 
O ÍNDICE DE FISCHER
Irving Fisher propôs a seguinte fórmula:
Propriedades do índice de Fischer
Ø  O índice de Fischer é invisível, pois:
Ø  O índice de Fischer satisfaz o critério da reversão dos fatores, pois:
Ø  O índice de Fischer não é transitivo, pois:
Comprova-se, desta forma, que o índice de Fischer satisfaz as propriedades de Inversão e de Reversão.
O ÍNDICE DE MARSHALL-EDGEWORTH
 O índice de Marshall-Edgeworth é um índice do tipo agregativo, onde as ponderações são dadas pela média entre as quantidades da época base e da época atual, ou seja, a ponderação é executada pela quantidade (q0 + qt) / 2.
O índice de Marshall-Edgeworth é o quociente entre a soma dos numeradores de Laspeyres e Paasche e a soma dos denominadores destes mesmos índices.
 Propriedades do índice de Marshall-Edgeworth
Ø  O índice de Marshall-Edgeworth é inversível, pois:
Ø  O índice de Marshall-Edgeworth não satisfaz o critério da reversão dos fatores, pois:
Ø  O índice de Marshall-Edgeworth não satisfaz a propriedade circular, pois:
Ø 


OUTROS ÍNDICES
Índice de Drobish
Drobish propõe um índice baseado na média aritmética entre os índices de Laspeyres e Paasche.
Índice de Yong
Yong propõe um índice baseado em quantidades fixas, que podem ser as da época base(Laspeyres) ou de outra época qualquer.
Índice de Keynes
É um índice do tipo agregativo ponderado onde as ponderações são executadas pelas menoresquantidades entre q0 e qt.
SÉRIES DE ÍNDICES - BASE MÓVEL E BASE FIXA
Uma série de números índices, da mesma forma que os relativos, poderá ser construída deduas maneiras: base móvel e base fixa.
 BASE FIXA
Neste caso escolhe-se um período determinado (normalmente uma média de dois ou trêsperíodos) e toda a série é construída tendo como comparação este período fixado. Assim se o período fixado for o “0” a série de índices será: I(0, 1), I(0, 2), I(0, 3), ...., I(0, n)  
Qualquer comparação para ser válida só poderá ser feita com o período base, a menos que o índice utilizado tenha as propriedades de inversão e circularidade.
BASE MÓVEL
Neste caso a base é alterada de período para período, isto é, a base é sempre o períodoanterior. Assim se os períodos considerados forem de 0, ..., n, a série de índices será: I(0, 1), I(1, 2), I(2, 3), ..., I(n-1, n)
A comparação somente poderá ser efetuada com o período imediatamente anterior. Qualquer outro tipo de comparação exigiria a construção de um índice encadeado.
I(0, 1) = I(0, 1)
I(0, 2) = I(0, 1) . I(1, 2)
I(0, n) = I(0, 1) . I(1, 2) .... I(n-1, n)
Os índices obtidos desta forma somente serão iguais aos obtidos através de uma base fixa,
MUDANÇ A DE BASE NA PRÁTICA
Na prática a mudança de base para números índices é executada da mesma forma que pararelativos, ou seja, através de uma simples proporção. Este critério será válido se o índice sendo utilizado for circular.
APLICAÇÕES DOS NÚMEROS ÍNDICES
Os números índices são importantes para assinalar a velocidade com os preços mudam e desta forma para indicar as taxas de inflação, desemprego, exportação. No entanto, as duas principais aplicações dos números índices são a deflação e a correção monetária.
DEFLAÇÃO
Em Estatística, entende-se por deflação o processo que visa corrigir a perda do poder aquisitivo da moeda, ocasionado pela elevação dos preços dos bens ou serviços. Assim, escolhendo-se uma fórmula como Índice Geral de Preços (IGP), pode-se definir o valor real da moeda (VR) como sendo o quociente: VR = 1 / IGP
Tomando-se como referência um Índice de Preços ao Consumidor (IGP), as vendas reais (VR) seriam:
Vendas reais = Vendas Nominais / IGP ou VR = VN / IGP
Para os salários ter-se-ia: Salário real = Salário nominal / IPC ou SR=SN/IPC

CORREÇÃO MONETÁRIA

A correção monetária (CM) é a operação oposta à deflação, pois ao invés de expressar osvalores em relação ao valor da moeda da época base do índice utilizado como deflator ela traz os valores para a época atual, ou seja, é feita a atualização dos valores através de um coeficiente de correção monetária (CCM).O coeficiente de correção monetária para o período t1 é obtido através da relação: CCM = Índice do período “t” / Índice do período “t1”, para    t1 = 0, 1, 2, ...., t.

BIBLIOGRAFIA
STEVENSON, Willian J.. Estatística Aplicada à Administração. São Paulo: Harph & Row do Brasil, 1981.



domingo, 28 de abril de 2019

NFLUÊNCIA DA ARTE AFRICANA NA ARTE MODERNA




ÍNDICE

1.INTRODUÇÃO.. 3

1.1.Objectivos. 3

1.1.1.Geral 3

1.1.2.Específicos. 3

Arte Africana. 4

Arte moderna. 5

2.INFLUÊNCIA DA ARTE AFRICANA NA ARTE MODERNA.. 6

2.1.Movimentos da arte moderna influenciados pela arte africana. 7

2.1.1.Cubismo. 7

2.1.2.Fauvismo. 15

Conclusão. 20

Referência bibliográfica


1.INTRODUÇÃO

As artes da África que se vê nos livros e colecções são produtos desenvolvidos ao longo dos séculos. Sejam esculpidos, fundidos, modelados, pintados, trançados ou tecidos, os objectos da África mostram a diversidade de técnicas artísticas que eram usadas nesse continente imenso, e nos dão a dimensão da quantidade de estilos criados pelos povos africanos, onde que esta mesma arte deu uma grande influencia na arte moderna.
O trabalho aborda acerca da influência da arte africana na arte moderna, onde o grupo procurou pesquisar o tema, e que durante a pesquisa conseguimos notar algumas influência que a arte africana trouxe na moderna, que está plasmado no trabalho. A organização da mesma esta concebida da seguinte maneira: introdução, desenvolvimento e conclusão.

1.1.Objectivos

1.1.1.Geral

Ø  Conhecer as influências da arte africana na arte moderna.

1.1.2.Específicos

Ø  Identificar os movimentos da arte moderna que foram influenciados pela arte africana;
Ø  Analisar as obras concebidas na arte africana e na arte moderna.








Arte Africana

A arte africana é um conjunto de manifestações artísticas produzidas pelos povos da África negros ao longo da história, e teve como característica de representar os usos e costumes das tribos africanos e seu objecto de arte era funcional ligado ao culto dos antepassados profundamente voltado ao espírito religioso, elas chamam atenção pela sua forma estética e os simples objectos de uso de arte e a escultura foi uma forma de arte muito usado pelos africanos. O material mais usado era ouro, bronze, marfim, barro e madeira como matéria-prima.

Fig1.escultura africana

Arte moderna

É um termo que se refere as expressões artísticas surgidas no final do século XIX que se estenderam até a metade do século XX, e tinha como característica romper com os padrões antigos buscando constantemente novas formas de expressão, e para isso utilizavam recursos como cores vivas, figuras deformadas, cubos e cenas sem lógicas.

Fig.2: Escultura do período moderno.

As produções africanas, em território europeu revolucionaram a arte moderna ocidental que buscava uma inserção de novos estilos que difundissem e destacassem o trabalho artístico no início do século XX, período que artistas europeus desenvolveram novos géneros inspirados nas formas e expressões. Além disso, serviu para estilizar as reproduções a partir das características da arte negra

Os objectos que foram levados dos países da África para Europa, além de serem preservados pelos museus etnológicos, serviram também de influência para a renovação dos estilos artísticos. Cabe dizer que obras como máscaras, adereços, esculturas, objectos pessoais, tinham funções bem distintas do deleite e da contemplação. ALENCASTRO2000. pp.77-116.

Os ocidentais há muito compreendem a arte Africana como "primitiva". O termo carrega consigo conotações negativas do subdesenvolvimento e da pobreza. Colonização e o tráfico de escravos na África durante o século XIX configuraram uma compreensão ocidental que dependia da crença de que na arte Africana faltava capacidade técnica, devido ao seu baixo nível sócio-econômico. No início do século XX, artistas como Picasso, Matisse, Vincent van Gogh, Paul Gauguin e Modigliani tornaram-se ciente, e inspirados por, arte Africana.
A arte Africana demonstrou o poder de formas extremamente bem organizadas; produzindo não só por responder à faculdade da visão, mas também, e principalmente, muitas vezes, a faculdade da imaginação, emoção e experiência mística e religiosa. Estes artistas viram na Arte Africana uma perfeição formal e sofisticação unificada com poder expressivo fenomenal.
O estudo e resposta a arte Africana, por artistas no início do século XX facilitou uma explosão de interesse na abstracção, organização e reorganização das formas, e a exploração de áreas emocionais e psicológicos até então invisíveis na arte ocidental. Por estes meios, o estado da arte visual foi mudado. A Arte deixou de ser apenas e principalmente estético, mas tornou-se também um meio válido para o discurso filosófico e intelectual, e, portanto, mais verdadeira e profundamente estético do que nunca.

2.1.Movimentos da arte moderna influenciados pela arte africana

Hoje sabemos que a Arte Africana influenciou no surgimento da Arte Moderna na Europa Ocidental. Os objectos da produção estética africana sugerem formas imateriais e não cópias de elementos da natureza nessas obras, forma e conteúdo estão intimamente ligados.
A motivação para criar formas por prazer, pelo gozo de contemplá-las, desafiando o ser humano a dominar a matéria representou uma actividade fundamental desde a pré-história. A Arte Rupestre, feita em cavernas, é uma comprovação desse fato. E, no continente africano existem vários locais onde se encontram a Arte Rupestre
Muitas artes africanas contemporâneas emprestado pesadamente de antecessores tradicionais. Ironicamente, essa ênfase na abstracção é visto pelos ocidentais como uma imitação de artistas europeus e americanos cubistas, como Pablo Picasso, Amedeo Modigliani e Henri Matisse, que, no início do século XX, foram fortemente influenciados pela arte tradicional Africana.

2.1.1.Cubismo

2.1.1.1.Pintura

Pablo Picasso (1881-1973), um dos precursores do Cubismo começou a desenvolver o estilo a partir de visitas a uma exposição de Arte Africana, no Museu do Homem de Paris, em 1905.O trabalho exposto causou uma forte impressão no artista, especialmente as máscaras, o que fez com que ele procurasse retratá-las em suas pinturas.
As máscaras, carregadas de significados sagrados, mas também pela simplificação das formas, tornaram-se referência para alguns artistas do Modernismo, em especial para Picasso, que, influenciado por elas, inaugurou uma nova fase da sua obra, o que alguns estudiosos denominam como cubismo. O rosto das figuras exibe ao mesmo tempo o perfil e a frente como nas máscaras africanas em que Picasso se inspirou e o olhar delas ganha poderes hipnóticos. Com a disposição das figuras em planos influenciado por Paul Cézanne, mostra mais de um ângulo de visão. Este período foi fundamental para a evolução do modernismo ocidental em artes visuais, simbolizada pela descoberta de Picasso na pintura "LesDemoiselles d'Avignonˮ.
A multiplicidade de formas das máscaras e das esculturas africanas, contrapondo-se como uma enorme riqueza de possibilidades ao monótono rosto tradicional que, até meados do século XIX, foram impostos pelo naturalismo europeu, bem como a possibilidade de vincar as feições faciais, fragmentando a face ou reconstruindo olhos e boca – tudo isto foi reapropriado artisticamente pelo cubismo para os seus próprios propósitos – e, depois, introduzido em uma pintura que logo passaria a investir na bidimensionalidade ou também na possibilidade de mostrar uma imagem através de uma multiplicidade simultânea de perspectivas.
Os antigos egípcios, tal como atestam as pinturas que chegaram até o período moderno, bem conservadas pelas paredes das Pirâmides, precederam os cubistas na ideia de representar uma figura a partir de diversos ângulos e perspectivas simultâneos, decompondo a imagem de uma forma muito peculiar.
Já é característica inconfundível da arte egípcia esse padrão de representação da figura humana e de objectos diversos que apreende figura a partir de diferenciadas vistas: Uma multiplicação do espaço a partir de diversas perspectivas, agora expostas simultaneamente como nunca fora tentado pela arte ocidental, mostra-se como uma conquista do cubismo que, não obstante, já fora, de certo modo, percorrida há milênios pela arte dos antigos egípcios.
Arte africana influenciou muitos movimentos artísticos ao longo da história.  Mesmo fundador do movimento cubista foi fortemente influenciada por esta forma esteticamente diferente de expressão cultural. Picasso se permitiu criar ainda outro movimento dentro do movimento cubista em que a cultura Africana e arte podem ser muito apreciadas.
Fig.3:Picasso. Arlequin, 1915. Óleo sobre tela. 183 x 105,1 cm.


As características da arte africana tinham feito o seu caminho em muitas pinturas do período cubista e entre outros. Quando se examina o movimento artístico europeu do cubismo, fundada principalmente por Pablo Picasso, pode-se encontrar muitos temas adaptados de arte africana. O cubismo tem seu surgimento no século XX e é considerado o mais influente deste período.

Com suas formas geométricas representadas, na maioria das vezes, por cubos e cilindros, a arte cubista rompeu com os padrões estéticos que primavam pela perfeição das formas na busca da imagem realista da natureza. A imagem única e fiel à natureza, tão apreciada pelos europeus desde o Renascimento, deu lugar a esta nova forma de expressão onde um único objecto pode ser visto por diferentes ângulos ao mesmo tempo.
Nesta obra, temos tanto referências às máscaras, como às esculturas africanas. O rosto da mulher que se situa na extremo-esquerda é um “rosto-máscarado”, e os rostos retalhados das duas mulheres à esquerda são referências muito claras às esculturas africanas.
Alguns autores também assinalam que existem referências às convenções faciais das esculturas ibéricas nas duas mulheres que ocupam o centro da tela.
Fig.6:Picasso, LesDemoiselles d’Avignon, 1907. Óleo sobre tela. 243,9 x 233,7 cm.

Modigliani, Concomitantemente à escolha de seu padrão escultórico preferidoem meio ao repertório africano, esse singular alongamento dos rostosvai interferindo também na sua pintura. Dessa forma, sob as camadasmais visíveis da pintura de Modigliani – a um só tempo elegante,recatada e misteriosa – pulsa, na verdade, uma matriz escultural africanaque entra em perfeita sintonia com seu espírito inovador.
Fig.7:Modigliani, Mulher com Gravata, 1917.

2.1.1.2.Escultura

Brancusi (1856-1957), um dos principais escultores de tendência cubista, pôde apropriar-se das talhas em madeira África (mas também da Oceânia), para idealizar e concretizar um tipo de escultura inédito na civilização europeia, em que o monólito é reduzido a uma simplicidade arquetípica que não mais se restringe à massa sólida e às tradicionais formas humanas e animais. Da mesma forma, as cabeças africanas, oriundas da arte Ife, permitiram que ele pudesse radicalizar uma experiência de simplificação da forma ovóide, sugerindo-a representação de rostos reclinados mas acrescentadas de um diálogo com efeitos de reflexo da luz sobre o bronze. Essa série culminacom a famosa peça escultórica denominada O Começo do Mundo (1924),passando por outras, como A Musa Adormecida.
Fig.8: Escultura africana da Nigéria
 Fig.9:Brancusi, A Musa Adormecida

Modigliani, que foi imediatamente atraído pelas esculturas e estatuetas de rostos alongados e ele mesmo produziu, a partir de 1908, esculturas próximas de alguns estilos africanos.Basta citar uma conhecida Cabeça de 1913, hoje na Galeria Tateem Londres em que, a partir de incisões bem rasas em blocos decalcário, vemos ser delineada a fisionomia de uma cabeça, mostrando uma arte na qual Modigliani lança mão do desenho para gravar na pedra uma linguagem essencialmente primitivista.
Fig.10:Modigliani1913. Pedra. 62,8 x 17,7 x 35,4 cm.
Pablo Picasso mesmo criou algumas esculturas no estilo africano por sua própria conta no mesmo ano dasDemoiselles.
Fig.11:Madeira. 35,2 x 12,2 x 10,5 cm. Museu Picasso,Paris

As máscaras negras ritualísticas influenciaram directamente a pintura cubista, através de Picasso, o que autoriza, a arte negra, conjuntamente com a abstracção proveniente de Cézanne, constituiu-se em um dos dois pilares desse movimento que revolucionou a arte moderna.

2.1.2.Fauvismo

2.1.2.1.Pintura

Uma das primeiras correntes da arte moderna a se interessar directamente pela possibilidade de aprender com as manifestações artísticas africanas foi a dos fauvistas, sobretudo a partir de Henri Matisse.
Da mesma forma, ele também assimilaria muito expressivamente essa outra alteridade que adentra o espaço da modernidade com especial vigor: a africana.
Sob influência da pintura de Paul Gauguin, o fauvismo  surge em Paris em 1905, com Henri Matisse, Maurice Vlaminck, RaoulDufy e André Derain. Com cores vivas, muitas vezes saídas directamente dos tubos de tinta, e composições frenéticas, a pintura fauvista exalta o instinto em lugar da razão.
Henri Matisse (1869-1954), pintor e escultor francês começa a pintar só por volta de 1890. Seus primeiros trabalhos retratam interiores e naturezas-mortas; depois é influenciado pelos pós-impressionistas e adopta o fauvismo.
Também a cerâmica negra atraiu os fauves. Algumas peças que Matisse recolhera em uma viagem à Argélia passaram a servir de modelos para algumas de suas naturezas-mortas. São peças que se destacam pela simplicidade decorativa, e a sua inclusão, como motivos para serem pintados entre outros objectos, possui a finalidade de introduzir o decorativo dentro do decorativo.
Um exemplo pode ser encontrado na Natureza Morta com Cebolas Rosadas (1906), que dispõe em uma mesa três cerâmicas argelinas e algumas cebolas. Neste caso, os próprios elementos decorativos inseridos dentro das figuras de cerâmicas passam a actuar “decorativamente” com os demais componentes do quadro: as cebolas, o tampo da mesa e os próprios jarros africanos – tudo isto apresentado de maneira deliberadamente primitivista, no sentido artístico que primitivo assumiria param os artistas modernos.
O movimento fauvista  na sua curta duração que vai de 1904 a 1907 – pode ser considerado, enfim, o grande precursor da assimilação das formas e dos recursos expressivos africanos pela arte moderna. Depois disto, cada um dos seus integrantes parece seguir um rumo bem diferenciado, e já não será possível falar propriamente em um movimento fauvista. Mas a verdadeira assimilação da alteridade africana – como uma espécie de moda que se estende irresistivelmente por toda a Europa – estava apenas nos seus primórdios.
Fig.12:Matisse, Natureza Morta com Cebolas Rosadas, 1906

2.1.2.2.Escultura

A escultura matissiana é especialmente inspirada na estatuária africana particularmente a partir de algumas peças que o artista francês adquirira em 1906 e revela-se aí um dos gêneros através dos quais as diversas formas de expressão africanas puderam penetrar mais decisivamente na arte moderna. O outro gênero, que mais adiante veremos ter incidido directamente sobre a pintura cubista de Picasso, foi a arte das máscaras ritualísticas.
Essas máscaras não apresentavam rostos humanos de acordo com a harmonia da estética grega, mas sim transgressões dessa harmonia, utilizando o alongamento do rosto, a fusão de sobrancelha e nariz, o aumento de olhos e boca. As múltiplas possibilidades dos traços humanos representados nas máscaras africanas reflectiam então a forma humana, de inúmeras perspectivas. 
Enquanto na sociedade ocidental a arte africana era utilizada como inspiração e um novo meio de expressão dos artistas, na sociedade africana, as máscaras e esculturas eram utilizadas em ocasiões cerimoniais. A arte africana em seu contexto original era mais atrelada à religião do que à arte em si, também servindo como meio de expressão da identidade de um povo específico.


Fig.13:Escultura,africana
Fig.14:Escultura moderna (Matisse)
                                                                                        

Fig.15: Escultura na arte África

Fig.16: Mascara moderna (Matisse)

Ao decorrer do trabalho conseguimos concluir que a arte moderna é um termo que se refere as expressões artísticas surgidas no final do século XIX que correspondia a alguns movimento, temos a referir que de todos os movimentos constatados na arte moderna, nem todos foram influenciados com a arte africana, simplesmente foram dois movimentos a saber, o cubismo e fauvismo.
O movimento cubismo com o seu mentor, Pablo Picasso foi um um dos precursores do movimento cubismo começou a desenvolver o estilo a partir de visitas a uma exposição de Arte Africana, no Museu do Homem de Paris, em 1905.O trabalho exposto causou uma forte impressão no artista, especialmente as máscaras, o que fez com que ele procurasse retratá-las em suas pinturas. As máscaras, carregadas de significados sagrados, mas também pela simplificação das formas, tornaram-se referência para alguns artistas do Modernismo.
O cubismo foi o movimento primordial que impulsionou para que os outros possam ser influenciado pela arte africana, visto que os artistas do cubismo também destacavam-se em outros movimentos, é no caso do fauvismo. Um dos artistas mais destacados é o Matisse, onde que as suas obras tiveram grandes influências nas mascaras.


Referência bibliográfica

ALENCASTRO, Luís Felipe de. “Lisboa: capital negreira do Ocidente”. In: O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. pp.77-116.
BEVILACQUA, Juliana Ribeiro da Silva; SILVA, Renato Araújo da. África em artes. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2015 [no prelo].

Disponível em:
http://www.afroasia.ufba.br/pdf/AA_44_JABarros.pdf. Acesso em 22 de Fevereiro de 2017, pelas 15:37
https://www.google.com/search?q=Escultura+na+arte+Africa+imagem&client=firefoxb&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjjytCsLXSAhUMyLwKHauHBr0Q_AUICCgB#imgrc=CsEX77TZLDqEzM. Acesso em 24 de Fevereiro de 2017, pelas 16:21
https://www.google.civilizacao+nok+escultura. Acesso em 02 e3 marca de 2017, pelas 16:15.
sLXSAhUMyLwKHauHBr0Q_AUICCgB#imgrc=CsEX77TZLDqEzM:

Disponível em: http://www.afroasia.ufba.br/pdf/AA_44_JABarros.pdf
BEVILACQUA, Juliana Ribeiro da Silva; SILVA, Renato Araújo da. África em artes. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2015 [no prelo].

Disponível em: https://www.google.civilizacao+nok+escultura