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Área do Conhecimento do Mundo
Os seres humanos desenvolvem-se e
aprendem em interação com o mundo que os rodeia. Ao iniciar a educação
pré-escolar, a criança já sabe muitas coisas e construiu algumas ideias não só
sobre o mundo social e natural envolvente, mas também sobre o modo como se usam
e para que servem objetos, instrumentos e máquinas do seu quotidiano.
A área do Conhecimento do Mundo enraíza-se na curiosidade natural da criança e
no seu desejo de saber e compreender porquê. Esta sua curiosidade é fomentada e
alargada na educação pré-escolar através de oportunidades para aprofundar,
relacionar e comunicar o que já conhece, bem como pelo contacto com novas
situações que suscitam a sua curiosidade e o interesse por explorar, questionar
descobrir e compreender. A criança deve ser encorajada a construir as suas
teorias e conhecimento acerca do mundo que a rodeia.
Encara-se a Área do Conhecimento do
Mundo como uma sensibilização às diversas ciências naturais e sociais abordadas
de modo articulado, mobilizando aprendizagens de todas as outras áreas. Assim,
para estruturar e representar a sua compreensão do mundo, as crianças recorrem
a diferentes meios de expressão e comunicação (linguagem oral e escrita,
matemática e linguagens artísticas).
A abordagem ao Conhecimento do Mundo
implica também o desenvolvimento de atitudes positivas na relação com os
outros, nos cuidados consigo próprio, e a criação de hábitos de respeito pelo
ambiente e pela cultura, evidenciando-se assim a sua inter-relação com a área
de Formação Pessoal e Social. As crianças vão compreendendo o mundo que as rodeia
quando brincam, interagem e exploram os espaços, objetos e materiais. Nestas
suas explorações, vão percebendo a interdependência entre as pessoas e entre
estas e o ambiente. Assim, vão compreendendo a sua posição e papel no mundo e
como as suas ações podem provocar mudanças neste. Uma abordagem,
contextualizada e desafiadora ao Conhecimento do Mundo, vai facilitar o
desenvolvimento de atitudes que promovem a responsabilidade partilhada e a consciência
ambiental e de sustentabilidade. Promovem-se assim valores,
atitudes e comportamentos face ao ambiente que conduzem ao exercício de uma
cidadania consciente face aos efeitos da atividade humana sobre o património
natural, cultural e paisagístico.
A abordagem do Conhecimento do Mundo
parte do que as crianças já sabem e aprenderam nos contextos em que vivem. A
exploração do meio próximo da criança tem para esta um sentido afetivo e
relacional, que facilita a sua compreensão e apreensão e também proporciona a
elaboração de quadros explicativos para compreender outras situações mais
distantes. De facto, hoje em dia, as crianças contactam com instrumentos e
técnicas complexos e têm acesso, através dos media e das tecnologias digitais,
a saberes sobre realidades mais distantes, que também fazem parte do seu mundo,
e, de que, gradualmente, se vão apercebendo e apropriando. Por isso, se incluem
nesta área as ferramentas ligadas às tecnologias e meios de comunicação e
informação.
Sendo a finalidade essencial da área
do Conhecimento do Mundo lançar as bases da estruturação do pensamento
científico, que será posteriormente mais aprofundado e alargado, importa que
haja sempre uma preocupação de rigor, quer ao nível dos processos
desenvolvidos, quer dos conceitos apresentados, quaisquer que sejam os aspetos
abordados e o seu nível de aprofundamento. É essencial que se vá construindo
uma atitude de pesquisa, centrada na capacidade de observar, no desejo de
experimentar, na curiosidade de descobrir numa perspetiva crítica e de partilha
do saber.
Esta compreensão e relação com o mundo levam a considerar três grandes
componentes organizadoras das aprendizagens a promover na área do Conhecimento
do Mundo:
- Introdução à Metodologia Científica;
- Abordagem às Ciências;
- Mundo Tecnológico e Utilização das Tecnologias
Introdução à
metodologia científica
A introdução à metodologia própria
das ciências parte dos interesses das crianças e dos seus saberes, que o/a
educador/a alarga e contextualiza, fomentando a curiosidade e o desejo de saber
mais. Interrogar-se sobre a realidade, definir o problema, para decidir o que
se quer saber e procurar a solução, constitui a base da metodologia científica.
O desenvolvimento da área do Conhecimento do Mundo assenta no contacto com a
metodologia própria das ciências para fomentar nas crianças uma atitude
científica e investigativa. Esta atitude significa seguir o processo de
descoberta fundamentada que caracteriza a investigação científica. Assim, a
partir de uma situação ou problema, as crianças terão oportunidade de propor
explicações, de desenvolver conjeturas e de confrontar entre si as suas
“teorias” e perspetivas sobre a realidade. A partir de uma melhor definição do
problema, decide-se se é necessário verificar esses conhecimentos e/ou recolher
mais informações e como o fazer. Importa depois que as crianças verifiquem as
"hipóteses" elaboradas, através de procedimentos que podem ser
diversos, consoante a situação (experiência, observação, recolha de informação).
A organização destes dados implica a necessidade de usar formas de registo que
permitam classificá-los e ordená-los e, eventualmente, quantificá-los, através
de desenhos, gráficos, medições, etc. A sistematização do conhecimento obtido
pode também exigir a consulta de mais informação, de modo a enquadrá-lo e a
precisar conceitos mais rigorosos e científicos que tiveram como base a
partilha e o questionamento das explicações das crianças. Todo este processo
conduzirá, muito provavelmente, ao levantar de novas questões que determinam
novos aprofundamentos.
O apoio do/a educador/a à
organização e sistematização das etapas deste processo permite à criança
apropriar-se progressivamente da metodologia científica, compreender a
necessidade de construir conceitos mais rigorosos e adotar uma atitude de
pesquisa na sua procura de compreensão do mundo.
Aprendizagem
a promover:
- Apropriar-se do processo de desenvolvimento da
metodologia científica nas suas diferentes etapas: questionar, colocar
hipóteses, prever como encontrar respostas, experimentar e recolher
informação, organizar e analisar a informação para chegar a conclusões e
comunicá-las.
Esta
aprendizagem pode ser observada por exemplo, quando a criança:
- Demonstra curiosidade e interesse pelo que a
rodeia, observando e colocando questões que evidenciam o seu desejo de
saber mais.
- Encontra explicações provisórias para dar
resposta às questões colocadas.
- Participa com interesse no planeamento e
implementação da metodologia que caracteriza o processo de descoberta da
investigação científica (observar, comparar, pesquisar, experimentar,
registar, tirar conclusões).
- Participa na organização e apresentação da
informação, de modo a partilhar com outros (colegas da sala, outras
crianças e/ou adultos) os conhecimentos, resultados e conclusões a que
chegou.
- Demonstra envolvimento no processo de
descoberta e exploração e revela satisfação com os novos conhecimentos
que construiu.
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O/A
educador/a promove estas aprendizagens quando, por exemplo:
- Organiza o ambiente educativo de forma a
estimular a curiosidade da criança:
- Disponibiliza diferentes fontes e meios para
apoiar o processo de descoberta, tais como: materiais de consulta
(livros, jornais, vídeos, fotografias, mapas, internet, etc.), o
envolvimento de familiares das crianças, de pessoas da comunidade e de
especialistas, etc.
- Facilita o acesso a diversos materiais para o
registo dos processos e resultados das suas explorações (cadernos,
tabelas, marcadores, máquina fotográfica, gravador, etc.).
- Cria uma área das ciências com materiais
diversos que incentivem as explorações e a experimentação:
- materiais naturais - rochas, folhas, madeiras,
conchas, plantas ou suas partes (caules, folhas, flores, frutos,
raízes), etc.;
- materiais habituais na vida corrente -
recipientes, colheres, funil, etc.;
- materiais mais específicos dos contextos
ligados às ciências - ímanes, lupas, binóculos, microscópios, globo
terrestre, etc.
- Está atento/a e valoriza as explorações das
crianças, os seus interesses e descobertas e usa-os como ponto de
partida para o processo de desenvolvimento de novos conhecimentos.
- Incentiva a curiosidade das crianças, colocando
perguntas que as levam a pensar, a interrogar-se e a querer saber mais
(Repararam que…?; Como podemos descobrir?; Haverá outra forma de fazer?;
De que precisamos?; O que irá acontecer se…?; Por que razão achas que
isto acontece?; etc.).
- Promove a interação e o trabalho colaborativo
no grupo, de modo a que as crianças aprendam umas com as outras ao
confrontarem perspetivas, procedimentos e saberes.
- Apoia as crianças na realização de atividades
práticas e investigativas e no desenvolvimento de projetos de pesquisa
(na recolha de informação e na sua sistematização e comunicação).
- É rigoroso/a tanto na referência aos conceitos
científicos, como na utilização de vocabulário específico das ciências.
- Apoia as crianças na identificação e utilização
dos instrumentos e recursos necessários às atividades práticas e
investigativas que desenvolvem (uso do microscópio, termómetro, balança,
pinças, etc.).
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Abordagem às
Ciências
A introdução às diferentes ciências
inclui, para além do alargamento e desenvolvimento de saberes da criança
proporcionados pelo contexto de educação pré-escolar e pelo meio social e
físico em que esta vive, a abordagem de aspetos científicos que ultrapassam as
suas vivências imediatas.
Na multiplicidade de domínios
científicos que podem ser tratados e na diversidade de aprendizagens que podem
proporcionar, importa que o/a educador/a esteja atento aos interesses das
crianças e às suas descobertas, para escolher criteriosamente quais as questões
a desenvolver, interrogando-se sobre o seu sentido para a criança, a sua
pertinência, as suas potencialidades educativas e a sua articulação com os
outros saberes.
Na abordagem às ciências podem explorar-se saberes relacionados, tanto com a
construção da identidade da criança e o conhecimento do meio social em que
vive, como relativos ao meio físico e natural. Embora existam articulações
entre estes saberes, eles serão em seguida apresentados separadamente, de modo
a facilitar a sua contextualização.
Conhecimento do mundo social
Existe um conjunto de
conhecimentos relativos ao meio social e cultural que a criança vai adquirindo
nos seus contextos sociais imediatos (família e jardim de infância) e no
ambiente da sua comunidade. Estes saberes facilitam uma progressiva consciência
de si, do seu papel social e das relações com os outros e uma melhor
compreensão dos espaços e tempos que lhe são familiares, permitindo-lhe
situar-se em espaços e tempos mais alargados.
Na educação pré-escolar podem
explorar-se aspetos relacionados com o conhecimento de si (características
físicas, nome, idade) e com os seus contextos mais próximos (família, escola,
comunidade próxima). Neste âmbito incluem-se saberes que permitem a
identificação e apropriação de conhecimentos sobre os membros da sua família
(grau de parentesco, origens, ocupação, profissões, etc.). Também é importante
o desenvolvimento de conhecimentos sobre o contexto escolar, não só no que se
refere às características do espaço físico, mas também aos membros que o
integram, os seus papéis e inter-relações. Podem ainda ser incluídas as
características físicas, culturais e sociais, da comunidade, tanto em termos
mais restritos (rua, bairro, localidade), como em termos mais alargados (outras
zonas do país, outros países). Enquanto cidadã europeia, a criança deverá ter
oportunidade de desenvolver um sentimento de pertença, que não pressupõe uma
identidade uniforme, mas decorre de uma história heterogénea, com influências
diferentes resultando numa comunidade plural em termos de vivências, culturas,
valores, etc. A abordagem a estes aspetos deve ser feita numa perspetiva
global, considerando não só o momento presente, como também o passado próximo ou
distante, promovendo-se na criança a compreensão gradual da sua situação no
espaço e no tempo sociais. A consciencialização das rotinas, dos diferentes
momentos que se sucedem ao longo do dia e ao longo do ano, a elaboração e uso
de horários e calendários são importantes para a compreensão de unidades
básicas do tempo. É através destas vivências que a criança toma consciência do
desenrolar do tempo: o antes e o depois, a sequência semanal, mensal e anual e
ainda o tempo marcado pelo relógio.
Neste processo, há também que
mobilizar intencionalmente estratégias que permitam à criança distinguir o
presente do passado e prever o que vai fazer num futuro mais ou menos próximo,
levando-a a compreender as semelhanças e as diferenças entre o que acontece no
seu tempo e nos tempos de vida dos pais, dos avós e outros mais distantes. O
desenvolvimento contextualizado e articulado destes saberes permitirá à criança
conhecer as características da sua e de outras comunidades, os seus hábitos,
costumes, tradições e elementos do património cultural e paisagístico,
facilitando o desenvolvimento de atitudes de respeito e compreensão face à
diversidade.
Aprendizagens
a promover:
- Tomar consciência da sua identidade e pertença a
diferentes grupos do meio social próximo (por exemplo, família, jardim de
infância, amigos, vizinhança).
- Reconhecer unidades básicas do tempo diário,
semanal e anual, compreendendo a influência que têm na sua vida.
- Conhecer elementos centrais da sua comunidade,
realçando aspetos físicos, sociais e culturais e identificando algumas
semelhanças e diferenças com outras comunidades.
- Estabelecer relações entre o presente e o passado
da sua família e comunidade, associando-as a objetos, situações de vida e
práticas culturais.
- Conhecer e respeitar a diversidade cultural.
Estas
aprendizagens podem ser observadas, por exemplo, quando a criança:
- Sabe o seu nome completo e idade, onde vive, a
sua nacionalidade e é capaz de se descrever, indicando algumas das suas
características individuais.
- Utiliza termos como dia, noite, manhã, tarde,
semana, mês, nas suas narrativas e diálogos.
- Identifica os membros da família próxima e fala
sobre os graus de parentesco.
- Identifica diferentes elementos da comunidade
educativa, percebendo os seus papéis específicos.
- Refere e identifica a atividade associada a
algumas profissões com que contacta no dia a dia (de pais, de
familiares, da comunidade).
- Associa rotinas a determinados momentos ou
alturas do dia.
- Nomeia e descreve aspetos físicos
característicos da sua comunidade tais como ruas, pontes, transportes,
edifícios.
- Identifica algumas manifestações do património
cultural e paisagístico do seu meio e de outros meios como, por exemplo,
tradições, arquitetura, festividades.
- Revela interesse em saber as semelhanças e
diferenças entre o que acontece no seu tempo e nos tempos de vida dos
pais e avós.
- Compreende e aceita a diversidade de hábitos,
vestuário, alimentação, religiões, etc. caraterísticos de diferentes
realidades culturais.
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O/A
educador/a promove estas aprendizagens quando, por exemplo:
- Organiza o ambiente educativo de forma a
incentivar o conhecimento das crianças sobre elas próprias e sobre o
meio social envolvente.
Envolve as crianças e as famílias na recolha de
materiais que reflitam a sua diversidade cultural e mudanças ao longo do
tempo (roupas, fotografias, utensílios, artefactos, alimentos, etc).
Disponibiliza livros, imagens, filmes, materiais e atividades representativos
da diversidade cultural e étnica (artes visuais, música, literatura, dança,
teatro), e de paisagens, hábitos e costumes de outras regiões e culturas. Organiza
a rotina diária, de modo a facilitar a compreensão e apropriação gradual de
unidades básicas do tempo. Envolve as crianças em conversas individuais ou em
pequeno grupo, levando-as a comparar as semelhanças e diferenças entre elas
(tons do cabelo, dos olhos e da pele, interesses, preferências, etc.)Leva as
crianças a compreenderem as semelhanças e diferenças entre meios diversos e
ao longo do tempo (semelhanças e diferenças de habitação nas cidades e
aldeias atuais, na maneira de vestir agora e no passado, etc.), podendo ainda
imaginar como poderá ser no futuro. Valoriza a família de cada criança,
convidando as famílias a partilharem os seus hábitos, atividades, tradições, saberes,
etc.
Estabelece relações com a comunidade envolvente, facilitando o conhecimento
das crianças sobre o meio próximo (bairro, localidade). Conversa com as
crianças sobre os elementos do património cultural (local ou mundial) com que
contactam, debatendo formas de o preservar e como o podem fazer. Alarga os
conhecimentos das crianças sobre o meio social e cultural aproveitando datas
e eventos nacionais e internacionais para refletir com elas sobre o seu
significado. Promove a reflexão sobre a diversidade cultural e social
aproveitando datas e eventos nacionais e internacionais.
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Conhecimento
do mundo físico e natural
O contacto com seres vivos e
outros elementos da natureza e a sua observação são normalmente experiências
muito estimulantes para as crianças, proporcionando oportunidades para
refletir, compreender e conhecer as suas características, as suas transformações
e as razões por que acontecem. Este conhecimento poderá promover o
desenvolvimento de uma consciencialização para a importância do papel de cada
um na preservação do ambiente e dos recursos naturais.
O conhecimento das crianças sobre a
paisagem local, ou seja, o reconhecimento dos seus elementos sociais, culturais
e naturais e a interação entre eles, contribui para melhorar a ligação afetiva
e pessoal com esta, alicerçando a identidade local e o sentido de pertença a um
lugar. Esta atitude de pertença positiva para com o lugar onde se vive é
desenvolvida, em paralelo, com um maior sentido de responsabilidade para
salvaguardar os valores locais (naturais, sociais, históricos, …) e com uma
consciencialização para as consequências das ações humanas sobre o território.
A leitura da paisagem pode ocorrer de forma direta através da observação do
local onde vivem ou de um que visitaram, ou de forma indireta recorrendo a
imagens, fotografias, vídeos, mapas, etc.
Alguns conteúdos relativos à
biologia (conhecimento dos órgãos do corpo, dos animais, do seu habitat e
costumes, de plantas, etc.) e ainda à física e à química (luz, ar, água, etc.)
podem originar experiências a realizar
por crianças em idade pré-escolar, permitindo a compreensão de um conjunto de
saberes nesta área. Alguns destes conhecimentos articulam-se diretamente com
questões ligadas à saúde e segurança (práticas de segurança rodoviária, de higiene
corporal, de alimentação,
de exercício físico) que conduzem a uma sensibilização
das crianças para os cuidados com a saúde e com o corpo e para a prevenção de
acidentes.Os conhecimentos de meteorologia (vento, chuva, etc.)
são aspetos que interessam às crianças e que podem ter um tratamento mais
aprofundado, para além da sua observação e registo. Neste sentido, também as
aprendizagens podem ampliar-se e diversificar-se, para além do meio imediato,
tanto em geografia (o planeta Terra, algumas noções do sistema solar e da
influência do sol na vida da terra, os rios, os mares, os acidentes
orográficos, etc.), como em geologia (comparação e coleção de rochas,
observação das suas propriedades). Tendo em conta o contexto e os interesses
das crianças, poderá ainda ser explorada a noção de energia e a diferença entre
fontes de energia renovável e não renovável.
Aprendizagens
a promover:
- Compreender e identificar características
distintivas dos seres vivos e reconhecer diferenças e semelhanças entre
animais e plantas.
- Compreender e identificar diferenças e
semelhanças entre diversos materiais (metais, plásticos, papéis, madeira,
etc.), relacionando as suas propriedades com os objetos feitos a partir
deles.
- Descrever e procurar explicações para fenómenos e
transformações que observa no meio físico e natural.
- Demonstrar cuidados com o seu corpo e com a sua
segurança.
- Manifestar comportamentos de preocupação com a
conservação da natureza e respeito pelo ambiente.
Estas
aprendizagens podem ser observadas, por exemplo, quando a criança:
- Reconhece e identifica partes do corpo e alguns
órgãos, incluindo órgãos dos sentidos, e compreende as suas
funções.
- Usa e justifica algumas razões de práticas
promotoras da saúde e segurança (lavar as mãos antes das refeições,
evitar o consumo excessivo de doces e refrigerantes, atravessar nas
passadeiras, etc.).
- Se reconhece como ser vivo com características
e necessidades semelhantes às dos outros seres vivos (crescimento,
nutrição, abrigo, etc.).
- Conhece diferentes animais, diferenciando-os pelas
suas características e modos de vida (aquáticos/ terrestres, com e sem
bico, com e sem pelo, aves/ peixes/ mamíferos, domésticos/selvagens,
etc.).
- Mostra curiosidade e procura uma explicação
para fenómenos atmosféricos que observa (chuva, vento, nuvens, trovoada,
etc.).
- Antecipa e expressa as suas ideias sobre o que
pensa que vai acontecer numa situação que observa ou experiencia e
procura explicações sobre os resultados (mistura de água com areia, com
açúcar, com azeite; objetos que flutuam e não flutuam; efeitos de luz e
sombra, atração por um íman; gelo que derrete, mistura de cores, etc.).
- Antecipa e expressa as suas ideias sobre o que
acontece, quando determinadas forças atuam sobre os seres vivos e os
objetos em situações que observa ou experiencia (o que acontece quando
um ser vivo ou objeto é puxado ou empurrado com mais ou menos força; o
que sucede quando os objetos em movimento chocam; o que acontece num
balancé quando objetos com a mesma massa são colocados em diferentes
posições dos braços).
- Partilha as suas ideias sobre como se processam
algumas transformações naturais (a queda das folhas das árvores, o
vento, a sucessão dia/noite, etc.).
- Demonstra, no quotidiano, preocupações com o
meio ambiente (apanhar lixo do chão, fechar as torneiras, apagar as
luzes, etc.)
- Desfruta e aprecia os espaços verdes e o
contacto com a natureza.
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O/A
educador/a promove estas aprendizagens quando, por exemplo:
- Organiza o ambiente educativo de forma a
estimular e apoiar a curiosidade das crianças nas suas tentativas de
compreenderem o meio físico e natural:
- Disponibiliza e envolve as
crianças e as famílias na recolha de materiais naturais (sementes de
frutos, de cereais e outras plantas, rochas diversas, etc.) e outros
materiais (metais, plásticos, papéis, etc.).
- Disponibiliza livros, mapas,
imagens, filmes, documentos diversos para consulta (enciclopédias,
livros sobre ciência, informação da internet, fotografias, etc.).
- Mobiliza as famílias e
outros elementos da comunidade (outros professores, alunos mais velhos,
especialistas) na recolha de informação e no processo de
descoberta.
- Utiliza situações do quotidiano para questionar
e promover a reflexão e interpretação das crianças sobre os fenómenos do
meio físico e natural (a planta da sala que murchou, o ‘bicho-de-conta’
que uma criança traz, a queda de granizo, etc.).
- Apoia as crianças no processo de realização de
experiências significativas, nas suas observações, registos e
conclusões.
- Cria oportunidades frequentes e diversificadas
de contacto das crianças com a natureza, levando-as a observá-la, a
conhecê-la e a apreciá-la.
- No dia a dia, incentiva comportamentos e
hábitos saudáveis (comer vegetais, fazer exercício físico, não mexer nem
ingerir produtos que não conhece, etc.).
- Promove a participação e responsabilidade das
crianças no cuidado e proteção de seres vivos dentro e fora da escola
(cuidar de plantas, de animais ou da horta na escola; cuidado com
ninhos, plantas e animais nos jardins, parques e espaços verdes fora da
escola).
- Facilita a discussão e reflexão sobre os
efeitos favoráveis e desfavoráveis da ação humana sobre o ambiente.
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Mundo
Tecnológico e Utilização das Tecnologias
Os recursos tecnológicos fazem hoje
parte da vida de todas as crianças, tanto em momentos de lazer (brinquedos
tecnológicos, computadores, tablets, smartphones, televisão, etc.), como no seu
quotidiano (batedeira elétrica, aquecedor, secador de cabelo, códigos de
barras, lanternas, etc.).Estes recursos são muitas vezes integrados no jogo
simbólico, em que a criança faz de conta que fala ao telefone ou ao telemóvel,
utiliza um objeto para fazer de caixa registadora numa situação de supermercado
ou para fingir que tira fotocópias. A observação destas situações permite ao/a
educador/a compreender o papel das tecnologias na vida da criança, e partir do
que esta sabe para alargar o seu conhecimento e apoiar formas de o utilizar. O
acesso ao computador no jardim de infância, ou noutro local da comunidade, é um
meio privilegiado na recolha de informação, na comunicação, na organização, no
tratamento de dados, etc. Assim, possibilita aprendizagens, não só no âmbito do
conhecimento do mundo, como também nas linguagens artísticas, na linguagem
escrita, na matemática, etc.A importância dos meios tecnológicos e informáticos
no conhecimento do mundo, próximo e distante, e no contacto com outros valores
e culturas faz com que a sua utilização no jardim de infância seja considerada
como um recurso de aprendizagem. Deste modo, contribui-se também para uma maior
igualdade de oportunidades, uma vez que o acesso das crianças a estes meios
poderá ser muito diverso.
Sabendo que as tecnologias
exercem uma forte atração sobre as crianças e desempenham um papel importante
na sua vida diária, importa que estas, desde cedo, sejam apoiadas a fazer uma
“leitura crítica” dessa influência, a compreender as suas potencialidades e
riscos e a saber defender-se deles. A educação para os media acompanha a
utilização dos meios tecnológicos e informáticos como ferramentas de
aprendizagem, havendo assim uma articulação com outras áreas de conteúdo.A
compreensão dos meios tecnológicos implica que a criança não seja apenas
consumidora (consultar, ver filmes, etc.), mas também produtora (fotografar,
registar, etc.), alargando, deste modo, os seus conhecimentos e perspetivas
sobre a realidade.
Aprendizagens
a promover:
- Reconhecer os recursos tecnológicos do seu
ambiente e explicar as suas funções e vantagens.
- Utilizar diferentes suportes tecnológicos nas
atividades do seu quotidiano, com cuidado e segurança.
- Desenvolver uma atitude crítica perante as
tecnologias que conhece e utiliza.
Estas aprendizagens
podem ser observadas, por exemplo, quando a criança:
- Fala sobre recursos tecnológicos existentes no
seu meio, revelando algum conhecimento sobre a sua utilidade (semáforos,
máquinas de lavar roupa e loiça, binóculos, cinema, câmara de vídeo, etc.).
- Usa vários recursos tecnológicos para recolher
informação, comunicar, produzir diferentes tipos de trabalhos e
organizar informação que recolheu (computador, máquina fotográfica,
vídeo, etc.).
- Conhece e respeita algumas normas de segurança
na utilização da internet.
- Respeita as regras de segurança quer na
utilização de recursos tecnológicos (máquina fotográfica, aparelhos de
música, etc.) quer perante outros recursos (aquecedor, tomadas
elétricas, etc.).
- Nas suas brincadeiras utiliza ou “faz de conta”
que utiliza diversos recursos tecnológicos (aspirador, máquina de
barbear, multibanco, etc.).
- Imagina e cria, a duas ou três dimensões,
‘máquinas’, robots ou instrumentos com uma finalidade específica.
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O/A
educador/a promove estas aprendizagens quando, por exemplo:
- Organiza o ambiente educativo, de forma a
promover o conhecimento e uso de recursos tecnológicos:
- Disponibiliza diferentes
suportes tecnológicos para serem utilizados em projetos e atividades no
quotidiano do jardim de infância.
- Proporciona oportunidades
para o uso de tecnologias diversas na abordagem e exploração das
diferentes áreas de conteúdo com o envolvimento das famílias.
- Utiliza recursos
tecnológicos existentes na comunidade envolvente.
- Encoraja as crianças a observar, a falar sobre
e a compreender a utilidade de diferentes recursos tecnológicos
presentes no seu meio envolvente (semáforos, códigos de barras,
iluminação das ruas, painéis informativos, etc.).
- Conversa com as crianças sobre os seus
programas de TV e “heróis” favoritos, favorecendo o debate entre
diferentes opiniões, e acerca do que é real, imaginário ou manipulado.
- Encoraja as crianças a dialogarem acerca dos
cuidados e das normas no uso de recursos tecnológicos visando a adoção
de comportamentos e atitudes adequados a uma utilização crítica,
responsável e segura.
- Apoia as crianças na utilização do computador e
na exploração das suas diferentes potencialidades.
- Apoia as crianças a planearem e construírem
máquinas, robots, instrumentos, que sejam réplicas dos existentes ou
imaginados por elas (balança, telefone de fios, “máquina do tempo para
crescer”, etc.).
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Síntese
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ÁREA DO CONHECIMENTO DO MUNDO
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Componentes
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Aprendizagens a Promover
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Introdução à Metodologia Científica
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- Apropriar-se do processo de
desenvolvimento da metodologia científica nas suas diferentes etapas:
questionar, colocar hipóteses, prever como encontrar respostas,
experimentar e recolher informação, organizar e analisar a informação
para chegar a conclusões e comunicá-las.
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Abordagem às Ciências
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Conhecimento do mundo social
- Tomar consciência da sua
identidade e pertença a diferentes grupos do meio social próximo (por
exemplo, família, jardim de infância, amigos, vizinhança).
- Reconhecer unidades básicas
do tempo diário, semanal e anual, compreendendo a influência que têm na
sua vida.
- Conhecer elementos centrais
da sua comunidade, realçando aspetos físicos, sociais e culturais e
identificando algumas semelhanças e diferenças com outras comunidades.
- Estabelecer relações entre o
presente e o passado da sua família e comunidade, associando-as a
objetos, situações de vida e práticas culturais.
- Conhecer e respeitar a
diversidade cultural.
Conhecimento do mundo físico e
natural
- Compreender e identificar
características distintivas dos seres vivos e identificar diferenças e
semelhanças entre: animais e plantas.
- Compreender e identificar
diferenças e semelhanças entre diversos materiais (metais, plásticos,
papéis, madeira, etc.), relacionando as suas propriedades com os objetos
feitos a partir deles.
- Identificar, descrever e
procurar explicações para fenómenos e transformações que observa no meio
físico e natural.
- Demonstrar cuidados com o seu
corpo e de segurança.
- Manifestar comportamentos de
preocupação com a conservação da natureza e respeito pelo ambiente.
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Mundo tecnológico e Utilização das Tecnologias
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- Reconhecer os recursos
tecnológicos do seu ambiente e explicar as suas funções e vantagens.
- Utilizar diferentes suportes
tecnológicos nas atividades do seu quotidiano, com cuidado e segurança.
- Desenvolver uma atitude
crítica perante as tecnologias que conhece e utiliza.
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Sugestões de
reflexão:
- Incentiva as crianças a interrogarem-se sobre o
mundo que as rodeia? Como seleciona as questões que coloca para desenvolver
processos de descoberta?
- Valoriza a troca de opiniões, propostas de
explicação e sugestões entre crianças, ajudando-as a clarificar e
planear o que pretendem saber e como? Como encoraja o seu processo de
descoberta e construção do conhecimento?
- Apoia as crianças a utilizarem diferentes
formas de registo nos seus processos de descoberta (escrita, fotografia,
gráficos, etc.)? Quais as funções desses registos? Qual a participação
das crianças na sua recolha e análise? Quais as aprendizagens desenvolvidas?
- Avalia com as crianças o que aprenderam?
Facilita a comunicação dessa aprendizagem ao grupo, a outras crianças
e/ou adultos? Como?
- Explora com as crianças a comunidade envolvente
(próxima e mais distante), de modo a promover a compreensão da realidade
e a construção de uma identidade pessoal e social? Reflita sobre as
últimas situações em que isso ocorreu e pense noutras possibilidades.
- Aproveita situações que ocorrem tanto no jardim
de infância, como na comunidade para promover o conhecimento e o
desenvolvimento de atitudes e comportamentos de respeito e proteção pelo
meio natural e o património cultural envolventes?
- Conhece e utiliza os recursos tecnológicos que
poderão estar acessíveis na comunidade envolvente ao jardim de infância
(biblioteca, junta de freguesia, associação recreativa, etc.)? Faz uso
deles com as crianças e alerta as famílias sobre a sua existência e
potencialidades?
- A utilização das tecnologias é feita de modo
diversificado pelas crianças da sua sala? Pense nas funções mais frequentes
para que são usadas e na sua diversidade (recolha de informação,
registo, comunicação, ferramenta, etc.).
- …
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ARTIGO
ORIGINAL
RODRIGUES, Micheli
Evangelista [1], TOURO,
Gilmara Pereira Macedo [2], FRAZÃO, Luzia
Aparecida Martins [3], SILVA,
Marlene Barbosa dos Santos [4], TEIXEIRA,
Selma Ojeda[5], BORTOLUSSO,
Simone [6], PORTO,
Verônica Alves [7]
RODRIGUES, Micheli
Evangelista. Et al. A matemática na educação infantil. Revista
Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 11, Vol. 01,
pp. 118-127 Novembro de 2018. ISSN:2448-0959
A MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
RESUMO
Este trabalho
justifica-se pelo fato da observação de crianças com idades diferenciadas,
porém na primeira infância,e nota-se que os mesmos estão em processo de
aquisição de conhecimentos relacionados aos numerais, tanto quanto sua
contagem, quanto sua representação. Pensando nessa perspectiva
resolvemosesplanar o assunto relacionado à matemática no processo de desenvolvimento
infantil.
palavras–chave:
Matemática, Professor-mediador, Sociedade.
INTRODUÇÃO
A numeração e a
contagem é algo muito relevante na atualidade no mundo globalizado em que
vivemos, E torna-se cada vez mais necessário dominar a leitura, a escrita, a interpretação,
também conseguir raciocinar matematicamente. Pensando nesse âmbito, é fato que
a matemática desenvolve o pensamento no ser humano e que sua importância na
primeira infância e na educação infantil é ímpar, ainda, auxiliando-nos a
entrar em diferentes mundos de maneira interdisciplinar.
Sendo assim, o
lúdico no auxílio do ensino matemático é ferramenta importante na mediação do
conhecimento, estimulando à criança de maneira facilitadora e com entusiasmo,
aguçando-a de maneira desafiadora, pois a criança aprende brincando; o brincar
enriquece também as relações sociais e fortalece a relação entre o ser que
ensina e o ser que aprende, tornando a criança um sujeito ativo e que constroi
seu próprio conhecimento, deixando-o adquirir sua autonomia, indispensável na
contemporaneidade. Neste contexto os jogos nos auxiliam no trabalho lúdico,
trabalhando de forma prazerosa e facilitadora, arquitetando a matemática de
modo a raciocinar construindo o conhecimento lógico, não mecanicamente. O
professor é peça fundamental nesse processo, sendo o mediador e estimulador
desse processo essencial do desenvolvimento intelectual humano.
A MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Atualmente, frente
às necessidades sociais e a avançada tecnologia e sua essencialidade são raros
os momentos em que na sociedade não está inserida a matemática; portanto, é
fato que a matemática é uma necessidade imperativa. Ela está presente até mesmo
nos momentos dos quais nunca imaginávamos que estaria, logo que a criança
inicia seus primeiros movimentos corpóreos ela está desenvolvendo um tipo de
jogo matemático, onde o descobrir das mãos, pés, o próprio movimento de suas
pernas são calculados inconscientemente, mas puramente matemáticos.
Segundo
Gómez-Granell (1996,p.257)
[…] a maioria das
ciências, inclusive as ciências humanas e sociais, como a psicologia, a
sociologia ou a economia, tem um caráter cada vez mais matemático. Os
comportamentos sociais, a ecologia, a economia, etc. se explicam através
modelos matemáticos. Análises estatísticas e cálculos de probabilidade são
elementos essenciais para tomar decisões políticas, sociais e econômicas e até
mesmo sociais.
Nesta linha de
raciocínio sabemos que o trabalho com a matemática não deve iniciar-se apenas
no Ensino Fundamental, o que normalmente tem sido feito na educação brasileira,
e, que essa disciplina não se resume a uma lista de fatos que devem ser
memorizados, portanto, o presente trabalho tem por objetivo compreender o
ensino da matemática desde a Educação Infantil, a fim de refletir sobre as
práticas educativas nesta etapa da escolarização até o Ensino Fundamental.
Sendo assim O
professor é peça chave, importante elo educacional, é o mediador e estimulador
no processo de aprendizagem, possui sua função é de propiciar às crianças um
ambiente em que possam explorar diferentes ideias matemáticas, que não sejam
apenas numéricas, mas também referentes à geometria, às medidas e às noções de
estatística, de forma prazerosa e que possam compreender a matemática como
fator inserido na vida. Dessa maneira é imprescindível também que o professor
avalie se o trabalho desenvolvido está atingindo os objetivos preestabelecidos.
Diante disso,é fato que por muitas vezes o professor querendo inovar, buscando
o aprendizado insere jogos no âmbito escolar, iremos falar sobre eles no
decorrer do assunto, mas vale a pena ressaltar nesse momento que para se
utilizar um jogo matemático devemos ter objetivos bem claros, bem planejados,
pois o jogo que envolve o brincar sem uma meta, apenas brincar por si só, não
auxilia no aprendizado do educando, apenas traçando metas claras poderá
redirecionar sua prática pedagógica, com vistas a promover uma aprendizagem de
matemática significativa para as crianças.
Na educação
infantil, deve-se iniciar, portanto, os primeiros conceitos matemáticos, pois é
nessa fase que a criança aprende e assimila o aprendizado com maior facilidade,
no entanto, o professor deve ter um conhecimento amplo para não equivocar-se em
seus objetivos.
Segundo o
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil:
A Educação
Infantil é a primeira etapa da educação básica, oferecida em creches e
pré-escolas, estas podem se caracterizar como espaços institucionais não
domésticos que constituem estabelecimentos educacionais que educam e cuidam de
crianças de 0 a 5 anos de idade, podendo ser públicas ou privadas, no período
diurno ou vespertino, em jornada integral ou parcial, regulados e
supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a
controle social. O Estado tem o dever de garantir a oferta da Educação Infantil
pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção. (BRASIL, 2010,
p.12).
Sendo assim, nessa
etapa da criança, o brincar e a ludicidade devem ser o ápice do aprendizado, as
atividades devem ser prazerosas e motivadoras, também devem ajudar a criança a
refletir o tempo todo, construindo por si mesma a sua matemática.
A ludicidade deve
ser aplicada com objetivos pertinentes, pois, permite sua adequação para as
demais áreas do conhecimento, representadas nesse contexto pela matemática. A
interação, a socialização de ideias e a troca de informações são elementos
indispensáveis nas aulas de matemática em todas as fases de escolaridade.
Jamais esquecendo-se que o professor deve ter um olhar voltado para a criança
como sendo um ser com um conhecimento prévio social.
O que leva muitas
vezes a criança em todos os níveis a possuir dificuldades em matemática também
é o fato da matemática possuir uma linguagem meramente técnica, isso dificulta
o aprendizado, mas a matemática tida como moderna exige esse saber técnico que
deve ser promovido pela escola no decorrer do Ensino Fundamental. No entanto, a
criança vai adquirindo uma linguagem matemática de maneira social, no brincar,
seja para marcar a passagem do tempo, medir distâncias, distinguir o pesado do
leve, ter conceitos espaciais como em cima e embaixo, fora e dentro, frente e
atrás ou tão simples como repartir algo ou mesmo complexa como projetos de
engenharia,segundoVygotsky:
O processo
histórico-social e o papel da linguagem no desenvolvimento do indivíduo. Sua
questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o
meio. Para o teórico, o sujeito é interativo, pois adquire conhecimentos a
partir de relações intra e interpessoais e de troca com o meio, a partir de um
processo denominado mediação. (Vygotsky, 1996)
Vygotsky na
verdade enfatiza que o meio influência na formação do sujeito, pois o meio
transforma o sujeito.
A matemática é
utilizada no nosso cotidiano assim como no da criança, deve ser trabalhado o
que faz parte desse universo infantil como a idade, o corpo, os brinquedos, as
músicas, comparações, os jogos e brincadeiras. Ela deve ser ensinada como
instrumento para interpretação das coisas que rodeiam nossas vidas e o mundo,
formando assim pessoas conscientes para a cidadania e a criatividade e não
somente como memorização, alienação e exclusão.
Nesta perspectiva
a Matemática está presente em muitas das atividades realizadas pelas crianças,
por exemplo, distribuir materiais entre os colegas; calcular a distância entre
sua posição e um alvo a ser atingido; pensar no trajeto mais curto para se
deslocar de um lugar a outro. Dentre os conhecimentos que serão construídos
nessa etapa da escolaridade, a matemática ocupa um lugar de destaque.
Neste contexto,
numerosas pesquisas têm apontado a relevância do trabalho com essa disciplina
para as crianças pequenas, especialmente no que diz respeito à construção do
conceito de número, além das noções ligadas às grandezas e medidas, bem como
espaço e forma.
Existem muitas
formas de conceber e trabalhar com a Matemática na Educação Infantil,sendoquea
mesma está presente na arte, na música, em histórias, na forma como organizamos
o pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis. O importante é que o professor
perceba que pode trabalhar a matemática na Educação Infantil sem se preocupar
tanto com a representação dos números ou com o registro no papel, pode colocar
em contato com a matemática crianças de todas as idades, desde bebês. A criança
é um ser em formação. Deve-se cuidar para que essa formação seja natural e a
mais rica possível em termo de possibilidades.
De acordo com as
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil “A Educação Infantil é
colocada como a primeira etapa da Educação Básica, devendo ser ofertada pelo
Estado com qualidade garantida”.
Desde seu
nascimento a criança vive num mundo cheio de conhecimentos matemáticos, que são
parte integrante de sua vida mesmo que ela não a perceba, a matemática está
presente em tudo em nossas vidas, desde o momento que colocamos água em um copo
o suficiente para que ele não transborde, ou, quando reparto uma bolacha com um
amigo.
Pensando nesse
âmbito a Educação Infantil representa uma etapa importantíssima no processo de
ensino e aprendizagem na vida do aluno, é esse contato riquíssimo social,
cultural e porque não dizer “conteudístico” que irá gerar vários aprendizados
na primeira infância.
Sendo assim, na Educação Infantil, o trabalho com noções matemáticas deve
atender, por um lado, às necessidades da própria criança de construir
conhecimentos que incidam nos mais variados domínios do pensamento e, por
outro, precisa corresponder a uma necessidade social, isto é, o aprendizado
para a vida, participar e compreender um mundo que exige diferentes conhecimentos
e habilidades. Mas, faz-se necessário saber na educação infantil onde se quer
chegar com “tal” conhecimento, saber aonde se quer chegar para escolher os
caminhos a seguir, daí a necessidade de um planejamento e de estabelecer às
razões de se trabalhar as ideias matemáticas na educação infantil, um momento
que serve para alicerçar a construção dos conceitos matemáticos.
As noções
matemáticas tais como contar e estabelecer relações quantitativas e espaciais
dentre outras, são construídas pelas crianças através de interações com o meio
e através das relações interpessoais. A criança na faixa etária de 0 a 8 ou 9
anos por muitas vezes ainda não é capaz de fazer abstrações mentais, portanto,
trabalhar matematicamente com materiais concretos é de suma importância e
altamente rico.
No entanto, vale a
pena ressaltar que o trabalho com materiais concretos deve ser planejado
sistematicamente e deixando bem claro quais metas, quais objetivos o professor
quer atingir, não é porque a criança simplesmente manipula um objeto que ela
aprende, o manipular somente durante a brincadeira sem a mediação do professor
não é por si só objeto de aquisição de conhecimento, não é porque a criança
simplesmente brinca que ela aprende, a criança deve ser estimulada, indagada,
transformada em sujeito pensante que constrói sua matemática.
O professor é o
mediador das crianças neste processo, buscando questionar, desafiar e promover
situações de incentivo às manifestações de autonomia, criatividade e
verbalização do educando, deve-se lembrar também que cada criança tem seu tempo
de aprendizagem, respeitando o limite de cada uma, não forçando, e assim cada
criança vai descobrindo um novo mundo, o mundo dos números, do raciocínio
lógico. Exercitando a criança a pensar, raciocinar, esperar a sua vez,
respeitando a opinião do colega, trocar ideias, perceber algo, pois assim
ensinam a sabedoria. Cada criança é um ser diferenciado, com cultura
diferenciada, aprendizado diferenciado, cada um com seu estilo diferente de
aprender, seu modo de lembrar, de fazer, de executar e de compreender a
disciplina. Há pessoas com mais facilidade de aprender e outros possuem mais
dificuldade, enquanto uns aprendem rápido, outros aprendem devagar, no entanto
aprendem. E o professor tem que estar atento a estes detalhes, estimulando num
tempo correto. Sabendo organizar de uma maneira adequada, e como organizar e
objetivar são importantes, não saindo do seu contexto, isto é, seu objetivo.
Dessa forma, o professor pode acompanhar o raciocínio dos seus alunos.
Aprender números
vai muito além de saber quantificar objetos, não desmerecendo é claro sua
importância no cotidiano.
As noções básicas
em matemática, lógica e geometria começam ser elaboradas a partir dos 4,5 anos
de idade, o início do aprendizado matemático, portanto, é vital, é essencial
que a base seja sólida, bem construída e bem trabalhada, para que nela se
assentem os conhecimentos matemáticos futuros. A criança precisa aprender a
reconhecer as diferenças e semelhanças, como por exemplo, entre um quadrado e um
círculo; um círculo e uma esfera, entre outros. Trabalhando a matemática,
estará se trabalhando aquilo que a criança realmente irá usar fora da escola.
Não importa se ela acerta ou erra, na verdade nessa idade não há acertos ou
erros uma vez que a criança está em fase de assimilação do conhecimento,
portanto, não há como errar e sim, aprender, assimilar, e o conhecimento é
produzido através de construções sucessivas, e quando a criança busca caminhos
para encontrar respostas para os problemas, então acontece o conhecimento. Mas,
é importante lembrar que estimular o raciocínio lógico-matemático é muito mais
do que ensinar matemática é estimular o desenvolvimento mental, é fazer pensar.
Nesse contexto, o
professor possui uma função importante que é propiciar às crianças um ambiente
em que possam explorar diferentes ideias matemáticas, mas a matemática não são
apenas numerais, adicionar ou subtrair o importante é trabalhar a matemática de
modo que não sejam apenas ideias numéricas, mas também referentes à geometria,
às medidas e às noções de estatística, de forma prazerosa e que possam
compreender a matemática como fator inserido na vida: É necessário que as
crianças sintam – se participantes num ambiente que tenha sentido para elas,
para que possam se engajar em sua própria aprendizagem. O ambiente da sala de
aula pode ser visto como uma oficina de trabalho de professores e alunos
podendo transformar – se num espaço estimulante, acolhedor, de trabalho sério,
organizado e alegre, ou seja, é de suma importância criar um espaço escolar
para estimular a capacidade de aprender a gostar da matemática, com diversas
maneiras através de brincadeiras, jogos. Brincando, jogando, cantando, ouvindo
histórias, e estas ao contrário do que se pensa são riquíssimas em matemática,
livros sequenciados, que falam quantidades (“Os três porquinhos”, “Branca de
Neve e os sete anões”, entre outros) o aluno estabelece conexões entre seu dia
a dia, seu cotidiano,a matemática, e as demais áreas. Frisando sempre que
atividades no papel devem ser trabalhadas de maneira sequencial, mas não são o
único meio de aprendizado na Educação Infantil, na verdade o papel deveria ser
deixado de lado no quesito sequência numérica, pois há maneiras mais
divertidas, prazerosas e eficazes de se trabalhar esse conteúdo.
A matemática
dissociada da realidade é uma ciência isolada, sem sentido, é necessário que
esta seja estimulante para que haja o aprendizado. Todo professor de Matemática
deve se preocupar com os conteúdos a serem ministrados ao longo do ano letivo.
Dessa forma, priorizando e proporcionando aos alunos conteúdos significativos
dentro da vastidão que é o currículo referente às aulas de Matemática. Uma
ideia que pode ser interessante e que despertará a atenção do aluno é quando há
uma vinculação de conteúdos, isto é, ocorre uma contextualização, onde
conteúdos de matemática aparecem vinculados a outras áreas, isso gera objetivos
mais amplos, não se torna resolver algo por resolver, mas, portanto, cria-se
uma lógica, um sentido.
O professor deve
conhecer muito bem o seu papel, e conhecer melhor ainda os conteúdos a ser
ministrados, isso é importantíssimo. As regras e técnicas referentes a
matemática sempre devem ser contempladas, mas não podem ser as únicas formas e
estratégias de ensino. A tecnologia tão atual e atrativa dá razão especial ao
ensino da matemática, recursos como: computadores e tablets devem ser
utilizados sempre, porém com o cuidado em relação aos seus objetivos e de
acordo com a realidade do ambiente escolar. Quando o aluno é motivado por esses
mecanismos ele assimila com maior facilidade os conteúdos, pois o aprender é
prazeroso.
A matemática
nasceu da necessidade do ser humano de contar e resolver seus problemas
sociais, e isso permanece até a atualidade, mas o que temos visto é uma matemática
que exclui, que não contempla toda sociedade, é claro que estamos falando sobre
a educação infantil, mas, o que deve ficar claro nessa parte do pensamento é o
fato de que estamos ensinando a matemática de forma a excluir pessoas,
dificultar o aprendizado, e um desses fatos é a linguagem utilizada, é
necessário falar a nomenclatura matemática corretamente, pois assim, o aluno
será incluído nesse saber matemático tão excludente.
Segundo os
Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio:
A Aprendizagem de
concepções científicas atualizadas do mundo físico e natural e o
desenvolvimento de estratégias de trabalho centradas na solução de problemas é
finalidade do ensino, de forma a aproximar o educando do trabalho de
investigação científica e tecnológica, como atividades institucionalizadas de
produção de conhecimentos, bens e serviços.
Portanto, a
matemática deve utilizar elementos reais, da vivência dos estudantes,
transformando esses elementos numa linguagem formal matemática, que é elemento
fundamental do saber.
Mesmo o professor
da Educação infantil deve ter conhecimento desse tipo de informação, pois, caso
a necessidade do uso de uma nomenclatura surja ele saberá se posicionar em
relação a isso, visto que nessa etapa da vida criança (Educação Infantil), a
criança aprende com maior facilidade absorvendo tudo a sua volta.
É estritamente
necessário o uso da nomenclatura matemática, ao contrário do que se pensava,
anteriormente, esse pode ser um fator que gera dificuldades de aprendizagem,
pois, quando digo que, por exemplo, iremos fazer uma “continha de mais” ou,
vamos “juntar” mais palitos, posteriormente num enunciado digo que teremos que
fazer uma “adição”, a interpretação do enunciado fica deficitária, fica
incoerente, sem contextualização. A memorização dessa nomenclatura é usual na
vida diária, e fator de aprendizagem Matemática, segundo Markarian, 1998 “O
aprendizado da Matemática depende muito de símbolos próprios e específicos,
isso pode a tornar menos acessível”. (Markarian, 1998)
Sendo que para
Sanches, 2004“A linguagem e a terminologia utilizadas, que são precisas, exigem
uma capacitação, nem sempre avançada, dos alunos, não só do significado como da
ordem e da estrutura que se desenvolvem (Saches 20004)”.
Os signos
matemáticos adquirem vida, em sua estrutura, e que muitas vezes, para os alunos
são “abstratos e sem sentido”, uma vez que esse tipo de linguagem é diferente
da linguagem usal, se torna, assim, uma linguagem técnica matemática. A
linguagem em si não motiva, mas os professores insistem numa abordagem formal
nos alunos da disciplina, nenhum aluno é despertado por algo que seja motivo de
insatisfação, ou não desperte sua curiosidade.
Os elementos
referentes à linguagem matemática bem assimilados e sistematizados em outras
áreas do conhecimento são ferramentas de comunicação e sistematização
fundamentais, que deixa rica a capacidade de transmissão, facilita o modo de
pensar, ajuda a descobrir o fator problema, esclarece a apresentação de ideias
e evita rodeios na descrição de situações.
A matemática está
presente em vários elementos sociais, por esse motivo ela está inserida na
escola, a escola deve suprir as necessidades sociais uma vez que formamos na
escola cidadãos que fazem parte da sociedade.
A tarefa do ensino
é tornar a matemática uma ligação viva entre a relação matemática-aluno de
forma contextualizada, favorecendo dessa forma o conhecimento.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se
considerar, portanto, que a matemática é parte integrante da vida do homem e
deve ser trabalhada inicialmente desde a infância uma vez que se trata de algo
vital e essencial a vida social humana.
Sendo assim a
matemática deve ser estimulada precocemente, porém de maneira lúdica e mais
essencial ainda de maneira contextualizada e atrativa; com o auxílio de jogos
bem objetivados e contextualizados pelo professor a Matemática se torna lúdica,
atrativa, e ainda simplifica a aquisição do conhecimento; os jogos são uma das
chaves para aprendizagem, uma vez que eles atingem praticamente todos os alunos
em sua diversidade social, cultural e intelectual.
Para finalizar,
vale a pena ressaltar que o bem mais precioso no trabalho matemáticos são os
jogos, as brincadeiras, cantigas e todo o encantamento presente nos mesmos, o
desafio, o fazer pensar, o refletir, andam lado a lado com o professor na busca
da aprendizagem, este, mediador, auxiliador do conhecimento.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. v. III. Brasília: MEC/SEF, 1998.
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Fundamental, Brasília: MEC/SEF, 1998.
BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Secretaria de
Educação Média e Tecnológica, Brasília: MEC/SEMT, 1999.
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Disponível em:<http://www.intervox.nce.ufrj.br/alunopro.htm>. Acesso 25
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CARVALHO, Paulo
Cezar Pinto. Fazer Matemática e usar Matemática. Salto para o futuro. Série Matemática não é problema. Disponível
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Acesso em: 25 out 2018.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes
necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
KAMII, Constance. A criança e o número: implicações
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PAROLIN, Isabel
Cristina H.; SALVADOR, Lia Helena Schaeffer. Odeio
matemática: um olhar psicopedagógico para o ensino da
matemática e suas articulações sociais. Revista da Associação Brasileira de
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VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1996.
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1998.
[1] Geógrafa, Pedagoga e pós em: Educação Especial, Geografia e Libras.
Professora.
[2] Pedagoga com pós em: Metodologia em Educação Infantil e series inicias
do Ensino Fundamental. Professora
[3] Pedagoga, com pós em; Educação Especial, Psicopedagogia e Educação
para a Infância e anos iniciais do Ensino Fundamental. Professora
[4] Pedagoga, pós em: Educação para a infância, Educação Especial e
Neuropedagogia. Professora
[5] Pedagoga com pós em: educação Especial e dificuldade de aprendizagem.
Professora
[6] Pedagoga, com pós em: Educação Infantil e series iniciais e Educação
Especial. Professora
[7] Pedagoga com pós em: Educação Infantil e series inicias do Ensino
Fundamental e Educação Especial. professora
Enviado: Outubro,
2018
Aprovado: Outubro,
2018